A todos os que partilharam afetos, sorrisos, corações e histórias de amor e de amizade ...
Muito obrigada pela partilha.
A Equipa PEPS


A distância não separa o amor
Certo dia, Joana, numa visita de estudo a Braga, conheceu Harry, um menino do intercâmbio, no Elevador do Bom Jesus. Só de olhar para ele, Joana ficou corada e logo fascinada com a beleza de Harry. Ele era um rapaz alto, de cabelo castanho, olhos verdes, boca pequena e carnuda. No início, Harry achou que era um sonho, pois sentiu borboletas na barriga, estava a ficar apaixonado. Logo de seguida, ele e Joana trocaram os seus Instagram´s.
Joana, na viagem de regresso para a escola, estava muito feliz, uma vez que tinha feito um novo amigo. Foram trocando mensagens, até que marcaram alguns encontros e começaram a namorar. Passados alguns meses, recebeu uma carta de admissão ao Erasmus a que ela tinha concorrido, para Londres. Joana ficou com sentimentos divididos, por um lado feliz, por outro triste, pois tinha encontrado o seu grande amor.
Joana foi para Londres e começou a ouvir nas notícias que o país ia entrar em confinamento devido ao novo coronavírus. Joana entrou em pânico já que estava muito longe dos pais. As fronteiras fecharam e Joana não podia regressar a casa, nem ver o seu namorado.
Harry, que ia regressar ao seu país de origem, Londres, ficou desolado, pelo facto de não conseguir sair de Portugal. Joana ligou aos pais para lhes contar e saber detalhes sobre a situação da pandemia, do seu bem-estar e perguntar-lhes se estava tudo bem com eles.
Joana e Harry sofreram bastante pelo facto de, não estarem juntos nesta época de pandemia. Apenas faziam videochamadas todos os dias e trocavam emails.
Passaram alguns meses, as fronteiras de Inglaterra abriram e Harry arranjou logo maneira de estar com a sua família e com Joana. Quando chegou, ela já estava à sua espera. Abraçaram-se tanto, tal era a saudade.
Joana não regressou a Portugal, pois prometera ao seu grande amor que não era esta pandemia que os iria separar de vez.
Quando o amor verdadeiro une dois corações, não há distância capaz de os separar!
Rodrigo Barros, nº 24, 8ºC

