
Projeto “Rostos, Lugares, Sons e Símbolos de ABRIL”
O Projeto “Rostos, Lugares, Sons e Símbolos de ABRIL” pretende destacar pessoas, locais e símbolos únicos da Revolução de Abril através de uma abordagem que conjuga o conhecimento deste momento único da nossa História com o poder e a representação da Arte. O referido projeto foi desenvolvido, pela turma A do 8.º ano, na disciplina de oferta complementar, Agir e Aprender. Elaboram-se cartazes digitais de mulheres que se destacaram na conquista da liberdade. – “Mulheres de ABRIL”. Pretendeu-se com o desenvolvimento deste projeto, subordinado ao tema aglutinador do Projeto Cultural de Escola "Viver... Abril" - 2023/2024, incentivar os alunos a refletir sobre a importância da liberdade, do exercício de uma cidadania ativa e do viver em democracia, enquanto valores fundamentais da vida em sociedade, incentivando-os à sua prática diária.



ÂNGELA
SIMPLES
Nasceu em Lisboa, na freguesia do Socorro, onde os seus pais moravam no Areeiro, onde passou a sua infância e adolescência. Aos 6 anos comecei a ficar doente e fiquei em casa, a partir dessa época comecei a ler. Estudou no Colégio do Sagrado Coração de Maria de Lisboa , onde fez o ensino primário até à conclusão do ensino secundário. Ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa , onde se licenciou em Ciências Histórico - Filosóficas . Depois de se licenciar, foi trabalhar para o Instituto de Investigação Industrial.
Dedicou-se à causa do feminismo tendo feito parte do Movimento Feminista de Portugal juntamente com as escritoras Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa , as Três Marias . Maria Isabel Barreno trabalhou no Instituto Nacional de Investigação Industrial, foi jornalista e Conselheira Cultural para o Ensino do Português em França e publicou 24 títulos, entre romance e investigação na área da Sociologia. A sua obra «O falso neutro: um estudo sobre a discriminação das mulheres no ensino», de 1985, permanece incontornável para o conhecimento e a denúncia da submissão das mulheres.
Feminista (comb)ativa, investigadora, escritora e ensaísta, Maria Isabel Barreno é, pois, um nome incontornável da literatura e da cultura em Portugal, tendo fundado, com Maria Teresa Horta, o Movimento de Libertação das Mulheres.
Exemplo de um livro de Maria Isabel Barreno: Novas cartas portuguesas
Resumo do livro: Manifesto contra todas as formas de opressão, reivindicativo dos direitos humanos, de conteúdo subversivo, político, mas também literário, transformando-se num símbolo contra a ditadura. A publicação em 1972 das Novas Cartas Portuguesas pôs em causa tradições, com efeitos sísmicos na sociedade.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Isabel_Barreno
https://www.infopedia.pt/artigos/$maria-isabel-barreno

DAVID ALVES

Aurora Rodrigues Magistrada do Ministério Publicou nasceu em Évora, era militante do MRPP, foi um dos muitos presos por delito de opinião no tempo da ditadura.
Foi submetido em sucessivos longos tempos, à tortura do sono, talvez até foi um dos estudantes mais brutalmente torturado pelo regime fascista. Foi presa dia 3 de maio de 1973 durante a ditadura. Aurora foi abordada pelo PCP para se tornar militante mas depois se juntou ao MRPP, no seguimento de ver o assassinato do investigador Ribeiro dos Santos. Aurora depois destes anos todos em 2009 escreveu um livro sobre antes do 25 de Abril e a tortura nas prisões da PIDE, o livro chama-se «Gente Comum - Uma História da PIDE» testemunho impressionante Numa edição instalada pela Associação Portuguesa de Mulheres Juristas e pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, o livro apresenta textos de enquadramento dos dois investigadores, que servem de introdução a um depoimento envolvente e marcante na pessoa primeira feita por este antifascista. porque existe a ideia de que só eram presos e torturados grandes políticos, esquecendo-se que também eram pessoas
comum, que era aquilo que eu era, sempre fui e ainda sou.
https://memoriacomum.org/presos/aurora-rosa-salvador-rodrigues
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aurora_Rodrigues

