
Uma infância tranquila
Sou filho de Tomé Ferreira Drummond, lavrador abastado, e de Rita de Cássia.
Nasci a 21 de janeiro de 1796, na casa dos meus pais,na rua da Igreja, e fui baptizado na igreja Matriz da Vila de São Sebastião, seis dias depois.
Nasci e cresci na tranquila vila de São Sebastião.
Orgulho-me desta vila e do seu património, especialmente, da bela igreja Matriz de São Sebastião, das Ermidas de Santa Ana, de São João Baptista e de Nossa Senhora da Graça e das fantásticas zonas balneares da Salga.
A minha paixão pela História
Fui paleógrafo, investigador e historiador. Há quem diga que fui o "primeiro historiador científico dos Açores".
A minha preocupação com as fontes documentais levou-me a lutar para recuperar textos antigos e informações credíveis para redigir a história do arquipélago.
O meu interesse pela História resultou no manuscrito Anais da ilha Terceira, que a Cãmara Municipal publicou em quatro volumes.
Publiquei também Memória Histórica da Capitania da Praia da Vitoria e a obra inacabada - Apontamentos Topográficos, Políticos, Civis e Eclesiáticos, para a História das Nove Ilhas dos Açores.
O meu fascínio pela música
Desde a minha infância, revelei vocação para a música, sob influência do meu tio paterno, Francisco Machado Drummond.
Fui organista da igreja Matriz da Praia da Vitória, desde os quinze anos até o meu falecimento.
Também trabalhei como organeiro e era, por isso, chamado para a manutenção e reparo desse instrumento musical - o órgão - em toda a ilha.
A minha veia política
No mesmo ano em que a vila se elevou a concelho,em 1822, fui eleito escrivão da Câmara Municipal e aderi ao liberalismo. Com a vila-Francada, em 1823, iniciaram-se as perseguições políticas aos constitucionalistas.
O exílio
Vi-me obrigado a fugir, a 27 de julho, para a ilha de Santa Maria, depois para a ilha de São Miguel e, daí, para a Madeira. Terminei no continente, em Lisboa, onde fiquei exilado por pouco mais de um ano.
Em 1824, com o fracasso de Abrilada, pude finalmente regressar à ilha Terceira.
De volta à ilha, fui escrivão dos órfãos, secretário da Administração do Concelho Municipal e tabelião.
Em 1836, fui eleito Presidente da autarquia, cargo que exerci por três anos.
Em 1839, fui eleito procurador à Junta Geral e exerci, durante alguns anos, o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia.
Na luta pelos interesses de São Sebastião
Na qualidade de Presidente da autarquia, esforcei-me sempre para defender os interesses da autonomia do concelho.
Garanti a canalização de água potável para a vila, com a sua captação nas nascentes do Cabrito e o seu aproveitamento para a moagem.
Era, na época, a maior obra hidráulica da Terceira e uma das maiores dos Açores.
De casa a museu
Faleci aos 62 anos, a 11 de setembro de 1858, mas a casa onde vivi pode ser visitada por todos.
A casa, situada a alguns passos da igreja Matriz da Vila de São Sebastião e ao lado da Igreja da Santa Casa de Misericórdia, foi restaurada e é hoje um pequeno museu da comunidade que preserva a memória de quem fui e do que fiz.
Fotografias, trabalhos de tecelagem artesanal, loiças antigas e os meus livros são alguns dos objetos que podem ser encontrados na casa museu.
A entrada é livre e, com uma visita ao museu, podes ficar a conhecer-me melhor, a mim e ao meu tempo.
Dummonzinhos
Os alunos idealizaram Francisco Ferreira Drummond, tendo em conta as caracteísticas dos homens naquela época (imagem ao lado). Este passaria a ser a personagem dos nossos livros e a mascote do nosso projeto. Os alunos batizaram-no de Drummonzinho.
Cada aluno tentou desenhá-lo utilizando a técnica da quadrícula.


















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