Projeto
"Dar voz à LEITURA com CIÊNCIA"
Ano letivo 2018-19

Há muitos anos atrás, num pátio secreto do mago Napoleão, velhote de barba pontiaguda, germinou uma sementeira muito especial. Não era como as outras, porque dela nasciam palavras.
Palavras? Sim, palavras e palavras que nunca mais acabavam. Como era possível das sementes que o Napoleão semeou nascerem palavras? Todos os dias, o sábio mago ia dar os bons dias de maneira diferente: ora sapatiava, ora cantarolava, ora assobiava, ora lia...
As plantas despertavam e absorviam toda essa energia e assim de palavras nasceram outras palavras: amorface, cenourate, tiliapinho, mirtialho e tantas outras...
Num dia perfumado de primavera, Napoleão acordou triste, pois sentia-se um pouco doente. Por essa razão, deixou-se ficar na cama e não pôde dar atenção às suas palavras especiais.
De repente, as palavras começaram a perder energia e algumas letras, lentamente, soltaram-se...
Algumas letras voaram ao sabor do vento, outras foram comidas por pássaros que por ali passavam, outras ainda aterraram no meio de enormes penedos que havia ao fundo do quintal.
Quando Napoleão, no dia seguinte, se apercebeu do que tinha ocorrido, ficou sem reação. O seu olhar espelhou uma grande angústia.
Napoleão lamentou-se por ter deixado as plantas sós. Estava decidido a usar uma das suas poções mágicas de crescimento. Porém olhou para o chão e abriu a boca de tanto espanto! O que terá acontecido? Algumas letras estavam no chão, outras pareciam estar a andar a caminho da biblioteca da sua intrigante casa. Porque será?
A sua casa era, de facto, misteriosa. Tinha uma biblioteca que parecia uma autêntica floresta. Havia muitos livros, muitas aventuras e era um lugar calmo e repousante.
As letras que se tinham soltado procuravam um sítio onde pudessem encontrar personagens para colorir a sua vida, já que se sentiam um pouco perdidas. A primeira que encontraram foi o Alfa.
O Alfa era fantástico, divertido e muito brincalhão. Tinha o ar de um extraterrestre. Estava sentado num cogumelo gigante descontraído a fazer enigmas matemáticos numa lasca de pedra hexagonal.
As letras, curiosas, mas com algum receio, foram-se aproximando sorrateiramente. Acharam aqueles enigmas tão bizarros!
-Que seres minúsculos! - pensou o Alfa.
O Alfa observou que as letras, tão pequenas como formigas, queriam entrar com as suas perninhas minúsculas em livros especiais. Umas treparam para enciclop´édias, porque queriam estar bem informadas; outras, nem pensar, queriam ir para livros de histórias, onde podiam ser criativas; outras ainda queriam ir para livros de estudo do meio, porque o seu assunto preferido era o meio ambiente.
De repente, ouve-se a porta da biblioteca a abrir-se. Era o mago Napoleão que se deparou com o seu velho amigo Alfa. Contou-lhe o que tinha acontecido.
-Ah! Eu vi uns seres minúsculos a treparem para diversos livros. - afirmou o Alfa.
Napoleão teve então uma ideia. Chamou a sua funcionária, a coruja Histatriz que tinha uma visão poderosa que lhe permitia encontrar, rapidamente, o que se passava dentro dos livros.
A coruja, com a sua visão microscópica, avistou-as de imediato. As minúsculas letrinhas estavam a conversar com as personagens dos livros. Nisto, repararam que pela porta da biblioteca entravam as outras letras que tinham ficado pelo caminho.
Napoleão ficou emocionado. Reparou no terno abraço que todas elas deram e, nesse momento, teve uma ideia genial. Tinha de lhes dar vida numa nova história que começava ali a germinar...
A sementeira de palavras continuava, assim, a fazer as delícias de todas as crianças.
Autores:
3ºE EB Mestre Arnaldo Malho
EB Gumirães
EB Barbeita
EB de Santos-Êvos
EB de Fragosela
EB da Póvoa de Sobrinhos
3ºF EB Mestre Arnaldo Malho
EB de Povolide
EB de Nesprido
EB de Santa Eugénia
