
Split, Croácia
março-2024

1st day
Após uma calorosa receção pelas formadoras Alenka Miljević e Ana Bučević Romić na escola onde decorreu o curso, e na sequência de um pedido prévio feito pelas mesmas, seguiu-se uma atividade de ice-breaking: lanche partilhado com produtos típicos de cada um dos países participantes; que se revelou não só eficaz no propósito, mas, e principalmente, do agrado de todos.
Cada participante apresentou-se e identificou/explicou qual o(s) produto(s) que trouxe para partilhar com os demais. O entusiasmo e o empenho dos participantes da Roménia na preparação das suas mesas, na descrição das diferentes iguarias culinárias e no orgulho nos símbolos nacionais (bandeira, blusas e jóias tradicionais) foi evidente e contagiante.
Tanta boa-disposição inicial foi, sem dúvida, um bom sinal para o resto da semana!



Dado o grande número de participantes neste curso estruturado (± 23), o grupo foi dividido em dois. Durante esta semana de formação o meu grupo, com professores da Roménia (4), Eslováquia (1), Alemanha (1), Itália (2) e também de Lisboa (2), trabalhou sob a orientação de Ana Bučević Romić.
Depois desta “saborosa” receção, cada grupo dirigiu-se para a respetiva sala onde a formadora nos forneceu algumas informações e dicas úteis acerca da cidade de Split e arredores, a que se seguiu uma descrição do Sistema Educativo Croata: ciclos, currículo/disciplinas, avaliação/exames, calendário escolar, horários, vencimentos…
A sessão terminou com a apresentação de alguns dos participantes, das suas escolas e dos sistemas de ensino dos seus países aos restantes membros do grupo.


2nd day
O segundo dia iniciou com uma “walking tour” pela cidade de Split, segunda maior cidade da Croácia, situada na costa da Dalmácia e conhecida pelas suas praias e pelo seu labiríntico centro histórico no interior do Palácio de Diocleciano. O palácio, uma fortaleza central erguida pelo imperador romano no século IV, é um “museu vivo” que já abrigou muitas edificações, sendo possível encontrar dentro dos muros de pedra branca e sob os seus pátios uma imponente catedral e um grande número de lojas, cafés/esplanadas, hotéis e casas.
Após a tradicional fotografia de grupo no centro do núcleo histórico, classificado como Património da Humanidade pela UNESCO desde 1979, regresso à escola para concluir as apresentações do dia anterior.


Com intuito de trabalhar a questão das perceções, da “visible identity” vs “invisible identity” e dos (pré)conceitos, fomos desafiados a trabalhar em pares com membros do outro grupo num exercício intitulado: 5 (in)visible things; a que se seguiu uma reflexão acerca do “hidden self” e do que nos aproxima do grupo/norma/padrão e o que nos diferencia e torna únicos em tarefas como: “My magic box” e “Ladybird”.
Esta sessão focou-se nos novos desafios que as turmas interculturais constituem para os professores e respetivas escolas, com partilha de experiências e de práticas dos diferentes países.

3rd day
O terceiro dia iniciou com uma visita-guiada ao Museu Etnográfico de Split, com tarefa atribuída: registar fotograficamente algum objeto ou artefacto semelhante ou que nos recordasse o nosso país/cultura.
Fundado em 1910, o Museu Etnográfico de Split ocupou vários edifícios antes de se mudar para o interior dos muros do Palácio Diocleciano em 2005. O museu apresenta diversos objetos tradicionais da região do Adriático: cerâmica, mobiliário, cestaria, trajes, calçado, jóias, moedas, armas…



Chegados à escola, foi o momento da partilha e da explicação das nossas escolhas fotográficas, sendo fácil concluir, que independentemente da nossa origem, existem sempre pontos comuns nas nossas vivências e realidades culturais que podem e devem ser utilizados em contexto de sala-de-aula e de escola para promover a aproximação, a comunicação e a inclusão dos alunos migrantes.
De seguida, fomos desafiados para uma tarefa em pares -Images that tell stories- utilizando a Google Lens ou Lente do Google, aplicação de reconhecimento de imagem projetada para trazer informações relevantes usando a análise visual. Com este exercício procurou-se demonstrar a utilidade das novas tecnologias como recurso educativo que ativa a interação, a partilha e a comunicação entre os alunos.
A questão da identidade e da cultura, a par da diversidade, da empatia e da inclusão foram os tópicos analisados e trabalhados em pares e/ou grupo alargado.



4th day
Nesta sessão as atividades centraram-se na dicotomia: sociedade intercultural vs multicultural e na forma como a educação intercultural promove a abertura e o diálogo entre culturas e respeita todas as diferenças.
Em pequenos grupos foram analisados e registados os desafios com que o professor é atualmente confrontado na sala-de-aula e qual o seu papel na promoção do acolhimento e inclusão de alunos migrantes no meio educativo.
As tarefas foram essencialmente práticas, sendo que uma das sugestões apresentadas recorria à tradição do storytelling como estratégia de interação, aproximação, partilha e comunicação entre alunos.

5th day
Após uma semana muito preenchida, neste quinto e último dia, realizámos dinâmicas de pares e individuais em que se identificaram e analisaram diferentes comportamentos discriminatórios e preconceituosos que ocorrem nas escolas (dentro e/ou fora da sala-de-aula) e que foram inseridos numa pirâmide comportamental.
De seguida, procedeu-se à entrega dos Certificados de Participação e ao preenchimento de um inquérito da europass- Teacher Academy-.


Qualquer atividade de formação/mobilidade internacional não pode descurar a vertente cultural, componente importantíssima e agregadora; assim, e para finalizar esta semana tão agitada e enriquecedora, antecipámos para a tarde de sexta-feira a visita-guiada a Šibenik, de forma a evitar o tempo chuvoso que se previa para sábado.
Após as tradicionais fotografias de grupo no centro de Šibenik, bela cidade histórica da Croácia banhada pelo mar Adriático, regresso a Split de autocarro e início das despedidas.