Amor em tempo de pandemia
(Esta história é ficção, mas poderia ser real.)
Vivia em Trás-os-Montes um casal septuagenário numa quinta, numa casa toda em pedra que ambos adoravam. Eram praticamente os últimos habitantes da aldeia, mas resistiram a sair de lá, porque ali tinham vivido desde sempre, tinham ali as suas memórias, as boas e as menos boas. A melhor de todas chamava-se Rosa, a filha de ambos que nasceu já eles tinham mais de cinquenta anos, e esse fora o maior de todos os presentes que a vida lhes tinha oferecido. Rosa estudara e hoje é médica.
Ora, este casal, embora tivesse muitas saudades da filha, vivia feliz. Rosa havia emigrado para Inglaterra, após ter tirado o curso de medicina, pois, não conseguira emprego em Portugal. A crise económica que Portugal enfrentava não lhe permitiu emprego e ela não teve outra opção senão a de rumar para outro país, para exercer medicina, deixando tudo para trás, sobretudo os pais que tanto amava. Rosa exercia a profissão num hospital, perto de Londres, quando começou a ouvir falar na COVID-19. Apesar de ficar preocupada e da carga de trabalho ser enorme, à medida que começaram a surgir casos de doentes com este problema, uma coisa a sossegava: os pais não corriam risco, lá na aldeia isolada onde viviam estavam protegidos, pensava ela. Rosa não vinha a Portugal há muito tempo, mas entrava em contacto regular com os progenitores e isso acalmava-a.
O tempo foi passando, até que o casal começou a ficar doente. Os sintomas eram: tosse, febre, diarreia, mas não deram muita importância à situação. Como o problema se ia agravando, resolveram consultar o médico de família para que este lhe prescrevesse algum medicamento para a sua recuperação. No entanto, a situação não decorreu como eles previram. O médico identificou imediatamente a situação e percebeu que ambos tinham contraído COVID e a infeção estava num estado muito avançado, pelo que só lhes restava serem internados. Lá foram eles de ambulância com a sirene a tocar num som quase insuportável. Os seus pensamentos focaram-se em Rosa. Só a queriam ter ali, junto deles. Infelizmente ambos sabiam que tal era impossível. A sua querida filha não poderia regressar ao país, pois as fronteiras estavam encerradas. À medida que os dias foram passando, o casal não apresentava qualquer tipo de recuperação. E eles, sentindo-se cada vez mais frágeis, não deixavam de pensar na sua adorada filha.
Quando Rosa foi informada da situação clínica de seus pais, ficou em puro estado de choque. Queria regressar a Portugal, mas, apesar de todos os esforços que fez para voltar, esse pedido foi-lhe sempre negado.
Um dia recebeu uma videochamada do hospital onde os pais estavam internados: foi uma enorme alegria, quando viu o rosto dos pais. Soube, nessa altura, que tudo se iria resolver e que ambos estavam a recuperar.
Nada é mais forte que o amor!
João Pedro Fernandes, Nº12, 8º C
História de amor em tempos de pandemia
Num dia de quarentena, Joana, uma rapariga de 16 anos com cabelo castanho e olhos azuis, estava aborrecida, o que é normal para quem não pode sair de casa, então decidiu fazer novos amigos. Entrou no Omegle, um website onde se fala com desconhecidos, muito utilizado pelos adolescentes hoje em dia.
Depois de algum tempo, encontrou um rapaz moreno, com olhos verdes e cabelo castanho. Ela automaticamente achou-o atraente e fez o que qualquer adolescente de hoje em dia faria, enviou uma foto dele à sua melhor amiga, Ana, que a aconselhou a continuar a conversa. Esta demorou umas horas, visto que ambos pareciam estarem a divertir-se. No final da conversa, Joana ligou a Ana para lhe contar as novidades: o seu nome é Rafael, tem 17 anos, gosta de jogar videojogos e de andar de skate. E, como é óbvio, ficou com o número dele. Conversavam todos os dias e não foi preciso muito para se tornarem grandes amigos. Eles também jogavam online juntos, assim ele pôde apresentar-lhe os seus amigos: todos eles eram bonitos, porém Joana não prestava atenção a nenhum deles, apenas a Rafael, apercebendo-se de que estava apaixonada.
Ana também começou a entrar nas chamadas e, assim, formaram um grande grupo de amigos. Já faziam planos: quando a quarentena acabasse, aproveitariam para ir ao McDonald’s à meia-noite e andar de skate nas tardes de verão. Estes pensamentos deixavam Joana muito feliz, mas também muito ansiosa e preocupada, pois ela tinha um problema de acne, que a fazia sentir-se insegura, pelo que usava filtros e escondia sempre a sua cara, colocando o capuz e tapando-a com as mãos.
Finalmente, Rafael convidou Joana para um encontro e é obvio que ela aceitou sem pensar duas vezes! No dia do encontro, Joana vestiu uma saia preta e um top branco, apanhou duas mexas do cabelo e calçou as All Star que tem andado obcecada em usar! Quando se encontrou com Rafael, ele não teve a melhor reação de sempre… ficou surpreendido, Joana não era quem aparentava ser. Porém, depois de conversarem, Joana percebeu que não devia preocupar-se com a sua acne, pois estava na adolescência e é normal. Por seu turno, Rafael apercebeu-se que não se importava se ela tinha acne ou não, pois ela continuava a ser a menina divertida e engraçada que ele conhecia!
Bárbara Costa, Nº5, 8ºC
Sofia Soares Nº 27, 8ºC
Queridos professores,
Nesta semana dos afetos, apenas quero agradecer-vos porque …
Porque são vocês que nos dão asas para que possamos voar …
Porque é também convosco que aprendemos a levantar-nos após uma queda …
Porque muitas vezes são mais que professores …
Porque além de educar mentes, educam corações …
Porque ficam satisfeitos e felizes com a nossa satisfação e felicidade …
Porque nos plantam belos sorrisos nos rostos …
Porque abrem portas ao nosso futuro …
E resumindo tudo isto, um grande obrigada por serem quem são e como são!
Rute Gonçalves7ºD
A Brisa das Docas
“Esperaste por mim este tempo todo?”
O meu nome é Hope e sei que ficaram curiosos com a questão inicial.
Tudo aconteceu quando fui viver para o Porto, no início do confinamento. Numa tarde de domingo, senti um cheiro a queimado a entrar pela janela. Afastei as cortinas e apercebi-me que vinha da casa dos vizinhos.
Estava pronta para ignorar e voltar para a cama, quando reparei numa carta no parapeito da janela.
”Olá estranha!”, estava escrito.
Quis ignorar. Cansada do tédio que passava, decidi investigar quem seria o responsável pela mensagem e o que pretendia.
Desvendei o mistério. Era o filho dos meus vizinhos. Encantava-me a troca de mensagens que iniciamos. Terminada a quarentena, decidi conhecê-lo.
Ganhei coragem e bati à porta da sua casa. Não demorou muito em abri-la. Sem demoras, perguntei-lhe se queria dar um passeio. Graciosamente respondeu que sim. Foi interessante, posso dizer. Este foi só o início de muitos.
Acordava com esperança de vê-lo. Perto dele o meu coração palpitava, observando a sua beleza. Assim foi por meses.
Outra quarentena foi anunciada. Minha alma entrou num sufoco doloroso só de pensar nas horas, dias, quiçá meses sem o ver. Foi quando soube que ele ia mudar de país. Soube, entre linhas, que era hábito da família não permanecer por muito tempo no mesmo local.
Estava profundamente perdida de paixão por alguém que ia partir.
Como não aceitava o facto de não o ver mais, decidimos planear uma fuga.
O momento tão ansiado tinha chegado. Mas, horas antes, o pai dele leu a mensagem do nosso plano e o inesperado aconteceu.
Na hora combinada, apareci nas docas. Deparei-me com o pior cenário da minha vida: ele não apareceu, deixando uma mensagem fugaz a dizer para não o esperar. Tinha partido.
Desanimada, regressei a casa.
Durante algum tempo, passei pelas docas.
Já mulher, voltei ao local, relembrando o passado. Senti uma leve brisa naquele momento. Foi quando uma figura alta surgiu atrás de mim. Fiquei em choque! Não acreditava no que estava a ver.
- Esperaste por mim todo este tempo? - perguntou.
Disse-lhe que “Sim”, acenando com a cabeça.
Mais tarde, descobri que tinha constituído uma família feliz.
Senti um aperto no peito. Mas nada podia fazer. Antes de se ir embora, perguntei-lhe:
- Teria dado certo se o teu pai nunca tivesse lido aquela mensagem?
- Encontrei a pessoa certa, mas no momento errado – disse, despedindo-se.
Lea Belialli, nº15, 8ºC
Luana Teixeira, Nº 16, 8ºC

Beijinho responsável
Pedro era um rapaz com os seus quinze anos e bem desenvolvido. Inês era uma linda jovem a rondar também os quinze anos. Eram amigos de infância e desde a escola primária que não se largavam. Em março, quando começou a pandemia, eles estavam cada vez mais próximos.
Começaram a ter aulas por videochamada. Em aulas assíncronas, os dois juntavam-se para fazerem os trabalhos. Partilhavam ideias, respostas e cúmplices olhares. Quando tinham a tarde livre, passavam-na juntos a conversar, enquanto davam uma volta pelo parque. No final do passeio, os dois despediram-se e cada um dirigiu-se para sua casa. Os dois amavam-se em segredo.
Quando foram retomadas as aulas presenciais, Pedro ganhou coragem e foi falar com a Inês, mas mal ele sabia que ela o amava também. Pedro pediu Inês em namoro e ela, muito contente, aceitou. Esta história terminou com um beijinho (sobre as máscaras - porque o amor não nos pode tornar irresponsáveis!).
Francisco Cunha, n.º 12, 8D
Rodrigo Silva, nº 29, 8ºD

