Dedico este livro a escola E.M.E.B Nossa Senhora Salete, ao diretor Diego, a professora Venice e a professora de Informática Kallyta.

Era uma vez uma menina que só andava de chapéu azul. Todo mundo a chamava de Chapeuzinho Azul. Um dia, Chapeuzinho Azul entrou pela floresta que rodeava o lugarejo onde morava, a procura de flores azuis para enfeitar seu belo vaso azul. Cantando uma bela canção, como bela é toda canção de contos de fada.

Chapeuzinho Azul estava concentrada em sua busca quando surgiu em um canto da estrada um lobo. Ele não era tão grande, não era tão feio, não tinha uma boca enorme nem os olhos eram assim, mas queria ser mal, se vestia de mal, fazia cara de mal, às vezes até era mal e gostava de dizer quer era, embora, não fosse tão mal assim
Entretanto, estava na idade do lobo e como todo lobo nesta idade, queria devorar as meninas que encontrasse nas estradas por onde ele andava. Devorar no bom sentido, é claro! Noutro sentido não seria conto de fadas.


Chapeuzinho Preto.

Bom, no aniversário do meu pai todo mundo ficou contando histórias de Chapeuzinhos que não eram vermelhos. Só falta a história do meu pai, que naquele dia fez 40 anos. É uma história o maior triste-alegre. Ela é assim:
Era uma vez, numa vila perto de uma floresta bem escura, uma menina de olhos e cabelos negros.

todo mundo gostava dela, e a avó dela mais ainda, tanto que decidiu fazer uma pequena capa com capuz para ela. A roupa era muito elegante, toda de veludo negro, e a menina andava para cima e para baixo com ela. Por conta disso, as pessoas começaram a chamá-la de Chapeuzinho Preto.

Um dia, a mãe de Chapeuzinho disse:
“Filha, leve estas jabuticabas para sua avó, que vive lá no meio da floresta. Pode deixar, mamãe, eu vou e volto num minuto.
Mas olhe, não saia do caminho porque a floresta é perigosa.

Então a menina colocou as jabuticabas numa cesta, deu um beijo na mãe e partiu. No caminho, ela cantava:“Pela estrada afora, Eu vou depressinha, Levar essas frutas Para a vovozinha.
Chapeuzinho entrou pela floresta

A cada passo as árvores se fechavam e a mata ficava mais escura. Mas ela não sentia medo e apenas cantava sua musiquinha.
Assim foi até que, de repente, o Lobo saiu de trás de uma moita e falou:
“Bom dia, menina do Chapeuzinho Preto.”

“Bom dia, senhor.”
“O que você leva nesta cesta?”
“Algumas jabuticabas.”
“Hum! São para mim?”
“Não, elas são para a minha avó, que vive no meio da floresta

“Está vendo aquela trilha? Ela também vai até a casa de sua avó. É um pouco mais comprida, mas está cheia de tulipas. Por que você não vai por ali e leva umas flores para ela“Supimpa, senhor! Vou fazer isso mesmo!
Assim, enquanto Chapeuzinho pegou o outro caminho, o Lobo foi por um atalho até a casa da avó. Quando lá chegou, tocou a campainha:

Ah, é você? Sabia que viria me buscar um dia.
Entre, não repare na bagunça
Depois de dar um suspiro, o Lobo engoliu a avó e deitou na cama para esperar Chapeuzinho.
A menina vinha andando lentamente pela mata, mas tão lentamente que nem viu o tempo passar.
Finalmente, quando chegou à casa da avó, tocou a campainha:
“Blem, blem, blem
“Quem é?”, perguntou o Lobo lá de dentro, com voz rouca.
E dizendo isso o Lobo pegou as duas jabuticabas que sobraram, deu a menor para o Caçador e a maior para Chapeuzinho, e saiu pela janela dizendo:“Até breve. E, assim, todos ficaram felizes: A Vovó porque teve uma vida feliz e demorou para ser engolida. E Chapeuzinho Preto porque aprendeu uma lição:“Deve-se comer as jabuticabas sem pressa


