Este breve livro foi concebido pelos alunos do Espaço MAIS da Escola Básica e Secundária de Vale do Tamel. Coletivamente, conseguimos dar asas aos nossos sonhos e partilhar aquilo que idealizamos e apreciamos. Ao longo desta jornada, sonhamos e exploramos a criatividade, procurando transmitir não só o conteúdo dos nossos sonhos mas também o amor e a paixão que dedicamos a cada palavra, imagem e ideia plasmada nestas páginas.

A AMIZADE
NUMA MANHÃ DE VERÃO, A CARLA, UMA MENINA DE 15 ANOS, LIGA À SUA AMIGA MARIA PARA IREM À FEIRA.
A MARIA FICOU MUITO FELIZ PORQUE GOSTAVA MUITO DE VER ROUPAS.
AS DUAS AMIGAS ANDAVAM PELA FEIRA DE BRAÇO DADO.
NUMA TENDA VIRAM UMA COLEGA DA ESCOLA A VENDER ROUPA, A LURDES.
A LURDES CONTOU ÀS COLEGAS QUE NÃO TINHA DINHEIRO E POR ISSO PRECISAVA DE AJUDAR A FAMÍLIA. AS COLEGAS SAÍRAM MUITO TRISTES.
NO DIA SEGUINTE, A MARIA E A CARLA ANDARAM SEMPRE COM A LURDES.
A MARIA FALOU COM O PAI PARA ARRANJAR UM TRABALHO AO PAI DA LURDES.
A LURDES JÁ NÃO PRECISAVA DE TRABALHAR, AGORA ESTUDAVA E BRINCAVA COMO AS COLEGAS.
A MARIA FICOU MUITO CONTENTE POR TER CONSEGUIDO AJUDAR A SUA AMIGA LURDES.
O GATO ABANDONADO
A GABRIELA ERA UMA MENINA QUE MORAVA NO PORTO. ESTA MENINA ERA MUITO SIMPÁTICA, EDUCADA, MEIGA E GOSTAVA DE AJUDAR OS OUTROS.
NUMA MANHÃ, A GABRIELA DECIDIU IR DAR UMA CORRIDA NA RUA. ELA ESTAVA NA “RUA BONITA”. É UMA RUA MUITO COLORIDA E CHEIA DE VIDA. ESTAVA A CORRER E DE REPENTE VIU UM GATINHO DENTRO DE UMA CAIXA. A GABRIELA OUVIU O GATO E PAROU DE CORRER. O GATO ESTAVA MOLHADO, CHEIO DE FRIO. A GABRIELA PEGOU NO GATINHO E PROCUROU ALGUMA FITA QUE TIVESSE O NOME DO GATO.
OLHOU EM VOLTA PARA VER SE ENCONTRAVA UMA PORTA ABERTA, QUERIA SABER SE O FOFINHO, NOME ESCOLHIDO PARA ELE, TINHA DONO. AS PORTAS ESTAVAM FECHADAS. A GABRIELA DECIDIU LEVAR O FOFINHO PARA CASA E ESPERAR QUE O DONO APARECESSE. PASSADO UNS DIAS, O GATO ESTAVA RECUPERADO E MUITO FELIZ COM A GABRIELA. DECIDIRAM VIAJAR ATÉ PONTE DE LIMA ONDE TINHA FAMILIARES. O FOFINHO FICOU ESTRANHO... FAZIA MUITAS TONTARIAS! SALTAVA, MIAVA, RODOPIAVA.
A GABRIELA FICOU PREOCUPADA E LEVOU-O AO VETERINÁRIO. QUANDO FALOU COM A VETERINÁRIA, DISSE-LHE QUE TINHA RECEIO QUE APARECESSE O DONO DO GATO. A VETERINÁRIA DESCANSOU-A, DIZENDO-LHE QUE PELAS CARACTERÍSTICAS DO GATO DEVIA VIVER NA RUA. O GATO TINHA UM PEQUENO PROBLEMA NO ESTÔMAGO, NA OPINIÃO DA MÉDICA, DEVIDO AO FACTO DE NÃO TER SIDO BEM ALIMENTADO. RECEITOU-LHE UNS MEDICAMENTOS E FEZ-LHES AS VACINAS PARA A IDADE DELE. A GABRIELA REGRESSOU A CASA MAIS FELIZ, PORQUE AGORA SENTIA QUE PODIA CHAMAR O FOFINHO DE SEU.
Os avós que viviam em Aveiro
A avó Maria e o avô Adriano moram ao pé do rio. O avô Adriano tem um barco moliceiro. Os avós gostam de passear de barco. Numa tarde de verão, foram assistir a um concerto de música romântica ao teatro Aveirense. Gostaram muito e quando terminou ficaram os dois à espera que a sala ficasse vazia e a sentir mais a música.
Quando estava totalmente vazia a sala, ouviram um barulho muito baixinho, levantaram-se e viram que debaixo da cadeira estava um gatinho. Pegaram no gato e foram de barco para casa, como faziam frequentemente antes que a maré subisse. Os dois foram para casa muito felizes e escolheram o nome de estrelinha para o novo habitante da casa.
No dia seguinte, acordaram com o gatinho na cama e sentiram que era importante terem um animal com eles em casa.

