VESTÍGIOS DO PASSADO
DA VILA DE MONCHIQUE

Projeto transdisciplinar


Monchique
Monumentos pré-históricos da serra de Monchique
Monumentos pré-históricos da serra de Monchique
Devido às investigações efetuadas foram registadas trinta e cinco sepulturas neolíticas/calcolíticas na serra de Monchique, distribuídas por oito locais distintos.
Além dos cemitérios neolíticos/calcolíticos existentes no concelho de Monchique, existe uma outra realidade funerária atribuída à Pré-história recente que é bastante diferente em termos estruturais, dispensando a monumentalidade das anteriores – as necrópoles de cistas da Idade do Bronze, enquadráveis no II milénio a.C. Estas inserem-se numa realidade social, económica e cultural bastante diferente das sepulturas anteriores e não se restringem à envolvência das Caldas, evidenciando-se a título de exemplo a necrópole da Foz do Farelo
Igreja Matriz de Monchique

azulejaria do séc. XVII, constituído pelos que revestem
a abóboda manuelina.
Museu de arte sacra
As peças expostas oriundas de diferentes locais de culto, são propriedade da Paróquia e sofreram uma uma cuidadosa intervenção de conservação e restauro, devido ao adiantado estado de degradação em que se encontravam.

Neste espaço podemos encontrar também todo um espólio relacionado com a liturgia cristã, nomeadamente um livro de música da Antiphon Romanum (séc.XVIII), escrito em latim, datado de 1970 e que pesa aproximadamente 8 kg.
Museu de arte sacra

Convento de Nossa Senhora do Desterro
O convento foi fundado em 1631 por Pero da Silva.
É um antigo convento dos frades da terceira ordem regular de São Francisco, situado no alto de um cerro junto à vila de Monchique, no concelho de Monchique, e apresenta uma arquitetura no estilo manuelino.
A sua fundação está ligada a uma lenda na qual dois mareantes que estavam em perigo no oceano, fizeram uma promessa de construir uma igreja na primeira povoação de território português, que visem à chegada. Segundo a lenda, um dos navegantes trazia uma imagem da nossa senhora em marfim, oriunda da índia que, após o seu falecimento foi venerada como relíquia pelos frades do convento.
O edifício foi gravemente danificado pelo sismo de 1755 ,tendo sido depois reconstruído.
Convento de Nossa Senhora do Desterro
Foi encerrado em 1834, no âmbito do processo de extinção das ordens religiosas em Portugal, tendo sido nacionalizado e vendido em hasta pública em 1842. Foi vendido em frações a vários proprietários passando a ter uma utilização residencial. Posteriormente, o complexo foi abandonado, tendo chegado a um avançado estado de ruína. Atualmente, grande parte do recheio do antigo convento foi roubado ou perdeu-se devido à degradação como a maioria dos azulejos no refeitório, embora algumas peças tenham sido conservadas na ermida de São Sebastião como a imagem da nossa senhora do desterro e o baldaquino e as colunas decoradas que foram integradas no retábulo da ermida.
Durante a década de 1970, o convento, então já em ruínas, foi ocupado por várias pessoas de baixos recursos.
Em 1983, a autarquia iniciou o processo para a aquisição dos terrenos do convento, tendo dois anos depois conseguido já obter várias partes do edifício.
Convento de Nossa Senhora do Desterro
Também em 2017, a autarquia de Monchique estava a preparar a aquisição do convento, devido ao seu valor histórico e ao estado de ruína em que se encontrava. Este processo foi complicado devido ao grande número de proprietários, tendo o presidente da Câmara Municipal, explicado que a autarquia estava a propor a compra das partes cujos donos eram conhecidos, enquanto que as restantes porções seriam expropriadas. O fim destas obras seria reabilitar o edifício, de forma a garantir a segurança dos visitantes, e a possibilitar a organização de eventos culturais ou religiosos na antiga igreja.


Igreja de São Sebastião
O edifício foi construído na sequência de uma ordem do rei D. Sebastião, segundo a qual devia ser edificada, na entrada principal de cada localidade, uma igreja consagrada a São Sebastião.
A igreja terá sido provavelmente inaugurada em 1573, data em que aquele monarca visitou Monchique.
O monumento está situado no lado Sul da vila, e apresenta uma traçada exterior modesta, contrastando com o interior, que encerra um baldaquino e várias colunas fantasiosas, elementos que foram provavelmente retirados do Convento de Nossa Senhora do Desterro.
No altar, encontra-se uma imagem de Nossa Senhora do Desterro, do século XVII, também proveniente do convento.


A Vila de Monchique é abundante em fontes e chafarizes. Um pouco por todo o lado, é normal encontrar um ponto de água.
Nos dias de hoje, ainda existem 3 “tanques do povo” na vila.
Era nestes tanques que as lavadeiras antigamente iam lavar a roupa. Ainda é visível as pedras na qual lavavam.


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