Até que o vírus nos separe
Era uma vez um jovem casal, Ana e Rodrigo, que vivia numa cidade costeira. Ana era uma rapariga de cabelos curtos e loiros e olhos azuis, cor do céu. Rodrigo era um rapaz alto, de cabelo castanho e olhos verdes como esmeraldas. Um dia, por causa do seu trabalho, Rodrigo teve de se ausentar para Inglaterra, durante uns meses, mas Ana teve de ficar em Portugal.
Passados alguns meses, veio-se a descobrir um novo vírus, que rapidamente se espalhou por todo o mundo, criando uma pandemia. As fronteiras, na Inglaterra, foram fechadas e, por mais esforço que ele fizesse, não conseguia voltar para Portugal. Quando Ana recebeu a notícia, ficou muito abalada. Para resolver a situação, tentou ir a Inglaterra para se encontrar com o seu marido, mas foi detida e teve de voltar para Portugal. Sozinha e sem o seu amor, passava os dias a chorar.
Em Inglaterra, também o seu marido passava dificuldades, tendo de arranjar um trabalho para sobreviver. Por sua vez, Ana teve de arranjar um segundo emprego para manter a casa.
Alguns meses depois, a pandemia abrandou, e as fronteiras foram abertas. Rodrigo, quando soube da notícia, ficou muito feliz e pôs-se a caminho de Portugal, a fim de fazer uma surpresa a Ana. Quando chegou, dirigiu-se para sua casa e, no momento em que ela o viu, deu-lhe um grande abraço e ficaram juntos e felizes para sempre.
Sofia Rodrigues, Nº28, 8ºB
Isabel Martins, Nº15, 8ºB
Matilde Nogueira, Nº21, 8ºB
Final feliz
Tudo começou há um mês. Duas pessoas simples, mas de gostos requintados resolveram dar um passo que mudaria as suas vidas. Começaram a namorar, pois já não conseguiam esconder o sentimento que tinham um pelo outro. A cada dia, a paixão que sentiam estava cada vez mais forte, e a certeza de quererem ficar juntos para sempre, ia-se consolidando.
No dia 2 de março apareceu o primeiro caso de COVID-19 em Portugal. E foi a 18 de março que a sofrida separação aconteceu. A namorada do rapaz começou a ter dores de cabeça insuportáveis, foi de emergência para o hospital e fez o teste à COVID-19, que deu positivo.
As semanas iam passando e o rapaz não recebia notícias da amada, começando a ficar preocupado. Então, depois de ligar aos pais dela, que lhe disseram o que se passava, foi a correr para o hospital. Porém, quando lá chegou, ninguém o deixou ver aquela por quem seus olhos ansiavam.
Passados sete meses, ela ainda continuava muito mal, por isso ele foi para o hospital e infiltrou-se no meio dos médicos, dirigindo-se ao quarto da namorada.
Passadas algumas semanas, a rapariga, que tinha contado com o apoio do namorado, melhorou a olhos vistos e pôde ir para casa.
João Ferreira, Nº 17, 8ºD
Pedro Gonçalves Nº 26, 8ºD
O amor acontece...
Tudo começou há alguns anos, quando eu ainda era uma criança de alma inocente e sem experiências de vida para conseguir distinguir o certo do errado.
A minha história de amor começou quando, no meu primeiro dia de aulas, me senti desconfortável, pois um rapaz moreno, de olhos castanhos e cabelo sedoso me estava sempre a encarar. Eu não sabia o motivo de ele me olhar assim, pois eu não o conhecia de nenhum lugar. Ao longo dos anos, esse rapaz começou a demonstrar sentimentos por mim que ultrapassavam a amizade, e eu, aos poucos, também. A presença dele tornava-me mais feliz e livre como uma ave que acabou de sair de uma gaiola. Passaram-se alguns anos, ele teve de ir morar para outra cidade que ficava a três horas de distância da minha.
Agora estou em casa, durante uma pandemia, à espera que as minhas aulas online comecem. Estou a navegar nas redes sociais quando vejo um perfil que me começou a seguir. Mas espera, este é o meu primeiro amor. É ele, o rapaz que me deu a conhecer o verdadeiro significado da liberdade, do amor e da vida!
Começámos a trocar mensagens e combinámos encontrar-nos num sítio onde ele me levava regularmente e onde podíamos estar sem perigo de infeção. A praia estava deserta, o sol brilhava e o céu estava azul.
A areia tinha mil e um tons e os raios de sol penetravam pela água. Conseguia ouvir o som das ondas a baterem na areia e nos rochedos e o esganiçado barulho das gaivotas. Era a melhor sensação do mundo ver aquela paisagem maravilhosa com o amor da minha vida ao meu lado.
Por agora, tudo o resto se resume a uma história… Se acreditas em finais felizes e ainda não encontraste o teu grande amor, não percas a esperança porque um dia, quando menos estiveres à espera, ele vai aparecer.
Ana Carolina Silva Carvalho, nº 1, 8ºE
Amar independentemente da circunstância
O amor nem sempre é belo, tanto está em flores e elogios como em discussões, e sim, por vezes pode até magoar, mas não é por fracassarmos que desistimos…O amor é uma tentação e um risco a correr!
Lembro-me de quando éramos mais novos, costumávamos sair juntos, éramos grandes amigos, até me cativar pela beleza do teu olhar, o teu sorriso, cheiro. O quão nervosa e corada ficava a teu lado! Olhámos nos olhos um do outro, com borboletas na barriga, e decidimos arriscar numa nova aventura.
É engraçado pensar que estamos juntos até hoje, há mais de 70 anos e continuas a ser o homem gentil, generoso e romântico pelo qual me apaixonei. Ultrapassámos a guerra, a fome e a pobreza juntos; o teu abraço meigo e seguro dava-me forças.
E assim foi, juntos envelhecemos, tínhamos a vida feita, uma casa à beira-mar como sempre sonhamos, a melhor forma de aproveitarmos os nossos últimos anos de vida, mas os desafios não acabaram como julgávamos, apanhei COVID e adoeci. Já ninguém tinha esperança, vi a tristeza no teu olhar, lágrimas a escorrerem-te pelo rosto. E voltei a ganhar forças, resisti para mais uma vez poder sentir o calor do teu abraço, pois não há maior vitória do que ver quem amamos a sorrir, genuina e verdadeiramente feliz.
Se nem a morte se meteu entre nós, nada irá. Há várias maneiras de amar, mas uma coisa é certa, o amor é a resposta para qualquer pergunta ou desafio.
Maria Leonor Fernandes, Nº 19, 8ºC
Maria Magalhães, Nº 20, 8ºC
Amizade em tempos de pandemia
Olá amigas! Estou a escrever-vos porque estou cheia de saudades vossas! Esta pandemia trouxe muitas coisas más: o confinamento; as aulas à distância e as saudades. Mas também a certeza de que somos mesmo amigas e que não vai ser este maldito vírus que nos vai separar!
Lembram-se quando ríamos e ríamos tanto, sem motivo, até cairmos umas em cima das outras? Quando fazíamos palhaçadas a toda a hora e quando fazíamos de conta que éramos agentes secretas? Quando corríamos, saltávamos, jogávamos ou simplesmente brincávamos como crianças livres que somos?
Até que chegou este bicho, esta pandemia maldita que nos fechou em casa, sem podermos estar juntas, sem podermos brincar como brincávamos, sem podermos rir como ríamos.

