
A infância é uma fase maravilhosa! Nela vamos colecionando histórias que ficam guardadas na memória e no coração para sempre.
A infância do meu tio Albertino é um livro de contos.
Dedico-te este livro inspirado em ti.

Era uma vez um menino chamado Albertino. Ele era uma criança alegre que vivia numa zona rural. O menino era franzino, moreno, de estatura média, de olhos castanhos, grandes e luminosos.
A sua casa estava rodeada de campos e contornada pelas montanhas. Elas pareciam querer tocar no céu. Enfim, era assim a natureza, o lar deste menino, vivo e cheio de imaginação.


Os dias passavam calmamente. Os domingos eram um dia especial, pois, de manhã, Albertino podia assistir à missa, celebrada pelo pároco e, de tarde, brincava com os seus amigos….
Os meninos encontravam-se normalmente no largo da aldeia e aí brincavam os seus jogos preferidos, tais como jogar à bola, à apanhada, às escondidas…
Albertino adorava ouvir falar de Deus e do bom coração dos homens.
O pároco da aldeia era um grande amigo da família. Ele costumava levar o menino, agora já mais crescido, para outras paróquias vizinhas. Lá participavam em espetáculos, tais como o teatro e saraus musicais.
Albertino tinha muito jeito para a música. Com apenas nove anos e durante as sessões de catequese, o padre fazia-o subir a uma cadeira, dada a baixa estatura do cantor, para cantar as canções. Ele ensinava o pequeno Albertino os cânticos religiosos.

Desde novo, o menino já conseguia acompanhar umas músicas com a viola. O seu pai, amante da música e bom cantor à desgarrada, tinha-se apercebido deste dom do filho. Por isso, ofereceu-lhe uma viola.
O mais engraçado é que a viola era maior do que ele, de tal modo que quase não podia com ela. Como o gosto pela música era tanto, Albertino, em pouco tempo, começou a tocar nas celebrações dominicais.

O pai de Albertino olhava para o filho e admirava essa sua dedicação à paróquia. O menino vivia tanto este ambiente que criava a sua própria “celebração”. O pai, homem moreno, de estatura média, muito respeitado na aldeia, tinha uma quinta e encontrava, muitas vezes, Albertino a conversar com os patos, ou a pregar sermões às galinhas e às ovelhas.
Certa altura, encontrou-o sentado numa pedra a conversar com as ovelhas que pastavam no campo. Aproximou-se do filho e disse:
- Tino, tu não atinas!...

O pai, homem de bom coração, conhecido por oferecer pão a todos os vizinhos pobres, ficava intrigado com o comportamento do filho!
A família tratava-o por “Tino”, pois achavam que ele precisava de ganhar juízo. O irmão mais novo enchia os pulmões de ar e gritava:
- Mãe, o Tino está novamente a falar com os animais…
A senhora espreitava pela porta da cozinha e via o seu filho mais velho de braços abertos. Ela, no fundo, achava que o menino era uma criança com muita imaginação e, para ela, isso era sinal de saúde.
O povo comentava e usava a expressão “tino” para dizer juízo. Por isso, às vezes, ouvia-se “o Tino perdeu o tino”. Porém, a família do menino tinha muito orgulho nele e usava “Tino” como um carinhoso diminutivo.
Pregar sermões aos animais era uma forma de imitar o pároco da sua aldeia. Ele gostava tanto de ir à igreja, pois dizia que conseguia escutar o coração de Deus.
Alguns achavam-no excêntrico e outros sem juízo, mas isso não o preocupava, muito menos à sua família. Apesar de tudo, o seu pai via a bondade no seu coração.

Um dia, ele estava a acompanhar um rebanho e aproveitou para, mais uma vez, contar uma história sobre os homens bons e o milagre da vida. Estava tão concentrado que não viu a noite aparecer.
O seu pai, que já estava muito preocupado com a demora do filho, saiu de casa à sua procura. Na escuridão, Tino ficou assustado, embora o brilho das estrelas e da lua cheia iluminassem o seu caminho.

- Full access to our public library
- Save favorite books
- Interact with authors

- < BEGINNING
- END >
-
DOWNLOAD
-
LIKE
-
COMMENT()
-
SHARE
-
SAVE
-
BUY THIS BOOK
(from $5.19+) -
BUY THIS BOOK
(from $5.19+) - DOWNLOAD
- LIKE
- COMMENT ()
- SHARE
- SAVE
- REMIX
- Report
-
BUY
-
LIKE
-
COMMENT()
-
SHARE
- Excessive Violence
- Harassment
- Offensive Pictures
- Spelling & Grammar Errors
- Unfinished
- Other Problem

COMMENTS
Click 'X' to report any negative comments. Thanks!