
A cidade do Barreiro, é banhada pelo rio Tejo e fica a 40 Km de Lisboa. A ponte 25 de Abril e a ponte Vasco da Gama fazem a ligação entre as duas margens. A cidade do Barreiro é apoiada por um importante terminal rodo-ferro- fluvial e a sua capital de distrito é Setúbal.
A região deve ter sido povoada, tal como outras povoações deste lado do rio Tejo, após a reconquista por D. Afonso Henriques em 1147.
Desde o séc. XIV que há notícia da existência do lugar do Barreiro.
Foi fundado possivelmente por pescadores algarvios. Estes constituíram um núcleo piscatório que depois se foi desenvolvendo ao longo do litoral.
Os pescadores que criaram a povoação, trabalhavam na sua faina na barra de Lisboa. Por este motivo eram conhecidos por “barreiros”. Segundo alguns autores, vem daí a denominação para a povoação que fundaram.
Acredita-se também que terá tido origem na designação de uma terra na margem sul do rio Tejo, onde o terreno era barroso e pastoso, e de onde se podia extrair bom barro para a produção de cerâmica.
No séc. XV, D. Afonso V criou o Complexo Real de Vale de Zebro, com a maior fábrica de biscoitos do país. Era uma espécie de pão fabricado com farinha de trigo, sal e água, cozidos no forno duas vezes para se conservar durante muito tempo. A fábrica assegurava o fornecimento de biscoitos necessários para o abastecimento das armadas que se encarregavam dos descobrimentos de “além-mar”. A olaria da Mata da Machada assegurava o fornecimento das placas de barro necessárias para o cozimento dos biscoitos.
D. Manuel I atribuiu-lhe carta de foral em 16 de Janeiro de 1521, elevando-o a vila, com o nome de Vila Nova do Barreiro.
Vasco da Gama e o seu irmão Paulo da Gama terão visitado várias vezes o Barreiro, mais propriamente a vila de Palhais, para passar revista e até mesmo supervisionar a construção das naus e a logística dos navios que eles próprios iriam comandar rumo à Índia.
Desde a Idade Média que no Barreiro existiam moinhos movidos pela força da água.
A orla ribeirinha do concelho do Barreiro foi um espaço privilegiado para a edificação de engenhos moageiros, numa primeira fase hidráulicos e posteriormente eólicos.
O moinho de maré mais antigo, o Moinho do Cabo, data do séc. XVI, segundo documentos da Ordem de Santiago.
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