Mas este bicho não vai conseguir roubar-nos tudo isto porque arranjamos outras formas de estar juntas. Bem sei que não é a mesma coisa, mas dá para matar as saudades. E amizade verdadeira, como a nossa, não desaparece assim tão facilmente.
Quando ele desaparecer, vamos recuperar todos os momentos que perdemos, todas as gargalhadas, voltarmos a ser crianças e a rir só porque sim! Adoro-vos! Vocês são, de facto, as minhas melhores amigas! Gosto muito de vocês e não vejo a hora de estarmos juntas de novo!!
Muitos beijinhos da vossa super amiga Carolina!!!
Dedicatória de amor
No céu escolhi
Uma estrela
No jardim escolhi
Uma flor
Na terra escolhi te a ti
Para ser o meu amor
Porque contigo a vida
Já tem valor
Afonso Leite 9ºB


O Bilhete do Amor
O Mateus é meu vizinho e um dos meus melhores amigos. Ele sempre foi muito alegre e bem- -disposto, mas, desde que surgiu a pandemia, anda sempre triste.
Eu não entendia porquê, e, sempre que lhe perguntava, ele dizia que estava tudo bem. Um dia, durante o confinamento e num momento de pausa das aulas à distância, eu perguntei-lhe se queria conversar. Foi aí que ele me explicou que esta pandemia lhe tem roubado o tempo que passava com o pai, com quem tem uma relação muito próxima e admirável.
O pai do Mateus é médico. Desde que esta pandemia começou que a vida dele mudou. Não tem horários definidos, não tem as mesmas folgas e aos fins de semana está sempre de serviço. O Mateus sente falta do pai, de estar com ele. Quando o rapaz está livre, o pai está de serviço, quando o pai vem a casa, o Mateus ou está a dormir ou está em aulas. Então ele sente-se triste e com saudades das coisas e brincadeiras que fazia com o pai.
Mas ele contou-me uma coisa muito bonita que só o amor entendeu. Quando o pai vem a casa de noite, ou sai de manhã muito cedo e os dois não se podem ver, ele deixa-lhe um bilhete.
O Mateus disse que já tem uma caixa de cartão cheia de bilhetes do seu pai!Sabemos que não é a mesma coisa, mas cada bilhete deixado é mais um gesto de amor entre os dois. O meu vizinho diz que quando o amor é forte e verdadeiro consegue reinventar-se e surpreender.
Em muitos dias, o bilhete do pai é o abraço que ele não deu ou o beijo que não sentiu.
Joana Gonçalves, nº 9, 8ºE
Luana Matos, nº 13, 8º E

Nada Impede o Amor
Afonso, um dos melhores jogadores online do seu grupo, passava muito do seu tempo livre a jogar, apercebendo-se que havia um jogador muito interessante e começou a conversar com «ele». Descobriu que era uma rapariga e muito bonita. Começaram a jogar diariamente. Além disso, falavam nas redes sociais, faziam videochamadas, até que combinaram encontrar-se.
Porém, a pandemia agravou-se, aumentando para dez mil os casos diários, pelo que voltámos ao confinamento, e nem Afonso nem Catarina podiam sair de casa, tendo de voltar aos jogos e às videochamadas.
Entretanto foi crescendo a amizade que, com o passar do tempo, evoluiu para uma forte paixão.
Encontraram-se mais tarde, quando foi permitida a circulação de pessoas e, apesar de tantas restrições, conseguem manter-se ligados, quer pessoalmente, quer na realidade virtual.
Não há pandemia no mundo que impeça o amor.
Nuno Costa, n.º 23, 8.º D
Família em pandemia
Olá, chamo-me Clary e vou contar-vos como a minha vida ficou de pernas para o ar.
Eu tenho 12 anos e vivo com a minha mãe em Londres. Ela chama-se Yara, é carinhosa, simpática, atenciosa e é a minha melhor amiga. Ups, já me ia esquecendo de me apresentar. Como sabem, eu chamo-me Clary, tenho um olho azul e outro castanho, meu cabelo é longo e loiro, eu sei, parece que fui trocada à nascença, mas não, na realidade eu saio à minha avó já falecida, sou elegante, tenho uma cintura de vespa (como a minha mãe está sempre a dizer).
Há um ano, a COVID-19 apareceu na China em Wuhan. Como sabem, eu tenho pai e ele não morreu, mas foi transferido para o hospital de Wuhan porque é um médico e cientista que está a tentar descobrir a vacina. Minha mãe é psicóloga e está a ajudar os enfermeiros e médicos de Londres, ajudando-os na parte mental, porque, como sabem, já houve enfermeiros que morreram pelo excesso de trabalho.
Há um ano que não vejo o meu pai e amanhã vou fazer anos. A minha mãe diz que a adolescência é cheia de maluquices.
Hoje eu faço anos e, de manhã, a minha mãe foi à minha cama cantar-me os parabéns, mas fiquei um pouco desiludida pelo facto de o meu pai não estar aqui comigo. Durante a tarde, só estava eu e a minha mãe a festejar o meu aniversário. Porém, de repente alguém bateu à porta. A minha mãe foi ver e disse que tinha encomendado um bolo.
Eu achei estranho, sobretudo o facto de a minha mãe me dizer para pôr uma fita nos olhos. Quando a tirei, enchi-me de lágrimas e fui abraçar a pessoa que tinha batido à porta que me disse:
- Tive saudades tuas, filha.
Primeiro pensei que era um sonho, mas não, era o meu pai. Ele virou-se para mim e disse que ia voltar a viver connosco.
Para mim foi o melhor dia da minha vida, por me ter reencontrado com o meu pai. E assim continuamos a combater esta pandemia como uma família feliz e unida.
Daniela Teixeira, nº 7, 8ºD
Melissa, Nogueira, nº 22, 8ºD

