Título: Conto do príncipe condenado à morte.Texto adaptado de :
Grimberg, Carl – História Universal, 1,
Lisboa, Publicações Europa América, 1965, pp. 133-136.
This book was created and published on StoryJumper™
©2014 StoryJumper, Inc. All rights reserved.
Publish your own children's book:
www.storyjumper.com


Conto do príncipe condenado à morte
Os mais antigos contos do mundo...


Era uma vez, no Egipto, um faraó que
não tinha filhos. Sentia-se muito triste
por isso e pediu aos deuses que lhe
enviassem um filho. Depois de algum
tempo foi-lhe dado um filho. Vieram
as fadas vê-lo no seu pequenino berço
e, logo que viram o bebé, disseram:
«O seu destino é morrer por causa de
um crocodilo, ou de uma serpente, ou
de um cão.»

Quando o faraó ouviu este presságio, teve medo pelo pequeno
príncipe e resolveu levá-lo para um lugar onde nada lhe pudesse
acontecer. Mandou portanto fazer, para ele, um castelo em pleno
deserto. Alguns servidores de confiança receberam o encargo de
conseguir que a criança nunca deixasse o castelo. O príncipe
cresceu, portanto, com toda a tranquilidade e segurança na sua casa
do deserto.


Mas, um belo dia, o jovem príncipe viu um
homem seguido de um galgo que nunca o
deixava. E perguntou a um dos seus
criados: «Que animal é aquele que segue o
seu caminho atrás daquele homem?» «É
um galgo», respondeu o servidor. Então o
jovem príncipe ordenou: «Faz que eu
tenha também um cão.» O servidor foi
ter com o faraó e transmitiu-lhe as
palavras do jovem príncipe. O faraó
disse-lhe: «Arranja um cãozinho e leva-o
a meu filho, para que o seu coração se não
entristeça!» O príncipe recebeu assim um
cãozito, que cresceu juntamente com ele.


Mas quando o rapazinho se tornou um
robusto jovem, cansou-se de viver
encerrado na sua maravilhosa casa e enviou
um correio a seu pai com esta mensagem:
«Por que razão me encerras tu aqui? As
fadas predisseram o meu destino. Deixa-me
ao menos gozar um pouco da vida! Os
deuses atuam como lhes parece
conveniente!»
O faraó acedeu ao desejo de seu filho, deu-
lhe um cavalo, um carro e toda a espécie de
armas e disse-lhe:
«Vai onde quiseres!"





O príncipe dirigiu-se primeiro para a fronteira oriental do império
e daí seguiu, através do deserto, em direcção ao norte, sempre
seguido do seu fiel cão. Chegou finalmente à Mesopotâmia.



O rei que reinava neste país tinha uma
única filha, de estonteante beleza, e
havia mandado construir um palácio para
ela num rochedo escarpado, à altura de
50 metros.
Em seguida convocara todos os príncipes
da Síria e dissera-lhes: «Aquele que
puder chegar à janela de minha filha
recebê-la-á em casamento.» Então todos
os jovens príncipes instalaram a sua
tenda nos arredores do castelo da bela
princesa e todos os dias tentavam trepar
até à sua janela. Mas nenhum o conseguiu
- a rocha era muito alta e escarpada.


Mas num dia em que, como de costume,
tentavam a sua sorte chegou o príncipe
do Egipto com o seu cavalo e o seu cão.
Os outros príncipes saudaram o altivo
cavaleiro e perguntaram-lhe de onde
vinha. Como preferisse esconder que
era filho do faraó, respondeu: «Sou
filho de um oficial egípcio: Minha mãe
morreu, meu pai voltou a casar. Minha
madrasta detesta-me e obrigou-me a
deixar a casa.» Os jovens príncipes
convidaram então o recém - vindo a
juntar-se a eles.


Contaram-lhe a razão
por que tentavam
escalar a rocha. Em
face disto, o
estrangeiro quis
também tentar a sua
sorte. E - oh surpresa!
-chegou à janela da
princesa. Quando esta
o viu, ficou tão
encantada com a sua
bela aparência que o
abraçou e beijou.


Quando o rei soube que um dos jovens tinha sido
bem sucedido na prova exigida, perguntou, antes de
mais nada, de que príncipe se tratava. E o
mensageiro respondeu: «O vencedor não é um
príncipe, mas o filho de um oficial egípcio a quem
sua madrasta expulsou da casa paterna.» O rei
ficou indignado e disse: «Então hei-de dar a minha
filha a um fugitivo egípcio? Mandem-no para a
terra dele!» Mas, quando os mensageiros quiseram
ordenar ao jovem que partisse, a princesa apertou-
o contra o peito e disse: «Por Amon Rá! Se o
quiserdes levar, nunca mais comerei nem beberei.
Deixar-me-ei morrer.»

You've previewed 11 of 18 pages.
To read more:
Click Sign Up (Free)- Full access to our public library
- Save favorite books
- Interact with authors

- < BEGINNING
- END >
-
DOWNLOAD
-
LIKE(3)
-
COMMENT()
-
SHARE
-
SAVE
-
BUY THIS BOOK
(from $3.59+) -
BUY THIS BOOK
(from $3.59+) - DOWNLOAD
- LIKE (3)
- COMMENT ()
- SHARE
- SAVE
- Report
-
BUY
-
LIKE(3)
-
COMMENT()
-
SHARE
- Excessive Violence
- Harassment
- Offensive Pictures
- Spelling & Grammar Errors
- Unfinished
- Other Problem

COMMENTS
Click 'X' to report any negative comments. Thanks!