Este livro trata-se de um conto inacabado de Sophia de Mello Breyner Andresen. A primeira parte escrita a azul foi ela que escreveu, a preto foi escrita por Pedro Sousa Tavares neto da escritora, que continuou e terminou a história.

Trabalho realizado :
Constança Mota Campos
7ºA Nº.:7 Escola:eb 23 André Soares

Introdução:
Este trabalho foi me proposto pela professora de português Helena Figueiredo.
Espero que gostem e fiquem a saber mais sobre o livro «Os Ciganos» e sobre os autores Sophia de Mello Breyner Andresen e Pedro Sousa Tavares.

O livro fala de um rapaz chamado Ruy, que era muito desarrumado. Vivia numa casa que não lhe parecia ser sua. Pois tudo era feito com horas, ordem e regras. Nem o jardim que rodeava a casa, conseguia ser suficientemente grande para ele se sentir livre. Ele era infeliz e incompreendido.


Rataplã, Rataplã, plã...
Era primavera e Ruy é surpreendido pelo rataplã de um tambor que o desafia a saltar o muro do jardim e a percorrer os campos até se abeirar a um acampamento de ciganos.












Viu um rapaz e uma rapariga a fazerem exercícios de equilíbrio no ar num arame, uma velha em frente do lume a dizer umas palavras misteriosas. Estava com medo e deslumbrado. Uma voz interior dizia para fugir mas as pernas permaneciam imóveis. Decidiu ficar, escondeu-se numa carroça e adormeceu. Durante a noite, sem que este se tenha apercebido, os ciganos montaram acampamento noutro lugar.












Quando acordou viu uma bela cigana. De imediato reconheceu como sendo a rapariga do arame - Gela, que na noite anterior presenciou a sua técnica e habilidade.
Gela diz ao Ruy que ele será recebido no Cris - que era o tribunal dos anciãos para decidir o seu futuro. Como o “tribunal” era afastado do acampamento, ela explica-lhe o que significa de algumas palavras que ela tinha utilizado. Gadjó, Calon, Tiraques, Cris, Panim, nazar, etc.

Estavam a passar ao lado de um charco, Gela ficou apavorada quando viu um sapo. O rapaz não entendeu como era possível uma rapariga que andava descalça e passeava-se no trapézio tinha medo de um animal minúsculo? Ela diz-lhe que os Calon não gostavam de sapos, porque eles lhes traziam azar.

Quando chegaram, foram recebidos pelo pai da Gela, que era o chefe do clã - Tomás Sabba apresentou-se e salienta que dominava arte das cartas, das estrelas, que falava com os animais, era hábil a manejar punhais e a montar a cavalo. Questiona Ruy, porque razão ele andava fugido e se tinha escondido na sua carroça. Este diz que não fugiu, mas que queria sentir a liberdade dos Calon. Antes de decidir, Tomás Sabba, pede um conselho a Tshilabba. E esta com a sabedoria de ler as mãos e os olhos. Disse que Ruy era um bom rapaz que estava a começar a fazer a sua estrada.

O chefe dos Calon, diz a Ruy que não podia ficar. Que a sua família devia estar preocupada com o seu desaparecimento. Daí a uma semana iam de novo à terra de Ruy, e ele regressava a sua casa. Até lá ia permitir que ele conhece-se o mundo dos Calon. Os seus filhos iam acompanha-lo.
No dia seguinte Gela e o irmão Yanko, iniciam a aprendizagem. Yanko, era pouco falador. Gostava de falar com os animais. Os dois irmãos iam descalços e a correr com os braços no ar e alegres pelos campos. E o rapaz imitou-os e adorou a sensação.








O primeiro desafio do Ruy era atravessar um ribeiro de um lado para o outro. Logo escorrega numa pedra e molha-se todo. Gela diz-lhe que ele tem de pedir licença, e falar com a pedra. Foi então, que ele imaginou todo percurso que aquela simples pedra tinha passado até lá ter chegado. E quando voltou a tentar, consegue atravessar o ribeiro.
Ruy muda a sua maneira de ver a natureza, os animais, os objetos Passa a respeitar e a observa-los de igual, para igual. Aos poucos, foi adquirindo a sabedoria dos ciganos. Em troca desses saberes, ensinava Gela as letras e os números.
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
1x2=2
2x2=4
10x10=100
2x2x7=
4x7=28
Os dias foram passado, e chega a hora de se despedirem. Tomás Sabba, diz a Ruy para este não ter medo de ir para casa. Pois tinha avisado os seus pais que ele estava com eles.
Nesse noite, Ruy faz a sua primeira atuação no arame. E com a coragem e ensinamentos que tinha recebido consegue atravessar o fio e fazer 3 voltas no ar. A família dele estava assistir e aplaudiu a coragem. Gela, diz-lhe que já sabia que ele ia conseguir.



Fim
Sophia de Mello Breyner Andresen
&
Pedro Sousa Tavares
Sobre os autores
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passou a infância.
Entre 1936 e 1939 estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publicou os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia.
Casada com Francisco Sousa Tavares, passou a viver em Lisboa. Teve cinco filhos. Participou ativamente na oposição ao Estado Novo e foi eleita, depois do 25 de Abril, deputada à Assembleia Constituinte.
Autora de livros de poesia, contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro.

Recebeu o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana.
Foi a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão.
A sua obra, está traduzida em várias línguas.
Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa.
Para celebrar os 93 anos o seu nascimento, a Porto Editora publicou em outubro de 2012 o conto inédito "Os Ciganos" e iniciou em novembro a reedição de toda a sua obra em prosa com duas das suas obras mais emblemáticas "A Fada Oriana" e "A Menina do Mar", e ainda "Quatro Contos Dispersos".
Pedro Sousa Tavares nasceu em Lisboa, em 1975. Tem dois filhos. Estudou Tradução, no Instituto Superior de Língua e Administração (ISLA), e fez uma formação no Centro Protocolar de Formação de Jornalistas (Cenjor). É jornalista desde 1998, tendo passado pelo Semanário O Independente, o 24 horas e o Diário de Notícias, etc. Colabora ou já colaborou com várias publicações, incluindo as revistas Pais & Filhos, Visão e Notícias Magazine e o jornal online norte-americano Globalpost.

A minha opinião
Gostei de ler o livro. Aprendi que os ciganos não gostam de sapos, respeitam os mais velhos e acima de tudo respeitam a família. É um livro rico em descrições e pormenores.