Vida de Medo
Era uma vez um menino israelita chamado Ari. Ele vivia em Jerusalém no centro da cidade. Estávamos no ano de 1948, e numa manhã o Ari estava na escola quando ouviu um grande estrondo.
Ele ficou muito preocupado e assustado porque não sabia o que tinha acontecido. Ari atravessou Jerusalém a correr ansioso para chegar a casa e saber se estava tudo bem com a família. A casa foi destruída, mas a família estava bem. Ari ficou muito feliz e abraçou os pais.
Afinal o que se passava…Estava a decorrer a chamada guerra árabe – israelita, também conhecida como guerra da independência.
A família de Ari fugiu para outro país distante chamado Chipre. Viveram durante muitos anos neste país, tentando esquecer o que tinham passado. Talvez um dia possam voltar ao seu país e encontrem a paz que tanto sonharam.
A Feira
Numa manhã muito cinzenta, no Inverno, uma família, a mãe, o pai e a filha de 5 anos foram ao campo da feira de Coimbra.
O pai chamava-se José, a mãe Mariana e a filha Diana. Os três estavam muito felizes, porque gostavam muito dos parques de diversão.
A Diana estava muito entusiasmada, mas confusa, pois não sabia a primeira diversão a experimentar. Na feira, havia carrinhos de choque, carroceis infantis, dragão, elásticos, boomerang e outras diversões. Muito entusiasmada resolveu subir para o dragão.

A feira cada vez tinha mais gente e a Diana saiu de junto dos pais e, de repente, deixou de os ver. Uma senhora com cerca de 30 anos aproximou-se da menina e ofereceu-lhe um chocolate. A menina toda contente começou a conversar com a senhora, sem se aperceber de que se aproximava do portão de saída.
Entretanto, os pais da menina estavam muito aflitos, porque com tanta gente não conseguiam ver a filha. Desesperados, viram dois polícias que andavam na feira e pediram ajuda. Os polícias pediram logo aos pais uma fotografia para poderem partilhar com todos os polícias que estavam na feira.
Os polícias que estavam num carro à entrada da feira viram a senhora com a menina da fotografia. Logo que tiveram oportunidade, bloquearam a senhora e prenderam-na.
Entraram em contacto com os polícias que estavam com os pais da menina para eles ficarem descansados. Logo que puderam, levaram a menina para junto dos pais que choravam desesperadamente.
A menina também se agarrou aos pais a chorar e pediu desculpa. Os pais abraçavam-na e pediram-lhe para não se voltar a afastar deles.
Mais tarde, quando se deslocaram à polícia, eles contaram que a senhora que tinha a menina pertencia a uma rede que raptava crianças.
Finalmente, os pais foram para casa, fizeram o jantar em família e após o jantar sentaram-se os três agarradinhos a verem um filme.
Magia na Floresta
Era uma vez um pintainho que vivia numa floresta encantada. Era um pintainho muito especial, porque tinha poderes mágicos. Na floresta onde ele vivia todos os animais conheciam os seus poderes. O rei de Portugal dessa altura ouviu falar naquele pintainho e mandou os seus soldados procurá-lo por toda a floresta.
O rato que vivia no castelo do rei correu até à floresta e avisou o elefante de que os soldados do rei estavam a caminho para levar o pintainho. O elefante ficou muito triste e zangado.


Ele decidiu fazer uma reunião com muitos animais.
Na reunião o elefante quis saber a opinião do leão, do macaco, da girafa sobre a hipótese do Pintainho, que tinha nascido na floresta, e era muito querido por todos, ir viver para o castelo do rei. Todos votaram que nunca deixariam sair o pintainho. Resolveram, então, que o iam esconder.
Os amigos da floresta criaram um esconderijo dentro de uma árvore.
Quando os soldados do rei vieram para levar o pintainho, não o conseguiram encontrar, procuraram uma tarde toda. No final, todos os animais fizeram uma festa.
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