



Naquele dia de sol abrasador, algo inesperado aconteceu na savana onde o rei da selva impunha as suas regras. Era a sua majestade que todos temiam, tal era o seu rugido que ecoava por todo o espaço. A imensidão do lugar contrastava com um silêncio absoluto... Havia uma quietude perturbadora onde árvores de grande porte, adornadas por uma vegetação rasteira, permaneciam adormecidas. As formigas, cautelosamente, saíram das tocas e, incrédulas, observaram o rei da selva imóvel, colado ao tronco de uma árvore gigantesca. Que teria acontecido a sua majestade? O que teria causado tal situação? O mais extraordinário foi o que avistaram no céu azul: um objeto de forma circular a que os humanos chamavam relógio. Seria esse objeto o responsável pela paragem do leão? Era o momento de averiguar...

Numa tarde nublada de Verão, na praia dos Patarecos, várias espécies de patos divertiam-se no mar. O pato-real , o maior de todos, teve a brilhante ideia de flutuar numa prancha de surf, pois não queria desperdiçar energias, era o seu dia de descanso e queria usufruir das suas férias merecidas. As ondas eram enormes e os restantes patinhos, com a sua grande capacidade de flutuar, deslizavam nas ondas como bailarinos. O ambiente era agradável, o calor fazia-se sentir e de longe ouvia-se o sino da igreja a anunciar a missa do Pato.

Que belo local para experimentar a minha guitarra nova. Praia, calor, ondas, surfistas... Vou-me esmerar para dar um belo concerto! Espero que, desta vez, ninguém fuja.


O leão que vivia numa savana, espaço aberto e com vegetação rasteira.
Este rei da selva apresentou uma grande juba de cor castanha-escura, o que mostra a idade avançada deste felino, um porte magistral e uns olhos pequenos, todavia, expressivos.
Certo dia, este enorme felino, decidiu fazer uma viagem para o exterior da savana. Pensou levar uma pequena mala de cor castanha e material rico. Mas para quê levar uma mala? Nada tinha para transportar... E como sair da savana?
Iria a pé?
Decidiu verificar como era a paisagem ao longo. S
Subiu a um velho tronco de uma árvore e viu que era um mundo sem fim.


Um belo dia a Patanisca, a pata grande, apareceu na praia com sua ptrancha de surf e sua guitarra. Patanisca desejava surfar, mas os patinhos não a deixavam pois queriam mergulhar, saltar, brincar,naquele dia de sol e calor. Patanisca estava ficando muito irritado com a presença de todos. Patanisca teve a ideia de tocar uma música na sua viola em cima da prencha de surf. Porém as ondas do mar não a deixavam brilhar, naquele momento. à beira-mar, o rapaz, era o nadador salvador daquela praia e olhou, fixamente para a patanisca. A maré estava irritada. A praia ficava cada vez mais pequena, as ondas chegavam perto dos prédios e das palmeiras. A torre do relógio tocou as horas. Todos fugiram das ondas do mar, menos a patanisca.
Num belo dia, fui à praia observar o mar e apanhar sol!
Nesse mesmo dia, estava uma imensidão de pessoas nas barracas e outras nas toalhas deitadas na areia, umas de biquíni outras de fato de banho. Ao longe, avistei um pescador nos rochedos a pescar peixe, onde havia muitas algas. Mesmo junto ao mar, havia um grupo de crianças com chapéus na cabeça a apanhar conchas, a construir castelos de areia e a fazer poças de água.
As crianças divertiam-se felizes e contentes!
Maria Lopes
05/2024
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