DIANA
MARQUES

Maria Alda Barbosa Nogueira filha de uma costureira de alfaiate e de um serralheiro mecânico, nasceu em 19 de março de 1923 em Alcântara. Andou na Escola da Tapada (Alcântara) e frequentou o Liceu D. Filipa de Lencastre. Militou no Socorro Vermelho Internacional, recolhendo géneros e roupas para os espanhóis, foi também Presidente da Associação Escolar durante vários anos. Aos 17 anos de idade Maria Alda Barbosa Nogueira entrou na Faculdade de Ciências onde concluiu a licenciatura em Físico-Químicas. Foi uma lua brilhante. Maria Alda Barbosa Nogueira ao mesmo tempo que participava nas lutas académicas também intensificou uma intervenção social e política, nomeadamente na Associação Feminina Portuguesa para a Paz. Em 1945 conheceu Maria Lamas e com ela o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas renasceu para um período apaixonante. Maria Alda Barbosa Nogueira sentiu necessidade de outras formas de luta, então em 1949 arriscada em entrar na clandestinidade e vai trabalhar na redação do «Avante!». Em 1957 Maria Alda é eleita membro suplente do Comité Central e em 1959 é presa e ficou presa até Dezembro de 1969. Foram nos primeiros dias de prisão que Alda imagina a primeira história infantil «A viagem numa Gota de Água.» uma escrita que corresponde à gravação do filho e de outras crianças. Já em liberdade condicional, mas sempre vigiada e perseguida, Maria Alda voltou à militância e encontrou-se na Bélgica com o estatuto de refugiada política aquando do 25 de Abril de 1974.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Alda_Nogueira
https://www.parlamento.pt/VisitaParlamento/Paginas/BiogAldaNogueira.aspx

DINIS
MARTINS

Maria Velho da Costa nasceu a 26 de junho de 1938 em Lisboa. Maria da Costa licenciou-se em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa, foi professora do ensino particular e também funcionária do Instituto Nacional de Investigação Industrial. Foi membro da Direção e Presidente da Associação Portuguesa de Escritores, de 1973 a 1978.
Foi também leitora do Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros do King's College, Universidade de Londres, entre 1980 e 1987. Desempenhou ainda funções na Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e no Instituto Camões.
O seu primeiro livro foi, “O Lugar Comum”, mas só após a publicação de Maina Mendes inauguraria na escrita contemporânea uma poética romanesca original.
Maria Velho da Costa recebeu vários prémios literários e ainda a Medalha Infante D. Henrique, em 9 de Junho de 2003 e a da Liberdade em 25 de Abril de 2011. Por causa disso foi reconhecida nacionalmente. Enfrentou a censura durante o fascismo e deu à Revolução de Abril.
https://www.wook.pt/autor/maria-velho-da-costa/13358
http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=9682

DINIS
MORGADO

Vera Lagoa, foi jornalista , cronista e empresária portuguesa. Foi a primeira locutora da televisão em Portugal . Foi a primeira jornalista a ser processada por um presidente da república.
Devido às prisões e deportações do seu pai durante a 1.ª República, Maria Armanda não teve oportunidade de obrigações os estudos para além da 4.ª classe da instrução primária , sendo que a cultura e os conhecimentos que depois adquiriu se deviam ao auxílio de amigos do seu pai e ao fato de ser autodidata . Devido às dificuldades financeiras de sua família, Maria Armanda começou um trabalho muito jovem, como secretária .
Foi a primeira locutora da RTP ao lado de Raul Feio na primeira transmissão experimental da RTP.
Foi casada com Francisco António de Gusmão Fiúza, José Manuel Tengarrinha e José Rebordão Esteves Pinto. Teve um filho do primeiro casamento, Armando Falcão de Gusmão Fiúza, e quatro netos: José Manuel Fiúza, Rita Fiúza, Pedro Fiúza e Clara Fiúza.
Morreu de ataque cardíaco, em 1996 , aos 78 anos.
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/vera-lagoa/

