1º Período
Trabalho realizado por:
Beatriz Matos
Beatriz Silva
Francisca Costa

Dedicatória:
Quando a professora nos disse que tinhamos mais um trabalho para entregar sentimo-nos stressadas, devido a termos outros trabalhos de outras disciplinas e testes de avaliação
Fernando Pessoa:
Nasceu em 13 de junho de 1888, em Lisboa, e faleceu em 30 de novembro de 1935, em Lisboa.
Foi Poeta literário, filósofo, dramaturgo, ensaísta, astrólogo, escritor, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico e comentarista político português.
Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa e apenas uma em língua portuguesa, intitulada Mensagem.


1. O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não sabe falar.
Presságio, Fernando Pessoa:
2. Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
3. Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a está a amar!
4. Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
5. Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Escolhemos este poema porque...
Pessoa fala sobre amor de uma forma diferente dos outos poetas, enquanto outros poetas elogiam esse sentimento, Pessoa desabafa sobre a sua dificuldade de estabelecer relações amorosas
Com a leitura deste poema sentimos...
Sentindo-se da rejeição, ainda é e que rapidamente se transformará em uma vez que foi medo e impedimento.
Escolhemos esta imagem porque...
Tal como o poema, esta fotografia representa o amor entre dois animais.

O amor é uma companhia, de Alberto Caeiro:
1.O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
2.Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Escolhemos este poema porque....
Fala sobre o companheirismo, a convivência e sobre a partilha de um casal apaixonado.
Com a leitura deste poema...
Sentimos a dependência emocional do sujeito poético.
Remete para a importância que o apaixonado dá para os traços físicos do rosto da sua amada.
Escolhemos esta imagem porque...

O que me dói não é, de Fernando Pessoa...
1.O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
2.São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
3.São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.
Escolhemos este poema porque...
Com a leitura deste poema sentimos a tristeza e a dor de Fernando Pessoa sentiu ao escrever este poema.
Com a leitura deste poema....
Sentimos tristeza e frustação.
O poema fala da tristeza que ele sente comparada às folhas que caem da árvore, e na imagem podemos ver esta cadela com um ar de aborrecida e triste junto das folhas da mesma que personifica estes sentimentos.
Escolhemos esta imagem porque...

2º Período
Trabalho realizado por:
Beatriz Silva
Objetivos:

Conhecer a obra Clepsydra de Camilo Pessanha;

Conhecer o autor dessa obra;

Ver algumas semelhanças a obras já dadas.
Clepsidra de Camilo Pessanha:

Escolhi este livro porque acho os poemas interessantes.
Achei interessante também alguns dos poemas fazerem me lembrar de obras anteriores que demos e de relembrarem como eram essas obras.


Nasceu a 7 de Setembro de 1867 em Coimbra;
Faleceu a 1 de Março de 1929 em Macau com 58 anos;
A sua obra influenciou escritores como Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Wenceslau de Moraes, Sophia de Mello Breyner Andresen, Eugénio de Andrade.
Camilo de Almeida Pessanha
Reflexão da Leitura:
Até agora li até ao poema Vênus. Os poemas que mais gostei de ler foram o poema da Paisagem de Inverno e o Vênus. Nos poemas que li Pessanha inova os princípios da métrica tradicional com que faz de maneira única, com senso rítmico, com linguagem fragmentada e com o uso de metáforas.
Paisagem de Inverno...
Parte I:
1.Ó meu coração, torna para trás.
Onde vais a correr, desatinado?
Meus olhos incendiados que o pecado Queimou! olá! Volvei, noites de paz.
2.Vergam da neve os olmos dos caminhos.
A cinza arrefeceu sobre o brasido.
Noites da serra, o casebre transido...
Ó meus olhos, cismai como os velhinhos.
3.Extintas primaveras evocai-as:
Já vai florir o pomar das maceiras.
Hemos de enfeitar os chapéus de maias.
4.Sossegai, esfriai, olhos febris.
E hemos de ir cantar nas derradeiras Ladainhas... Doces vozes senis...
Parte II:
1.Passou o outono já, já torna o frio... Outono de seu riso magoado.
Álgido inverno! Oblíquo o sol, gelado...
O sol, e as águas límpidas do rio.
2.Águas claras do rio! Águas do rio,
Fugindo sob o meu olhar cansado,
Para onde me levais meu vão cuidado?
3.Ficai, cabelos dela, flutuando,
E, debaixo das águas fugidias,
Os seus olhos abertos e cismando...
4.Onde ides a correr, melancolias?
E, refratadas, longamente ondeando,
As suas mãos translúcidas e frias...
Todos os poemas desta autor têm sempre duas partes.
Neste poema podemos ver que o sujeito poético está arrependido das escolhas que fez e quer voltar a tentar como vemos "Ó meu coração, torna para trás", mas também vemos que ele está cansado de ser magoado pela sua amada como vemos "Outono de seu riso magoado" e "Fugindo sob o meu olhar cansado".
Vênus:
Parte I:
1.À flor da vaga, o seu cabelo verde,
Que o torvelinho enreda e desenreda... O cheiro a carne que nos embebeda! Em que desvios a razão se perde!
2.Pútrido o ventre, azul e aglutinoso,
Que a onda, crassa, num balanço alaga,
E reflui (um olfato que se embriaga)
Como em um sorvo, murmura de gozo.
3.O seu esboço, na marinha turva...
De pé flutua, levemente curva;
Ficam-lhe os pés atrás, como voando...
4.E as ondas lutam, como feras mugem,
A lia em que a desfazem disputando,
E arrastando-a na areia, co'a salsugem.
Parte II:
1.Singra o navio. Sob a água clara
Vê-se o fundo do mar, de areia fina... Impecável figura peregrina,
A distância sem fim que nos separa!
2.Seixinhos da mais alva porcelana,
Conchinhas tenuemente cor de rosa,
Na fria transparência luminosa
Repousam, fundos, sob a água plana.
3.E a vista sonda, reconstrui, compara,
Tantos naufrágios, perdições, destroços!
Ó fúlgida visão, linda mentira!
4.Róseas unhinhas que a maré partira... Dentinhos que o vaivém desengastara... Conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos...
Neste poema podemos ver que faz lembrar uma parte dos Lusíadas de Luís de Camões por falar de vênus e de falar sobre os navios e o mar como vemos "Singra o navio. Sob a água clara/ Vê-se o fundo do mar, de areia fina ..." e "Tantos naufrágios, perdições, destroços!".
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