Livro elaborado em colaboração com a Biblioteca Escolar António Bento Franco, no âmbito da Formação Diário de escritas: práticas transdisciplinares com a Biblioteca.

O Perigo do Tempo
Há muito, muito tempo atrás, um jovem cavalo ganancioso subia uma
interminável montanha, esperando, um dia, chegar ao topo.
Horas, dias, e até semanas passavam, mas o jovem cavalo não desistia de tentar alcançar o impossível.
Chovia copiosamente, quando, um dia, o cavalo finalmente viu o topo da montanha.


Havia uma gruta, escura e sem fim. À frente desta, um relógio brilhante e dourado permanecia num tronco de madeira. O nosso sujeito, maravilhado, correu rapidamente em direção ao relógio, apanhando-o, e dizendo:
- É meu, é finalmente meu! O incrível relógio de que toda a gente fala é meu!



De repente, a gruta estremeceu como se houvesse um terramoto, mas uma voz densa e profunda, vinda da gruta, murmurou:
- Foste corajoso e paciente.
Subiste esta montanha,
Sem uma única vez hesitar.
Agora, com este relógio podes ficar.
Mas não, este jovem cavalo ganancioso não tencionava usar este relógio para o bem, mas antes para o mal.
Enquanto pausava, retrocedia e avançava no tempo, roubava e manipulava as pessoas, ficando cada vez mais rico e poderoso.
Um dia, passando por um Sábio, ouviu o que ele disse:
- Não tens sido um bom animal.
Apenas tens destruído e espalhado o mal.
Agora um enorme castigo merecerás,
Pois numa estátua de mármore te transformarás.
O jovem cavalo ali ficou, pasmado, a olhar para o Sábio.
- Mas o senhor não pode fazer…
- Cala-te! - ordenou o Sábio.
- Mas e se…
- Cala-te! - continuava.
- Mas, mas…
- Cala-te! Agora vais pagar pelo mal que fizeste!


Com um estalar de dedos e umas palavras mágicas, rapidamente o Sábio transformou o cavalo na mais bela e pura estátua de mármore.
O Sábio pegou no relógio que, entretanto, tinha caído das patas do cavalo, retrocedendo no tempo e impedindo o jovem cavalo de fazer todo o mal que causara.


Naquele momento, restava-lhe apenas construir uma lápide em frente à estátua de mármore do ganancioso cavalo, contando esta maravilhosa história, para que sempre que alguém a lesse, soubesse que, se formos gananciosos e más pessoas, nunca seremos recompensados.
Trabalho realizado por:
Ary Silva, Miguel Moreno e Lucas Zeferino
O gato que trouxe sabedoria ao reino
Era uma vez um rei e uma rainha que vivia num palácio grandioso de mais de dez andares e três torres tortas felizes.
Porém, certo dia, começaram a sentir-se solitários naquele palácio gigante e tiveram então a ideia brilhante de adotar um gato para companhia.








Mal o gato chegou ao palácio, desatou a correr como um raio e só depois de muitos dias o rei e a rainha se habituaram ao comportamento rápido e imprevisível do novo companheiro.
Certa vez, enquanto o rei discutia com o mordomo sobre os negócios do reino, que iam mal, ouviu-se um barulho grande de algo a cair no chão.





Ao investigarem, perceberam que o bichano tinha tropeçado num punhal de ouro. Estranhamente, assim que tropeçou, o gato começou a falar e, surpreendido, correu até ao rei e exclamou:


Meu rei, ajude-me! O que faço agora?



Perguntou o gato com medo do que vinha a seguir.
O rei, na mesma hora, ficou claro de susto.
Já a rainha, com um brilho de esperança nos olhos, apercebeu-se do potencial da nova habilidade do gato e surgiu logo nos negócios do reino. Então teve a brilhante ideia de testar sua inteligência e deu-lhe um teste de matemática que ele, para surpresa de todos, resolveu corretamente.