FERNANDO SANTOS

Maria Isabel Augusta Cortes Do Carmo, que nasceu no Barreiro, 12 de Setembro de 1940.
Licenciada e doutorada em Medicina, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Coordenou o Estudo de Prevalência da Anorexia Nervosa nos Distritos de Lisboa e Setúbal.
Foi fundadora da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia e da Sociedade Portuguesa de Diabetologia e fundadora da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade.
Iniciou a sua carreira como médica assistente do Hospital de Santa Maria, sendo hoje Professora Associada com Agregação da Universidade de Lisboa.
Maria Isabel Augusta Cortes Do Carmo, tem um filho e uma filha(Isabel Lindim, Sérgio André do Carmo Antunes).
https://pt.wikipedia.org/wiki/Isabel_do_Carmo

GABRIEL NÓBREGA

Em 1966 Helena Roseta ingressou na licenciatura em arquitetura na Escola Superior de Belas Artes. Em 1966 pela qual se licenciou em 1971 Iniciou a sua carreira junto de Nuno Portas, com quem colaborou primeiro no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, e depois no seu atelier. Colaborou também com os arquitetos Maurício de Vasconcelos e Bruno Soares, na recuperação de bairros clandestinos, e com Sebastião Forninho Sanchez, num projeto hospitalar.
Em 1986 Helena Roseta decidiu apoiar Mário Soares para presidente da república e que a levou a abandonar o PSD.
Em rotura com o PS Helena Roseta candidatou-se para presidente da Câmara Municipal de Lisboa, em 2007 conseguiu a eleição como vereadora.
Em 2013 o movimento de cidadãos por Lisboa renovou o seu acordo obrigatório do PS para as eleições autárquicas desse ano, conseguindo eleger dois vereadores e seis deputados municipais e um deles sendo Helena Roseta, como cabeça de lista do PS na condição de independente, que foi a lista mais votada nas eleições autárquicas de 2013, foi eleita presidente da Assembleia Municipal de Lisboa para o mandato até 2017.
Foi cooptada para o conselho geral da Universidade do Minho em 2013, assim tendo renunciado ao mandato em 2014.
Helena Roseta apesar de ser presidente da Câmara Municipal de Lisboa trabalhou num programa de televisão chamado Sic Notícias.
Helena Roseta Congresso PS Habitação - YouTube
Helena Roseta – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

ISABELA GARECA

Luísa Tito de Morais nasceu em 1942 e foi jornalista.
Tinha um irmão e uma irmã, o seu pai era Manuel Tito de Morais que era dirigente do MUD (Movimento de Unidade) e um dos fundadores do Partido Socialista, por isso Luísa desde cedo a política está presente em sua vida.
Com apenas 16 anos, Luísa aderiu ao Partido Comunista Português (PCP) e também participou nas lutas dos estudantes dos liceus.
Em 1961 – depois de ficar retida em Paris quando se dirigiu para o Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, em Moscovo – passou vários anos no exílio. Primeiro em Paris, depois em Praga, depois na Checoslováquia, e, finalmente, na Argélia. No fim, esteve 9 anos em exílio e finalmente em 1970, já com um filho, ela voltou clandestinamente para Portugal, mas em 1972 abandonou a clandestinidade e passou a desenvolver atividade política legal.
https://www.museudoaljube.pt/doc/luisa-tito-de-morais/

