
A intenção de Natal
Esta é a história do João e da Maria.
Era uma vez dois irmãos que gostavam muito do Natal, especialmente do Pai Natal. Passavam sempre o Natal juntos, em casa, e desta vez não foi diferente. Como de costume houve comidas boas e, claro, prendas…
Na véspera de Natal o João e a Maria andavam muito entusiasmados e esperavam ansiosamente pelo dia seguinte, pois era Natal e eles queriam uma bola de futebol e umas sapatilhas.
Mas nem tudo correu como eles desejavam. Ficaram muito desiludidos com os presentes que receberam.
Não era o que queriam e, por isso, ficaram muito tristes e desencantados. Ainda nessa noite pensaram sobre o assunto e acharam que afinal isso não era assim tão importante e prometeram que dali em diante o que interessava era a união familiar e perceberam que o que vale é a intenção e não as prendas ou a comida.
Rúben Alves,
Francisco Guimarães
A Magia de Natal
Era dia vinte e três de dezembro, Luca olhava pela janela observando a neve a cair, de dentro do orfanato, enquanto pensava nos seus pais.
Ele ainda estava muito abalado com a perda dos mesmos, há seis anos. Luca não acreditava na tão falada "magia do Natal", tanto que nem se lembrava que o Natal existia, pois foi nesse dia que perdera as pessoas mais importantes de sua vida.
Ele tomou a decisão de que iria sair daquele sítio, pois estava cansado de fazer as mesmas coisas todos os dias. Quando finalmente teve oportunidade, escalou o portão, começou a correr e fugiu.
Assim que chegou à cidade, viu todas as casas e árvores decoradas com várias luzes. Sem entender o que se passava, dirigiu-se à pessoa mais próxima:
- Porque é que a cidade está toda enfeitada?
- Como assim? É dezembro, faltam dois dias para o Natal! - disse a senhora.
- Natal? -perguntou admirado.
- Sim, é a melhor época do ano. Como não sabes o que é o Natal?
- Ah...sim já sei!
Então saiu de lá, despedindo-se da senhora, com a mente confusa. Pois aí percebeu que não se lembrava do que era o Natal desde que a tragédia acontecera.
Passado algum tempo, decidiu ir até à sua antiga casa. Quando lá chegou, olhou em volta e reparou que tudo continuava igual como há seis anos atrás.
Os dias foram passando e finalmente era dia de Natal. Nessa altura ele recordou-se dos mágicos natais que passara em família e decidiu não pensar tanto no vazio que seus pais deixaram e focar-se mais na felicidade que eles trouxeram.
Linda Carneiro
Maria Lima
Ana Costa
O valor da família
Era uma vez dois amigos chamados João e Pedro que iam passar o Natal juntos. Estavam muito contentes, porque nunca o tinham passado um com o outro.
Alguns dias antes do Natal, de manhã, o João foi ter à casa do Pedro para prepararem tudo. Depois de tudo preparado, combinaram a hora e o que tinham de levar para o grande Dia.
No dia da consoada, o João foi para a casa do Pedro e eles divertiram-se imenso, só estavam preocupados com as prendas e a comida.
A mãe do Pedro explicou-lhes que a família e o valor do Natal eram muito mais importantes.
Quando os restantes familiares chegaram, eles não lhes deram a devida atenção, porque só pensavam em abrir os presentes e comer os doces. Os familiares tentaram de tudo para que conversassem com eles, mas não conseguiram.
Chegada a hora de abrir os presentes, eles ficaram muito tristes e amuados, pois não receberam o que queriam, mas os pais tentaram convencê-los de que o Pai Natal iria voltar e dar-lhes outros presentes, no entanto, eles teriam de pôr a família em primeiro lugar, dando-lhes mais atenção.
No final eles perceberam que, realmente, a família era muito mais importante do que as prendas e os doces e acabaram por gostar das prendas que receberam.
Moral: A família é sempre mais importante.
Martim Filipe
Margarida Sampaio
Praticar o Bem
Certo dia, um jovem adolescente passeava na rua com o seu melhor amigo. Andavam entretidos a ver as montras para escolheram os presentes de Natal para a família. Entraram numa loja e fizeram as suas compras.
Decidiram voluntariar-se para ajudar várias pessoas pobres. Começaram a visitar as pessoas dos lares a quem davam alimentos todos os dias.
Um dia viram uma pessoa a andar de cadeira de rodas e decidiram ajudar. Levaram-na ao seu destino e ela agradeceu-lhes muito.
