Trabalho realizado por:
Tânia Araújo, nº14, 12ºG
No âmbito da disciplina de português

Objetivos do projeto de leitura:
- mostrar que, muitas vezes, o título de um livro não diz muito sobre o seu conteúdo, e que não devemos julgar um livro pela capa
- estimular as pessoas a se interessarem pela leitura, seja ela de que género for
- dar a minha opinião sobre determinados temas abordados na obra

A Casa Assombrada, de Virginia Woolf, foi uma obra publicada na sua primeira coleção de ficção Monday or Tuesday ("Segunda ou Terça"), em 1921. Apareceu, anos mais tarde, como a história principal de outra coleção de contos intitulada A Casa Assombrada e Outros Contos, uma coleção de 18 contos da escritora inglesa, publicada postumamente pelo seu marido, Leonard Woolf, em janeiro de 1944.
Adeline Virginia Woolf foi uma escritora, ensaísta e editora britânica. Estreou-se na literatura, em 1915, com o romance The Voyage Out, que abriu caminho para a sua carreira como escritora, tendo escrito uma série de obras notáveis. A escritora foi membro do Grupo de Bloomsbury e desempenhou um papel de grande importância na sociedade literária londrina, no período entre a 1ª e a 2ª Guerra Mundiais.
Escolhi este livro, pois o mesmo aborda temas como as dificuldades da vida, perda, compromisso, conexão, amor e aceitação, temas esses que me tocam pessoalmente.
Dos primeiros contos lidos, 9 dos 18 que compõem a obra A Casa Assombrada e Outros Contos, de Virginia Woolf, os que mais me marcaram foram, sem dúvida, "A Casa Assombrada", "Um romance que ficou por escrever" e "O vestido novo", pois foi dos mesmos que retirei as lições mais valiosas.
Em "A Casa Assombrada", o clímax da história dá-se no final quando o narrador revela que o tesouro escondido na casa é "a luz no coração" - o amor - e não um bem tangível.
Este poema levou-me a refletir sobre a valorização excessiva de bens materiais em detrimento de relações e sentimentos genuínos para com os que nos rodeiam, algo que acontece cada vez mais na sociedade atual (e que talvez aconteça desde sempre).
Já em "Um romance que ficou por escrever", a narradora viaja no metro de Londres para a costa sul. Ela é uma observadora de pessoas e interessa-se pelos seus companheiros de viagem.
Assim, depois da análise falhada da vida de uma mulher que se encontrava à sua frente, lamenta os seus erros por alguns momentos, mas logo se recompõem e celebra a vida por ser tão misteriosa e imprevisível. Para a autora, e para mim que partilho da mesma opinião, a vida é muito mais fascinante e difícil de definir do que os seus voos criativos de fantasia supunham. Na vida estamos sempre a adivinhar, a imaginar, com a vida real constantemente a surpreender-nos e a fugir do nosso alcance.
Contudo, a frase que mais me chamou a atenção no conto foi "Os olhos dos outros são as nossas prisões; os seus pensamentos são as nossas gaiolas". Esta frase levou-me a refletir um pouco e, pela minha interpretação, a mesma significa que, frequentemente, preocupado-nos demais com o que os outros pensam de nós, e muitas vezes deixamos de fazer determinadas coisas porque damos demasiada importância à sua opinião, isto é, colocámo-nos limites e não seguimos os nossos objetivos se outra pessoas achar que tais não são os mais corretos ou válidos.
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