As consequências da irresponsabilidade
Numa tarde de domingo, Miguel que vivia com os avós, porque infelizmente tinha sido abandonado pelos pais, estava a passear com o seu avô pela sua aldeia, quando avistaram uma menina que se chamava Laura.
Eles dirigiram-se para perto dela para poderem conversar, perguntando-lhe:
-Olá, como te chamas?
Ela respondeu:
-Eu chamo-me Laura e vocês?
O avô respondeu:
-Eu sou o Zeca e este é o meu neto Miguel.
Depois de se encontrarem, ela teve de se ir embora e, depois de ela já estar muito longe, o avô percebeu o nervosismo na cara de Miguel e disse ao neto:
-Tu pareces nervoso, rapaz, passa-se alguma coisa?
Miguel respondeu, envergonhado, dizendo:
-Eu talvez esteja um bocadinho apaixonado por ela.
Então o avô disse:
-O que achas de a ires convidar para um piquenique à beira do lago?
Ele acenou com a cabeça, concordando.
No dia seguinte, desta vez sozinho, Miguel foi ter com a Laura e disse-lhe:
-Tu, por acaso, não gostavas de ir comigo a um piquenique à beira do lago, amanhã?
Ela concordou dizendo:
-Parece-me uma ótima ideia!
A felicidade na cara de Miguel era incapaz de se esconder.
No dia seguinte, ele chegou quinze minutos mais cedo, pois estava ansioso para encontrar Laura, e o seu coração começou a bater mais rápido quando a viu chegar. Depois de algum tempo a conversar e a apreciar a natureza, ele ganhou coragem para a beijar, mas depois apercebeu-se que estava atrasado para o aniversário da tia dele.
Uns dias depois, Laura recebe a infeliz notícia que está infetada pelo coronavírus e depois apercebe-se da irresponsabilidade que teve ao ter-se encontrado com Miguel.
Uma semana depois, o avô de Miguel começa a ter sintomas ligeiros de COVID-19, que vão piorando cada vez mais, até decidirem ir ao médico realizar o teste que dá positivo, não só para o avô, mas também para o Miguel.
Os dias vão passando e o avô do Miguel vai piorando, ao ponto de ter de ser internado. Mas, apesar de tudo, ao final de duas semanas o avô de Miguel recupera completamente.
Depois deste incidente, Miguel e Laura continuam juntos, mas passaram a ser mais responsáveis e cuidadosos.
Pedro Pinto, Nº 26, 8ºB
João Castro, Nº 17, 8ºB
O Amor pela Vida
Olá, chamo-me Violetta Becker e vou falar sobre a minha história de amor. Antes de surgir a pandemia, eu tinha um namorado da Carolina do Norte, chamado Bryce. Eu vivo no Canadá e, sempre que possível, viajávamos para estarmos juntos.
Desde o fim de 2019, quando o coronavírus se propagou pelo mundo, temos assistido a um cenário de mortes aterrador.
Mas há outras «mortes» a assinalar, refiro-me, por exemplo, aos efeitos devastadores desta pandemia nos relacionamentos pessoais. Foi o que aconteceu comigo … e com muitos outros casais, seguramente.
Até agora não tinha percebido que a vida tira sem dar algo em troca. Por isso, deixo-vos aqui o começo da minha história de amor, o meu amor pela vida.
Amem a vossa vida, os vosso amigos e familiares e tenham compaixão pelos outros. No meio de tanto caos, a pandemia veio mostrar o que é mais importante na vida: o AMOR.
Beatriz Oliveira nº2, 8ºE
Carla Marques, nº 4, 8ºE

O reconforto de um abraço
No verão de 2012, o senhor Joaquim teve a alegria de receber uma neta do seu filho Paulo, Maria Joaquina, em homenagem aos seus avós, pois a mulher do senhor Joaquim faleceu de cancro meses antes da sua neta nascer.
Passados alguns anos, Maria Joaquina já tivera crescido e o avô continuava a cuidar da educação dela, porém, após alguns meses, infelizmente adoeceu, acabando por ir para um lar.
A doce menina, que era muito apegada ao avô, ia visitá-lo todos os dias ao lar, mas, lamentavelmente, surgiu uma pandemia que suspendeu as visitas aos lares para evitar contágios.
O Paulo recebeu a notícia que havia um surto no lar onde o pai estava hospedado e, provavelmente, ele estaria positivo. A neta ficou muito triste, pois já não via o seu avô há algumas semanas.
Ele acabou por ir para os cuidados intensivos onde a sua nora Sofia trabalhava, então, sempre que possível, Sofia ligava à filha para ver o avô.
Um mês depois, Joaquim recuperou e ficou negativo, voltando para o lar. Então a administração do lar adotou uma medida: os parentes dos idosos que lá residiam poder-se-iam abraçar através de uma cortina de plástico.
A família do Joaquim foi visitá-lo, após seis meses sem o ver, e deram finalmente um abraço.
Carolina Henriques, Nº 3, 8ºB
Gabriela Novais, n.º 10, 8.ºB