Ao fim do dia, voltavam para casa felizes por saber que no dia seguinte tinham de ajudar mais pessoas. Eles sentiam bem por levar alguma felicidade às pessoas mais necessitadas.
Martim Costa Lopes
Leandro Vale
A realidade do Natal
Era uma vez uma menina que vivia numa casa muito luxuosa, … espera aí, não vou contar uma história sobre quem não sou.
Na minha casa, o Natal é muito simples. Só eu e a minha mãe passamos o Natal, pois meu pai foi para a guerra há cerca de 3 anos.
Mas este ano foi diferente, a minha mãe conseguiu arranjar um novo trabalho e a patroa convidou-nos para passar o Natal em sua casa.
Íamos todos fazer troca de presentes. Então, a minha mãe e eu fizemos um globo de Natal para dar de presente.
Quando chegamos, fomos bem recebidos. A casa estava muito bem enfeitada, cheirava a canela e a açúcar caramelizado.
Serviram-nos umas bolachas caseiras feitas pelo melhor chefe português.
Chegou a altura da troca de presentes: as pessoas foram abrindo os embrulhos com entusiasmo até ao momento em que a patroa da minha mãe abriu um presente, o nosso presente, que era diferente dos outros, era o nosso!
A senhora ficou impressionada, sem se conter, reagiu da pior forma, pois ela achou que o globo feito por nós não prestava para nada. Mas os convidados lá continuaram e chegou a nossa vez de recebermos os presentes.
A mimada da Clarice, filha da patroa, queria um telemóvel, um macbook novo, e mais mil e uma coisas. Já eu queria uma coisa especial e única, o regresso do meu pai!
Eu não era muito de pedir presentes porque também não tinha meios para os comprar, mas este Natal foi diferente.
Escrevi uma carta ao Pai Natal, desejava que o meu pai voltasse, estava com imensas saudades, há dois anos que ele não me escrevia uma carta.
A Clarice, quando recebeu os presentes, percebeu que não recebera o telemóvel que queria e sim um outro, de outra marca, mas igualmente bom. Ficou devastada e começou a gritar com a mãe dela.
Depois da choradeira ela virou-se para mim e ofendeu-me, perguntando a razão de eu não ter tido nenhum presente.
Eu não respondi, já ela disse-me que não imaginava que eu seria tão pobre ao ponto de não receber nenhum chocolate. Não me importei com a opinião dela.
Elas começaram a rir-se. A minha mãe pegou em mim e decidiu vir embora. A patroa perguntou-lhe qual o motivo e a minha mãe respondeu-lhe “Para mim o Natal não é receber um presente caríssimo da última geração. O Natal é passar bons momentos com as pessoas de quem eu gosto e celebrar, mesmo não tendo presentes.”
Que importa se eu tenho presentes se depois não tenho ninguém para estar?
Antes de ofender devíamos pensar!
Jéssica Miranda
Henrique Ferreira
Renato Ferreira
A Separação
No Polo Norte, no dia de Natal à noite, o João andava a passear pela neve a admirar os enfeites e as luzes. Viu uma menina a chorar e decidiu ir ter com ela para lhe perguntar o que se passava.
- A minha irmã adotiva foi separada de mim, nós passávamos o Natal juntas e enfeitávamos a nossa casa. - Disse a chorar.
- Mas porque é que a tua irmã foi separada de ti? – Perguntou-lhe
- Porque os meus pais separaram-se no mês passado e eu fiquei com o meu pai e ela com a minha mãe. – Respondeu a menina triste.
O João com curiosidade quis saber se elas eram muito próximas desde que ela fora adotada e a menina disse-lhe que se começaram a entender melhor a partir do ano anterior.
Como ele a viu tão triste, perguntou-lhe se ela o queria ajudar a enfeitar a casa e a fazer algumas bolachas para o Natal. Ela ficou muito feliz e disse-lhe que sim.
Lá foram os dois enfeitar a casa do João e ela agradeceu-lhe, pois já estava mais animada.
Moral da história:
Devemos aproveitar o tempo que temos para estar com a nossa família
e também ajudar os outros.
Inês Martins
Henrique Martins
A magia do Natal
Era uma vez, na noite de Natal, a lua era o farol que iluminava aquela pequena aldeia. As pessoas estavam reunidas em suas casas a celebrar a magia do nascimento de Jesus.