JOÃO
ALVES

Maria Barroso era filha de Alfredo José Barroso, de Alvor, em Portimão, andou no oficial do Exército, e de sua mulher Maria da Encarnação Simões. Era tia paterna do jornalista e político Alfredo Barroso e tia mãe do diretor de cinema Mário Barroso.
Na sua adolescência interessou-se pelo teatro e pelas artes, o que a levou-a, a frequentar o Curso de Arte Dramática da Escola de Teatro do Conservatório Nacional. Terminou esse curso em 1943. Estreou-se em 1944, no teatro a “pastora perdida e da velha gaiteira”. A partir daí muitos teatros fizeram principalmente na área de poesia que era o que ela mais gostava.
Formada em ciências na Universidade de Lisboa, Maria Barroso também pertence ao ensino, anteriormente um Colégio e à intervenção política, foi a única mulher fundadora do Partido Socialista. Ajudou também a Cruz Vermelha.
No ano de 1968 Maria Barroso acompanhava o seu marido (Mário Soares) que estava em São Tomé onde foi impedido de trabalhar no ensino. Passado algum tempo Marcello Caetano permite que Maria Barroso volte para Portugal e controle a gestão do seu colégio.
Passado um ano (1969) Maria Barroso candidatou-se a deputada da CEUD, no momento liderada por seu marido, onde se envolveram alguns elementos católicos e monárquicos envolvidos na oposição. Passado algum tempo participou no congresso da oposição democrática, sendo a única mulher a participar na sua abertura. Foi das poucas pessoas (7) um eleitor contra a Ação Socialista Portuguesa contra Mário Soares e o seu marido.
No 25 de abril elegeram Maria Barroso como deputada da Assembleia da República. Em 1986 Mário Soares torna-se Presidente da República, Maria Barroso torna-se Primeira Dama de Portugal (17 primeira-dama), Maria Barroso foi primeira dama durante 10 anos (1986-1996).
Passado algum tempo Maria Barroso foi para Moçambique onde criou 2 movimentos, em 1990, criou o Movimento de Emergência e criou a Associação para o Estudo e Prevenção de Violência.
Em 1995, ofereceram-se contra o racismo, a xenofobia, o antissememtismo e a exclusão social. Passados dois anos, casou-se com o cargo de presidente da instituição Cruz Vermelha. Maria Barroso faleceu com 90 anos de idade em 2015 (7 de julho) no Hospital onde era Presidente Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava em estado grave, graças a uma queda que a deixou com coma no mesmo dia.
www.rtp.pt/noticias/galeria/pais/a-vida-de-maria-barroso-em-imagens_842749
https://observador.pt/2015/07/07/morreu-maria-de-jesus-barroso/

JOSE
LEITE

Maria Antónia de Assis dos Santos Palla e Carmo, conhecida por Maria Antónia Palla.
É uma jornalista e feminista portuguesa, é uma das primeiras mulheres jornalistas em Portugal.
Foi distinguida com o grau de comendadora da Ordem da Liberdade. Frequentou o Liceu Francês em Lisboa.
Trabalhou em diversos jornais, revistas e televisão, destacando-se no tratamento de temas culturais e sociais. Em 1968 integrou com Margarida Silva Dias e Maria Armanda Passos o
primeiro grupo de mulheres jornalistas a serem admitidas por concurso na redação do Diário popular, após Maria Maria Virgínia Aguiar ter pertencido por um breve período editorial, sendo forçada a abandoná-la por ter engravidado.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Ant%C3%B3nia_Palla
https://antena2.rtp.pt/em-antena/cultura/maria-antonia-palla-11-a-13-dezembro-23h00-2/

LEONOR
GONÇALVES

Maria Helena Martins dos Santos Pato nasceu em 19 de abril de 1939 e atualmente encontra-se viva.
Esteve no exílio durante 3 anos e se juntou ao Partido Comunista Português em 1962, tendo sido militante até 1991.
Em junho de 1967 foi presa pela PIDE pelo seu envolvimento na criação do Movimento Democrático das Mulheres, esteve presa na cadeia de caxias em isolamento e foi submetida à tortura do sono.
Em 1970 foi colocado pela primeira vez como professor de matemática no Liceu Gil Vicente.
Foi presa política durante o Estado Novo e uma das fundadoras do Movimento Democrático das Mulheres.
Desde 2013 é autor da página Antifascistas da Resistência.
Helena Pato – Museu do Aljube
Helena Pato – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)
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