
O mês de junho é o mês das festividades em honra dos três santos amados pelo povo português : S. António (13 de junho), S. João (24 de junho) e S. Pedro (29 de junho).

A Igreja Católica apropriou-se de antigas festividades pagãs que celebravam o solstício de Verão e a abundância das colheitas. Os ritos pagãos estavam ligados á renovação da natureza, ao sol, aos ciclos das colheitas e foram mais tarde incorporados pelo cristianismo. O dia 13 de junho é a data da morte de Santo António e o dia 29 de junho é o aniversário da morte de S. Pedro. O dia 24 de junho é a data do nascimento de S.João Batista.
Simbologia das festas dos Santos populares ou Juninas:
A fogueira representa a vida e a transformação. Antigamente, acreditava-se que a luz do fogo espantava os maus espíritos.
As bandeiras simbolizam a espiritualidade e a proteção.
Os balões tinham um significado espiritual, levava à comunicação com o divino.



Qual a origem da tradição do manjerico e da sardinha assada?
O manjerico e a sardinha são símbolos das festas populares do mês de junho. A sardinha, peixe que nada nos mares portugueses, tem no mês de junho, a sua época alta. O facto de as condições da primavera e do Verão serem as ideais para o crescimento dos manjericos, ajudou que esta planta se tornasse conhecida, como a erva dos namorados. Os rapazes compravam um vaso com um manjerico, geralmente com uma quadra e ofereciam ás suas amadas.



Quando nasceu a tradição dos tronos de Santo António?
Um Trono de Santo António é um pequeno altar, que as crianças dos bairros populares faziam nas ruas.
A tradição nasceu logo após o grande terramoto de 1755, como forma de os lisboetas pedirem esmolas para reconstruir a Igreja de Santo António, parcialmente destruída pelo sismo. Nasceu também por essa altura a tradição de pedir um tostãozinho para o Santo António.

As cascatas
As Cascatas são caraterísticas do São João, o grande santo popular do Porto. As primeiras deverão ter aparecido por meados do século XIX, como forma popular de celebrar, à porta de cada um, o Santo da cidade. As pessoas começaram a usar os presépios que tinham em casa, tiravam do centro a Sagrada Família e colocavam o Santo, muitas vezes acompanhado do primo, Cristo, a batizá-lo.
Este ritual do batismo, e a água que lhe é inerente, foi o que originou o nome “cascata” e a paisagem faz lembrar a do Porto, colinas e vales, com algum musgo (roubado também aos presépio), e as figuras populares, profissões, procissões espalhadas pela paisagem
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