Na casa de uma pequena família simples e honesta, sentados em frente da lareira, as crianças brincavam em volta daquela bela árvore de Natal, decorada com várias bolas, sinos, fitas...
E no topo dela encontrava-se a brilhante estrela dourada.
De repente, ouve-se a campainha tocar... As crianças ficaram logo entusiasmadas e correram para a porta. Quando a abriram, saltaram de alegria! Estava o Pai Natal e as suas renas paradas no jardim, daquela pequeninha casa.
- OH, OH, OH.
- Pai Natal! Pai Natal!
- Olá crianças, como se portaram este ano? - perguntou ele.
- Portámo-nos muito bem!
O Pai Natal trazia nas suas costas um grande saco vermelho.
- Trago aqui alguns presentes para vocês. - disse ele, sorrindo de alegria.
- Ebaaa!
As crianças abriram os presentes e sorriram.
- Tenho de ir embora. Agora vou ao orfanato visitar as crianças, gostariam de vir comigo?
- Simmmm, o que é um orfanato?- perguntaram as crianças confusas.
Um orfanato é um lugar onde moram as crianças que não têm família.
As crianças ficaram tristes ao saber que nem todas as pessoas podem ter a mesma sorte que elas têm.
- Podemos levar os nossos presentes?
- Claro. - responderam elas.
E lá foram eles, sobrevoando pertinho das estrelas tão brilhantes como elas. No céu viam-se várias renas e um trenó carregado com um saco gigante com vários presentes.
Moral: Nem todas as pessoas têm a sorte de poder ter uma família.
Beatriz Torres,
Diogo Martins,
Justin Broegas
Um presente de Natal
Era um dia frio de inverno, Laura ia a conversar com o seu irmão, João, no caminho para a escola.
- Ouvi dizer que amanhã vai estrear aquele filme que nós falamos há semanas. Queres vir comigo ao cinema vê-lo?
- É uma pena, amanhã não posso ir. Vou fazer voluntariado na cidade. Devias vir comigo.
- Achas mesmo que vou perder tempo com isso?
- Anda! Tu vais adorar.
- Está bem... Eu vou só para te fazer a vontade.
No dia seguinte, logo pela manhã, a mãe levou-os ao mercado. Eles iam pedir alimentos para o cabaz de Natal. Laura estava com cara de poucos amigos. Não via qual era o interesse em estar ali a pedir alimentos quando tinha tudo o que precisava em casa.
No fim de semana a seguir, voltaram para o armazém onde havia as reuniões. Desta vez não iam estar espalhados pelos mercados da cidade, mas sim ali a embrulhar os cabazes.
Quando chegou a casa, Laura estava muito desanimada. Queria desistir de fazer voluntariado.
- Aquilo é uma seca, uma perda de tempo.
- Não desistas! Espera pelo menos até ao dia da entrega, caso contrário, vais arrepender-te.
- Está bem, mas só mesmo até ao dia da entrega.
Uma semana antes do Natal, o João levou a sua irmã para entregar os cabazes. Deram-lhes as moradas onde tinham de ir.
Foram-se passando as horas e, finalmente, chegaram à última casa. Para espanto da Laura quem veio abrir a porta foi a sua amiga Clara.
- Clara... Não fazia ideia. - Laura estava chocada.
- A maioria das pessoas não se importa, não querem saber e gozam com as nossas dificuldades. Por isso é que nunca contei a ninguém. A minha mãe tem dois trabalhos para me conseguir sustentar, mas, mesmo assim, o dinheiro não chega. O nosso Natal não é igual ao teu, Laura. Somos só nós as duas...
A Laura refletiu no que a sua amiga lhe tinha dito e pensou na vida de cada uma daquelas pessoas que lhe vieram abrir a porta. Relembrou o quanto era sortuda e no quanto ajudou aquelas famílias carenciadas.
Ao pensar nisto nasceu-lhe um sorriso nos lábios.
Ajudar os outros foi o maior presente que recebera nesse Natal.
Beatriz Cunha
Carolina Pereira
Alunos da turma A do 7º ano:
- Ana Costa - Beatriz Torres
- Beatriz Cunha - Carolina Pereira
- Diogo Martins - Francisco Guimarães
- Henrique Martins - Henrique Ferreira
- Inês Martins - Jéssica Miranda
- Justin Broegas - Leandro Vale
- Linda Carneiro - Margarida Sampaio
- Maria Lima - Martim Lopes
- Martim Filipe - Renato Ferreira
- Rúben Alves
prof. Ermelinda Silva
