Este trabalho foi realizado no âmbito das disciplinas de Cidadania e Oferta Complementar, por alunos do 8ºA do agrupamento de escolas de Castelo de Vide

Olá ! Eu Sou a Joana tenho 22 anos e sou jogadora de futebol da seleção de Portugal.
Vou contar-vos a história sobre a minha infância.

Eu sempre adorei jogar futebol desde pequenina. No primeiro ciclo, passava o tempo todo a jogar futebol. Mas as minhas amigas, sempre que me viam, gozavam comigo e chamavam-me Joana Pontapé.
Eu nunca fui muito bem aceite na escola por ser a única rapariga a gostar de jogar futebol.


Uma vez fui passear e vi uns meninos a jogar futebol. Perguntei-lhes se podia jogar com eles, mas eles chamaram-me de Maria Rapaz e não me deixaram jogar com eles.
Nesse dia eu não jantei nem consegui dormir. Durante a noite a minha mãe viu a luz do meu quarto acesa e foi ter comigo a perguntar-me o que tinha acontecido para ainda estar acordada. Eu expliquei-lhe o que tinha acontecido e ela disse-me que eu não devia dar ouvidos ao que os outros diziam e também que, se eu gostasse de jogar futebol devia fazê-lo.
No outro dia de manhã, a minha mãe acordou-me com uma bola nas mãos pedindo-me para eu lhe ensinar a jogar futebol.
Passamos o dia todo a jogar e, a partir daí, nunca mais dei ouvidos ao que os outros diziam.


Anos se passaram e eu estava no secundário.
Sabem o que é engraçado ?
No 1 ciclo as minhas amigas chamavam-me Joana Pontapé e agora, no secundário, pedem-me para lhes ensinar a jogar futebol porque os rapazes agora gostam mais de raparigas que jogam futebol.
E os rapazes que me chamavam-de Maria Rapaz, agora pedem-me para lhes ensinar truques com a bola e perguntam-me se podem jogar comigo.



Por isso, hoje, sempre que posso jogar futebol com uma criança, eu sinto-me como uma criança também.

