2021-2022

Numa linda tarde de outono, Eduardo saiu de sua casa muito triste. Para animar-se decidiu ir passear no jardim da «Cidade dos Tesouros». Deu voltas, ouvia o canto dos pássaros, o zumbir das abelhas, mas nada o animava.
Lá no fundo, na parte mais verde do jardim, vivia a D. Clotilde, uma velhota que o ajudava sempre. Ainda Eduardo não tinha batido à porta, já a gentil senhora lhe perguntava se queria uma fatia do seu bolo de mel favorito.
Eduardo concordou e comeu o bolo. Depois do lanche, a D. Clotilde deu-lhe para terminar o bolo.
A velhota foi à cozinha buscar papel de alumínio para enrolar o bolo, só que ela não encontrou o papel de alumínio, foi à cave e viu algo luminoso então foi ver, e encontrou um tesouro com: jóias, moedas,colares...então ela gritou de alegria.Eduardo tinha ouvido o grito da velhota. Foi à cave para ver se a D.Clotilde estava bem e viu o tesouro ao pé dela. Os dois queriam o tesouro então dividiram-no.

Após terem encontrado tantas jóias, D. Clotilde e Eduardo decidiram criar uma loja. Em uma semana, já estavam cheios de clientes. Mas, por mais que a «Cidade dos Tesouros» fosse lindíssima, também tinha os seus perigos. Certo dia, a loja foi roubada.
A polícia já tinha feito tudo o que podia, mas não conseguiram descobrir nada. Nem a impressão digital nem as câmaras da loja os conseguiram ajudar. Pelo o que parece, os ladrões estavam de luvas, e não se conseguiu lembrar de ninguém que poderia ter feito aquele estrago todo.
Até porque aquela loja já fazia parte da vida de Eduardo e D. Clotilde. Apenas alguém com muita maldade no coração teria coragem de fazer isso. Mas, quem seria esse alguém?

Certo dia enquanto Eduardo e a D. Clotilde andava tristes, entrou uma senhora vestida de preto, mas foi só a D. Clotilde reparou, que a senhora estava a usar uma das peças roubadas!
Os dois concordaram em segui-la e quando ela chegou a casa, os dois viram que era um lugar triste e … cheio de animais embalados. Ambos ficaram surpreendidos.
Como haveria alguém de viver naquela pocilga?
Perceberam que afinal ela era uma bruxa e do outro lado da casa estavam os objetos roubados.
Pois é, a bruxa é a criatura mais malvada de todas.
Mas a nossa questão continua, porque roubou a loja?

Uns dias depois, a bruxa estava na rua e um homem disse-lhe
- Bom dia, Sra bruxa, eu sou polícia, ontem houveram pessoas que me disseram que você tinha roubado alguns objetos. Por isso, preciso que você me deixe entrar na sua casa para eu ver se é verdade.
A bruxa recusou e desapareceu como por magia.
O policia decidiu chamar reforços para ir até a casa dela.
Quando chegaram perto deles tiveram uma grande surpresa…

A casa dela estava como que nova! Tudo estava limpo e arrumado. Não se via uma poeira, um único grão de pó em toda a casa, e claro, nada de restos de animais, nem caldeirões nem jóias, nem livros de feitiços, poções, nada de nada! Uma casa com uma entrada branca e cheia de luz, uma sala com um sofá de pele que resplandecia de tanto brilho, e uma cozinha com pratos de louça branca, e talheres que estavam tão bem lavados que até dava para vermos o nosso reflexo! A mesa estava bem arrumada e tinha um cesto com pão e fruta fresca. No quarto a cama estava feita e até tinha um ursinho de peluche pousado. No armário, a roupa estava perfeitamente alinhada e organizada por cores. Uma janela que dava para o jardim. E da bruxa, nem sinal...

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