Uma Linda História de Amor
Numa linda tarde eu perguntei à minha mãe como tinha conhecido meu pai e ela, então, soltou as lembranças enterradas muito fundo no passado.
Estava um dia de sol, para contrastar com a pandemia, quando decidi sair de casa e aventurar-me pelo bosque perto de minha casa, pois já não aguentava nem mais um minuto em frente ao computador. Nessa altura tinha eu 15 anos e fui procurar aventura, mas o bosque era gigante e perdi-me. Tentei encontrar o caminho de volta, porém, começara a anoitecer e eu estava com fome e muita sede. Já não aguentava mais, por isso fui procurar comida, encontrando umas bagas na floresta. Quando ia dar a primeira dentada, um vulto surgiu nos arbustos e impediu-me de as comer. Não tive tempo de lhe agradecer, pois ele arrastou-me para uma gruta, onde me dera água e comida. Nessa noite nós conversamos bastante e conhecemo-nos melhor.
No dia seguinte, cada um foi para sua casa e, durante muito tempo, nunca mais nos vimos devido à pandemia. Até que um dia recebi uma chamada: era ele a dizer para nos encontrarmos numa clareira da floresta. No dia seguinte, encontrámo-nos lá. Ele dissera-me que queria que todos os dias voltássemos a este mágico lugar, ao que eu concordei.
E assim foi durante algum tempo, até que os meus pais não me deixaram sair mais de casa porque a pandemia estava cada vez pior. Ele ligava-me todos os dias, mas não era suficiente para matar as saudades.
Reencontrámo-nos tinha eu 16 anos. Mal o olhei nos olhos, soube que era quem me tinha salvado havia um ano. Depois contou-me que nunca desistira de ficar à minha espera, todos os dias, na clareira. E foi assim que conheci o teu pai.
-E onde está ele agora? - perguntei eu.
-Na clareira, filho, na clareira.
Francisco Soares, nº 8, 8ºB
Guilherme Gonçalves, nº 12, 8º B

AMO-TE
Rita é uma menina que tem cinco anos e está em casa com a sua mãe. Devido à pandemia do novo coronavírus, muitas famílias estão confinadas em casa onde agora tudo acontece.
- Mãe, por que razão não posso estar com os meus avós? Será que eles ainda gostam de mim? - perguntou Rita.
- Minha filha, eles gostam muito de ti. O amor que eles têm por ti é como o arco-íris que não tem fim, só que, neste momento, não é seguro estar com eles - respondeu a mãe.
- Por causa do novo Coronavírus?
- Sim, querida.
- Mas eu não estou doente! - argumentou Rita. - Eu estou bem e quero brincar com o meu avô e com a minha avó. Não é justo!
A mãe de Rita respondeu delicadamente:
- Tens razão, não estás doente, mas o vírus não afeta as meninas da tua idade como afeta as pessoas mais velhinhas. Embora possa parecer que estás bem, podes ser portadora do vírus e infetar os teus avós.
- Então, quer dizer que nunca mais os vou ver? - Os olhos da Rita começaram a brilhar, mas a sua mãe abraçou-a fortemente e disse-lhe:
- Claro que não, Ritinha. Tenho uma ideia. Ainda podemos ir vê-los, mas precisamos de manter uma distância segura até que haja um medicamento para prevenir ou curar este vírus.
- Como podemos fazer isso, mãe?
- Bem, podemos fazer uma caminhada até à casa dos avós que moram aqui perto, só nós as duas, e vê-los pela janela. Que achas?
- Mas ainda não posso abraçá-los e dizer que os amo... - suspirou Rita.
- Podes, sim, minha filha. Olha, vou contar-te um segredo: o amor é um dos mais poderosos sentimentos do mundo. O amor não se vê com os olhos, mas sente-se com o coração. Pode viajar através das paredes mais grossas, sobre as montanhas mais altas, sob os vales mais profundos. Nada pode impedir o amor. Portanto, não é uma janela de vidro que vai impedir de demonstrares o amor que tens por eles.
- Então, será que podemos passar pela casa deles todos os dias para que eu possa dizer que os amo e que sinto a falta deles? - perguntou a Rita animadamente.
- Prometo-te que podemos fazer isso todos os dias, até que o vírus seja derrotado e possamos estar todos juntos novamente. E que tal se fôssemos visitá-los agora?
- Sim!!
Rita saltou de alegria e lá foram até à casa dos seus avós. Ela acenou, soprou beijinhos e gritou:
- Eu amo-te muito, avó, eu amo-te muito, avô! Tenho muitas saudades vossas e, em breve, vou voltar a brincar com vocês.

Ela sentiu-se muito feliz, sabendo que conseguiu entregar a sua mensagem aos seus avós e que os iria ver novamente no dia seguinte. Enquanto caminhavam de volta para casa, Rita perguntou à sua mãe:
- Todas as crianças precisam de manter uma distância segura dos seus avós?
- Sim, querida. Todas as crianças têm de manter uma distância segura dos seus avôs, mas, sabes uma coisa? Sabias que, em todo o mundo, muitas crianças acabaram de dizer “amo-te” aos seus avós, tal como acabaste de fazer?!
Rita sorriu e aprendeu que o amor que se sente pelos avós não pode ser vivido como antes e que tem de deixá-los sozinhos, neste momento difícil, alimentando a esperança de que tudo vai ficar bem!
Lara Tatiana, nº11, 8ºE
Alice Cunha, nº19, 8ºE

