
O que foi o 25 de Abril
O 25 de Abril foi uma revolução que aconteceu em Portugal graças há ditadura que havia na altura. O ditador dessa altura era liderado pelo Antónia de Oliveira Salazar
As pessoas mais reconhecidas do 25 de abril de 1974
-Salgueiro Maia
-Marcello caetano
-Celeste Caeiro
-António Spinola
-Mário Soares
-Zeca Afonso
-Joaquim Furtado
Salgueiro Maia
O rosto dos capitães do exército que provocaram o 25 de Abril, Salgueiro Maia nasceu no Alto Alentejo e fez parte de uma companhia dos comandos na Guerra Colonial. O descontentamento nas Forças Armadas com o governo era evidente e o golpe estava a ser preparado desde 1973. Foi neste ano que as reuniões clandestinas começaram mas antes de tudo dar certo, deu errado. O Levantamento das Caldas, a 16 de Março de 1974, falhou mas o mesmo não aconteceu com o grupo liderado por Maia. Sereno e firme, o membro da Escola Prática de Cavalaria (EPC) foi quem escoltou Marcelo Caetano ao avião que o transportaria para o exílio no Brasil.
Marcelo Caetano
Depois de Salazar, Marcello Caetano foi o senhor que se seguiu na cadeira do Conselho de Ministros. A chegada ao poder do professor universitário, que esteve muito perto de ser o padrinho de Marcelo Rebelo de Sousa, o atual presidente da república, fez com que o Estado Novo se abrisse um pouco mas não da forma como todos os portugueses ansiavam. O descontentamento era impossível de parar e a Revolução dos Cravos trouxe a democracia de volta ao país e fez com que Marcello Caetano saísse do país em direção ao Brasil, local onde morreu com 74 anos.
Celeste Caeiro
Esta pequena florista, de apenas um metro e meio e filha de mãe espanhola, foi a responsável pelo nome que a revolução ganhou. Os militares apanharam nas armas, os políticos fizeram a transição democrática, os jornalistas deram voz e relataram os acontecimentos mas foi ela e os seus simples cravos, as únicas flores que tinha e que colocou nas armas dos militares que estavam no Chiado, que deram nome ao golpe que ia acabar com várias décadas de uma ditadura que era pouco simpática com os filhos de pais solteiros, que era o seu caso. Foi a distribuir flores vermelhas e brancas que entrou para os livros de história.
António Spinola
O antigo General era um militar brilhante que participou na Guerra Colonial, em Angola, e foi governador militar da Guiné-Bissau. Spínola era um defensor da ideia federativa, bem ao estilo dos Estados Unidos, com os estados de África a ficarem com “alguma” autonomia mas não independência total perante Portugal. Em 1973, de volta a metrópole, foi convidado por Marcello Caetano, para a pasta do ultramar, cargo que recusou, por não aceitar a posição que o governo tinha para as colónias. Em 1974, foi a si que Caetano entregou o poder antes de partir para a Madeira. Foi presidente interino até às eleições de 30 de Setembro desse ano.
Mário Soares
Um dos senadores da democracia portuguesa, ao lado de nomes como Álvaro Cunhal (PCP) e Freitas do Amaral (CDS-PP), Mário Soares foi o fundador do partido socialista e um acérrimo antifascista. Tendo estado isolado no estrangeiro, poucos dias após o 25 de Abril voltou a Portugal num comboio especial. Começava assim uma carreira política que o levava às cadeiras de primeiro-ministro e de presidente. A sua campanha eleitoral, feita contra Freitas do Amaral, fez o país dividir-se em dois pólos e Álvaro Cunhal “engolir um sapo”, ao pedir aos comunistas votar num socialista. A primeira vez que os dois espectros políticos se aproximaram.
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