O rei ficou outra vez estupefacto. Então, a partir desse dia, o gato começou a tratar das contas com a rapidez e a precisão que ninguém esperava, fazendo prosperar o reino.
E assim, graças à sabedoria inesperada do felino, o rei, a rainha e o gato viveram felizes para sempre.
Trabalho realizado por:
António Ferreiro
Gabriel Aleixo
Salvador Spencer
O Diabo e a Poção
Era uma vez um diabo perigoso e rezingão que vivia numa gruta na floresta. Todos os animais tinham medo de passar pela sua frente.
Um dia, o diabo encontrou uma bebida mágica que estava perto da gruta e, como estava com muita sede e queria poder, bebeu-a até a última gota. O que ele não sabia é que a poção o faria esquecer de quase tudo o que sabia.



Certo dia, o diabo perdeu-se da sua casa e acabou dentro de um lago onde um peixe tímido morava. O peixe com muito medo, mas sabendo da amnésia do diabo, decidiu arriscar e ajudá-lo a encontrar a sua gruta.
Durante o regresso , o diabo foi-se lembrando do trajeto, porém algumas dificuldades surgiram como um corvo bisbilhoteiro que lhes deu pistas falsas e árvores densas que lhes ocultavam o caminho.







Juntos em cada obstáculo vencido, foram fortalecendo laços, pois o diabo tinha-se esquecido de que era perigoso e começou a apreciar a coragem do Peixe.
Quando finalmente encontraram a gruta, tiveram uma surpresa que era outra poção do esquecimento. O peixe hesitou em beber, bebeu um pouco, porém o diabo, como sabia que era outra poção mágica, tirou-a da boca do peixe e engoliu o resto, e como os dois beberam, ambos se esqueceram da sua jornada e das dificuldades passadas e cada um seguiu o seu caminho e nunca mais se encontraram.




Trabalho Realizado por:
Diogo Lourenço nº5
Francisco Martins nº7
Miguel Oackes nº16
Os anéis do poder
Era uma vez três irmãos que eram inseparáveis, andavam o dia todos juntos. Um certo dia, estavam a andar pelo jardim da casa deles tranquilamente quando, de repente, viram um coelho azul a saltitar no meio da relva e, curiosos pelo estranho aspeto do coelho, seguiram-no.







Andaram de um lado para o outro, à procura do coelho no lindo jardim, cheio de árvores, de flores e de animaizinhos escondidos em todos os recantos, mas, mesmo assim, não conseguiram encontrar o coelho de orelhas grandes e de cor azul .
Desiludidos por não o terem descoberto, a meio da tarde decidiram fazer uma pausa.







Estavam sentados no sofá, quando um deles exclama:
-Olhem! Olhem! Ele está ali.
Os três irmãos saíram de casa rapidamente
e seguiram-no devagarinho para não o assustar. Inesperadamente, o irmão mais velho encontrou uma chave de ouro onde, anteriormente, encontrara o coelho. Todavia, ficaram os três muito intrigados, pois não tinham visto o coelho com nenhuma chave.
-O que é que esta chave abrirá? - Perguntou o irmão do meio.







Procuravam saber desesperadamente o lugar onde a chave encaixava e, depois de imenso tempo à procura, viram um monte de pedras que rodeavam um espaço de terra, onde estava desenhado um X.
Escavaram e encontraram uma caixa velha, onde colocaram a chave, e abriram-na. Lá dentro havia três anéis mágicos. Eles sabiam que se os utilizassem, ficariam imortais, pois tinham lido num livro acerca da magia dos anéis. Porém, ao usá-los, como consequência esquecer-se-iam do que é ser humano e, por isso, depois de muito pensarem, concordaram que iriam enterrá-la no mesmo sítio onde a tinham encontrado.











Trabalho realizado por:
Laura Soares N.º11
Maria Casuccio N.º15
Salvador Jorge N.º18
O Anão e a Águia encontram um tesouro
Havia em certo reino um jardim com muitas flores e muitos pássaros onde vivia um anão, que era o guardião do jardim e que tinha uma águia, que na maioria das vezes o sobrevoava.
A águia era sua companheira pois, com sua visão aguçada, ajudava-o a proteger o local de intrusos.


Um dia, a águia estava no seu dia a dia normal e avistou uma luz bem forte de cor roxa. Sentiu curiosidade e foi ver o que era.
Quando chegou lá, viu que era um chapéu mágico, mas, como era bem curiosa, levou-o para mostrar ao anão, só que o que eles não esperavam é que dentro do chapéu houvesse um segredo que não podia ser revelado.
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