Um último adeus
Numa tarde de inverno, Sara, uma menina órfã que vivia com o seu avô Artur e a sua avodrasta Natasha, estavam a almoçar quando esta chamou Sara à atenção pelo seu comportamento durante as últimas semanas, o que causou uma discussão entre elas.
Sara estava a ser irresponsável para com o seu avô ao sair todos os dias de casa com os seus amigos, pois ele tinha problemas cardíacos, o que o colocava numa situação de risco em tempos de pandemia, logo agora, que a situação da COVID-19 se agravava cada vez mais.
Durante a discussão, Sara exaltou-se levantando sua voz para Natasha, o que fez Artur intervir dizendo:
- Sara, não fale assim com sua avó!
- Mas ela não é minha avó- gritou Sara batendo a porta do seu quarto.
Natasha, ao ouvir tal coisa, decidiu ficar sozinha durante algum tempo, refletindo sobre o que Sara disse.
Enquanto Sara estava no seu quarto, pensou que seria melhor afastar-se de Natasha, mesmo tendo de se separar do seu avô. Ligou então para Laura, uma das suas amigas mais próximas a perguntar se poderia ficar em sua casa durante algumas noites.
Quando Sara estava prestes a sair, Artur dirige-se a ela perguntando:
- Onde vais com essa mochila?
- Eu vou passar uns tempos em casa da Laura, porque não aguento mais a Natasha a intrometer-se constantemente na minha vida! - disse Sara.
Artur, com os olhos cheios de lágrimas, insistiu com Sara para ficar, mas, mesmo assim, ela não mudou de ideias.
Uma semana depois, Sara recebeu uma ligação de Natasha, mas recusou, recebendo de seguida uma mensagem da mesma dizendo: “Estou com o teu avô no hospital, pois ele ficou infetado com a COVID-19 e está em estado de coma”.
Ao receber aquela mensagem, Sara foi a correr para o hospital e, quando viu o seu avô naquele estado, apercebeu-se que Natasha estava certa em relação ao risco que o seu avô corria quando ela saía de casa.
Horas se passaram, até que um médico se aproximou, anunciando a desagradável informação de que Artur tinha falecido.
Sara, quando ouviu que a pessoa que ela mais amava partiu, sentiu uma sensação de culpa e arrependimento por não ter tido a oportunidade de dar um último adeus a seu avô.
Rita Teixeira, nº5, 8ºB
Inês Cardoso, nº13 ,8ºB
Uma história de amor em tempos de pandemia
Nestes tempos de pandemia, sabemos que nem tudo está a ser fácil! A saudade aperta e faz-se um nó no peito! Mas, mesmo assim, temos aqui uns amiguinhos que nos vão mostrar que, mesmo longe, conseguimos estar unidos pois os laços de amor que partilhamos com os que gostamos, são das coisas mais importantes que connosco transportamos…
Há muito tempo atrás, antes de nós humanos existirmos, andavam pelo ar duas criaturinhas perdidamente apaixonadas! Porém, não faziam a mínima ideia que aquilo que sentiam uma pela outra era umas das mais belas coisas que hoje temos, o AMOR. Naquela altura, não havia sentimentos, aliás foram estas duas criaturas mágicas que deram origem aos mesmos!
Os anos foram passando e sem sentimentos apenas percebiam que se sentiam bem quando estavam juntas! Como já referi, os anos passaram e estas criaturinhas tiveram um filho, ao qual deram o nome de SENTIMENTO… A partir daqui, acho que já conseguem imaginar a história! A família daquelas criaturinhas mágicas foi crescendo ao longo do tempo, e hoje em dia, estas criaturas são aquelas às quais nós damos o nome de sentimentos!
O amor é um dos mais conhecidos sentimentos de todos os tempos! Na minha opinião também acho ser dos mais bonitos que temos. Infelizmente, como todos nós sabemos, nem todos os sentimentos são assim tão bons… Por exemplo, a tristeza não é um sentimento de que gostemos muito, porém se ela existe é por alguma razão e temos de perceber que, muitas vezes, a tristeza pode ser um caminho para uma vida cheia de felicidade, porque como já referi, nem tudo é fácil na vida, mas devemos olhar para os nossos erros e tristezas como degraus para a vitória!
Agora que todos sabemos um pouco sobre esta família de sentimentos, vamos falar um pouco da ação da mesma nestes tempos de pandemia!
Nem tudo está a ser fácil para nós, mas já imaginaram como estarão a correr as coisas com a família dos sentimentos? Também eles estão a passar por momentos difíceis! É difícil ter de abraçar com o sorriso e beijar com o olhar! E agora em confinamento, torna-se muito complicado o facto de não estarmos com certas pessoas que gostamos ou amamos muito! Neste momento, a criaturinha mágica que mais espalha a sua magia pelo ar é a SAUDADE! Saudade de estar com… Saudade de abraçar, saudade de beijar… Saudade de tudo o que esta pandemia nos roubou! Por vezes, não dávamos importância a certas coisas como abraços, beijos, palavras, atitudes…
Mas agora que sentimos falta de tudo isso, aprendemos a valorizar mais, um simples gesto!
Nestes tempos de pandemia, há famílias separadas, há sorrisos por sorrir, há abraços por abraçar… Mas, é nestes precisos momentos que testamos as forças dos laços que nos unem, porque mesmo longe estamos sempre unidos! Neste momento, não podemos beijar nem abraçar, mas podemos mostrar o nosso sorriso, o nosso olhar e o mais importante dizer às pessoas o que elas realmente significam para nós, pois esta pandemia não nos roubou a capacidade que temos de usar as palavras, da mais correta e bonita forma que existe, e com um simples gesto fazer alguém feliz! Uma das coisas que a vida nos ensina é que não devemos perder tempo, pois o tempo não foi feito para ser perdido! Devemos aproveitar cada segundo e já que estamos cá para viver, mais vale viver de uma forma feliz e vendo os que gostamos felizes!
Nesta quarentena, não deixem de acreditar que dias melhores estarão a chegar! Não deixem de sonhar! E quando à noite fecharem os olhos, imaginem o que esta família teria para vos dizer! Eu já conheci esta família! Conheci-a num dos meus sonos mais profundos! Sabem quais são?
São aquelas noites em que sonhamos até de manhã e aí só temos duas alternativas: ou colocamos o som do despertador bem alto ou acordamos com a alguém aos berros a dizer que estamos atrasados!

