Dedico este meu primeiro livro aos meus pais que sempre fizeram tudo por mim e ao meu irmão que amo muito.

Esta é uma história de sobrevivência, onde a Morte, que segue sempre os mais frágeis, vagueia pela floresta com a sua amiga íbis, à procura de novas presas.
Por momentos, a íbis deixa a sua amiga na floresta (quem sabe se não seria uma passagem para o infinito?!) e, mesmo em frente desta, encontrava-se uma mala vermelha.
Determinada, a Morte pega na mala e avança lentamente, questionando-se como fazer para se inserir no grupo, usando aquela mala como desculpa para se aproximar, parecendo um deles.

Durante o seu caminho depara-se com um grupo de migrantes, que segue o seu caminho em busca de um país que os acolha.
Apesar da estranheza inicial, o grupo acaba por aceitar a sua presença, vendo-o como mais um elemento que ia em busca de uma nova vida.
A Morte, disfarçada de menino, fica feliz, e acompanha-os no seu percurso incerto.


Chegam, entretanto, a um espaço da floresta onde podem preparar algo para se alimentarem e descansar do longo caminho que já tinham percorrido.
Era preciso renovar as energias, pois o seu destino estava, ainda, longe.
Entretanto, a Morte, sempre alerta, procura seduzir o urso, mas à sua volta pairava a destruição e o urso afasta-se, desconfiado.
Chegada a madrugada, todos se preparam para continuar a sua jornada.
Ao longe, avistam o mar e correm na sua direção. O desespero, a esperança, tomam conta daqueles seres que, finalmente, avistam um meio para passar para um país que os acolha.
O barco era pequeno, frágil, e o mar estava revolto! A Morte segue-os atentamente, voando na sua íbis. Será que vão sobreviver? Será que ele conseguirá alguma presa?



Finalmente, em terra firme! A felicidade dá lugar à tristeza, pois nem todos tinham conseguido sobreviver.
Todos choraram a morte da coelha, que foi recolhida pela Morte que, com a sua íbis, a levaria para o descanso eterno.
É preciso continuar a viagem e todos se despedem daquela companheira que não conseguiu sobreviver.
Caminham, agora, em direção à Esperança, sob o olhar atento da íbis, fiel serva da Morte, que sempre os acompanha.
O importante é acreditarmos sempre num mundo melhor, sem nunca desistirmos dos nossos objetivos e lutar com amor e determinação por aquilo que acreditamos.

