
Estava tudo silencioso na grande casa de Rio de Mouro quando o avô Zé, depois de acordar, foi felicitar o seu neto Daniel pelo dia da criança.
- Tenho uma surpresa para ti, meu querido neto!
- Qual é um avô surpreendente? – Responde o Daniel entusiasmado.
O Daniel é um menino introvertido, que não gosta mesmo nada de falar com as pessoas, no entanto o seu tempo de silêncio para estudar, o que o torna o melhor aluno da sua turma. É um rapaz baixo, muito moreno, com olhos pequenos de cor castanho mel e tão magros como a palha seca.




Como quase todas as crianças, o Daniel tem
um medo… o dele são as alturas. Não subir nem subir à casa de madeira que tem uma escada incrivelmente alta e que o seu pai e seu avô lhe construirão das maiores e mais árvores do quintal. Ele morava numa vivenda azul e branca com três quartos e outras divisões enormes.

O avô morava casa do Daniel porque a avó morreu quando o avião em que viajou se despenhou e caiu. Como o avô não queria ficar sozinho na sua casa, aproveitou a ideia de ajudar o neto a aprender a viver e foi morar com eles. O avô Zé tem sete décadas de vida, é simpático e divertido e gosta de se vestir à moda e com estilo. Ele é calvo, tem olhos azuis-claros e usa uns óculos coloridos!
No pescoço tem sempre o colar de ouro com uma medalha onde podia ler-se “Nunca desistas” que o seu pai lhe havia dado. É um amuleto da sorte..

- Vamos ver Sintra como nunca viste! Vai vestir-te e vamos embora!
Apanhámos o comboio e saímos na linda vila de Sintra. Sintra é uma vila mágica e só de ir lá já se espera aventuras….
- Estamos. - Diz o avô! - Vamos à roda gigante!
- Não avô!!! Tenho medo!! Já viste essa altura?
- Os medos passam se superados! Dá-me a mão e confia!!
A roda estava por estes dias em Sintra, instalada no Castelo dos Mouros. A roda era quadrada no meio, mais alta que a Torre de Belém, tão alta que até podia ter um elevador para chegar às cabines. Dentro das cabines há binóculos para avistar a paisagem desde o Oceano Atlântico até ao infinito.

O Daniel olhou para o avô e sentiu-se protegido. Deu-lhe a mão e sua firmeza enquanto apertava! Nada de mal podia acontecer... O avô tinha o amuleto!
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