Uma vez que já tive a oportunidade de conhecer esta família mágica, vou contar-vos tudo o que aconteceu naquele sonho!
Mal entrei no mundo dos sonhos, deparei-me com uma aldeia mágica! Dentro de mim, tudo era um misto de emoção! A primeira criatura que veio ter comigo e me veio dar as boas vindas foi o AMOR. Para ser bem-educada iria agradecer-lhe o facto de me estar a ajudar a não me perder naquele mundinho mágico! No entanto, o AMOR, tinha tanto a contar que nem me deu oportunidade de dizer uma única palavra que fosse! Passadas duas horas a falar com o AMOR, estava um bocado cansada de estar ali a ouvir, mas também me sentia muito bem pois esta criaturinha usava as palavras da mais bela forma que existe! Naquele preciso momento, percebi o que as pessoas passam quando começo a falar e não me calo um segundo!
Após tanta conversa, tinha uma pergunta a fazer a este sentimento:
- Oh AMOR! Se queremos que se espalhe amor porque é que que existe o ÓDIO e outros sentimentos parecidos e maus!?
Ele até achou a minha pergunta conveniente e respondeu com toda a clareza:
-Sabes, como tu própria costumas dizer, tudo existe por algum motivo, e connosco, sentimentos as coisas também funcionam assim! Todos nós temos um papel fundamental!
- Vocês, humanos, têm a mania de achar que, por exemplo, a alegria e a tristeza são grandes inimigas, mas na verdade elas complementam-se, ou seja, ambas precisam da ajuda uma da outra! Sei que não deves estar a perceber, por isso vou tentar ser mais transparente neste assunto! Por vezes os humanos cometem certos erros, estão sempre a dizer que a alegria é melhor que a tristeza, mas acredita que não! Sabes, a tristeza e outros sentimentos também fazem falta, sem eles não teríamos a sensação boa de sermos felizes!
Isto foi só um bocadinho do meu sonho pois, se vos contasse tudo iria demorar imenso tempo! Este sonho ensinou-me muitas maravilhas e por onde passo faço questão de espalhar um pouco de magia, entornando um pouco de AMOR em todos os cantinhos especiais que tenho no meu coração! Vivi aventuras e convivi com centenas de criaturas que espalhavam o seu pó mágico pelo ar.
De manhã, nem reparei que o despertador tinha tocado, mas também não acordei com alguém aos berros a dizer que estava atrasada. Acordei com os ensurdecedores miares do meu gato!
Agora, nestes tempos de pandemia, quando estamos tristes temos de nos lembrar que nenhuma árvore dá frutos todo o ano, nenhuma planta floresce em todas as estações!
Temos de dar tempo ao próprio tempo. Um dia tudo vai passar e a saudade e nostalgia que hoje guardamos em nós, vai acalmar. Acredito que coisas más acontecem na vida para nos colocar na direção para as melhores coisas. Por isso vamos acreditar que momentos melhores estão a completar o puzzle do nosso futuro! Prefiram sorrir mesmo perante os obstáculos! Por vezes erramos, mas aprendemos! É impossível viver sem falhar e errar, a não ser que vivamos com tal cuidado ao ponto de não viver nada.
Cada experiência esconde uma lição! E esta pandemia veio dizer-nos para valorizarmos mais aqueles simples gestos que apesar da sua simplicidade nos fazem felizes! Deveremos ser gratos por ter no nosso caminho certos obstáculos que por vezes complicam porque tudo aquilo por que passamos sejam bons ou maus momentos fazem falta!
Digo que a vida é um espelho que reflete a cada pessoa o que ela é realmente! Por isso espalhem amor e todos os outros sentimentos que fazem alguém feliz e assim o espelho da vida irá refletir a mais bela imagem que existe em nós! Quem sabe amar também sabe ser amado!
Amem infinitamente o finito e desejem impossivelmente o possível! Amem, deixem que vos amem e sejam felizes sem medo porque para isso não existe limite!
Rute Ariana 7ºD

Amor à distância
Noah era um rapaz americano de 15 anos, alto, com seu cabelo cor de ouro e belos olhos azuis como as profundezas do mar. A timidez reinava no seu subconsciente, era introvertido, porém inteligente, bastante carismático e gentil, tentando sempre agradar aos outros.
Noah não socializava muito, preferia passar o dia em casa a jogar do que sair com os amigos, que não eram muitos. Contudo, esse sentimento de medo que sentia ao falar com pessoas mudou quando conheceu Kyara, uma rapariga portuguesa de 14 anos, doce e gentil que espalhava alegria por onde passava. Kyara era baixa, tinha longos cabelos castanhos, uns olhos reluzentes cor de avelã e a pele macia e branca como a neve.
O primeiro impacto de Kyara e Noah foi no Instagram, ambos começaram a seguir-se e meteram conversa.
Eles eram o oposto um do outro: enquanto Noah era envergonhado e antissocial, Kyara era extrovertida e alegre, opostos que se completavam.
Os dois adolescentes foram ganhando cada vez mais intimidade, passando dia e noite a conversar, até criarem um laço tão forte de amizade que, aos poucos, se converteu num forte amor.
Pela primeira vez Noah sentiu-se amado por alguém, e todas as suas inseguranças foram diminuindo. Estar com Kyara fazia-lhe bem, o único problema era a distância entre os dois, para além de viverem um em cada lado no mundo, o confinamento fez com que as hipóteses de se encontrarem se extinguissem.
Kyara acabou por confessar os seus sentimentos a Noah, que lhe retribuiu, e começaram a namorar.
Era difícil, no entanto eles faziam de tudo para que a relação desse certo. O amor que havia entre Kyara e Noah era único, pela primeira vez o rapaz sentia-se bem com alguém, e Kyara aprendeu demais com ele.
Bruna Alves, nº 5, 8ºD
Íris Fernandes, nº 14, 8ºD

Os teus olhos são lindos, fazem-me derreter
Em todos os mundos, fico contigo até morrer
Tu és a ilha que todos querem
A lagoa negra onde sonhei nadar
E as lentas contas que os dedos sonham tocar
És a tela que todos querem pintar
Dos lábios que me beijam
Dos braços que me abraçam
Já não sei, nem me lembro
De todas que amei
De todas que me amaram
Mas tu, que grande contraste
Tu, que nunca beijei
Tu que, nunca abracei
Só tu ficaste nesta alma
De todas que já amei
Rúdi 9ºB

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- END >
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