
Era uma vez uma rapariga com 13 anos, chamada Sarah. Ela tinha várias amigas, e cada uma delas tinha namorado. Ela era a única do grupo que estava sozinha. As amigas dela gozavam com ela e diziam:
-Tens de arranjar alguém! És a única do grupo que não tem ninguém! Não podes “ficar sempre só a olhar!”
Um dia Sarah estava a jogar “Cooking Fever” e nesse jogo apareceu um anúncio de namoro; então ela pensou:
-Se isto for verdade, eu vou arranjar um namorado e assim eu também vou ter um, como as minhas amigas, e elas não vão mais gozar comigo.

Tens de arranjar alguém!
Não podes ficar sempre "só a olhar"!
Então instalou e registou-se na aplicação. Esta precisava dos dados para ver quem era mais parecido com ela. Deu logo de caras com um rapaz muito giro, então foi ver o perfil dele. Viu que o rapaz chamava-se Afonso e tinha 14 anos. Começaram a conversar bastante, até que o Afonso lhe disse para falarem por WhatsApp, pois seria mais fácil. Sarah aceitou imediatamente e deu-lhe o número de telemóvel.


Num piscar de olhos, Sarah recebeu uma mensagem com o mesmo número que o Afonso lhe tinha dado, que dizia:
-Olá Sarah, sou o Afonso, este é o meu número!
Sarah respondeu-lhe rapidamente:
-Olá Afonso, agora podemos falar melhor! Ha ha!
Passou-se um mês desde que eles começaram a falar, e então Afonso pediu-a em namoro. É claro que ela aceitou! Ela estava muito contente e muito apaixonada por aquele web-namorado!
Pouco tempo depois, Afonso perguntou-lhe se eles não se podiam encontrar. A Sarah respondeu imediatamente que sim, mas tinha de ser às escondidas, porque os seus pais nem sabiam que ela namorava. Se descobrissem iriam proibir os dois de namorar. Seguidamente, combinaram tudo: onde e quando iria ser o encontro.

Dois dias depois, a Sarah disse aos pais que ia dormir à casa da melhor amiga, a Mariana. Como elas já eram amigas há muito tempo, os pais deixaram-na ir, sem desconfiarem de nada. Chegando a casa da amiga, Sarah contou-lhe tudo sobre o rapaz e sobre o encontro. A amiga ficou espantada pois ainda não sabia de nada, mas apoiou-a. Como os pais da Mariana estavam a viajar, seria ainda mais fácil encobri-la para os pais não descobrirem.

O encontro foi marcado para as sete e meia da noite, numa rua deserta para que ninguém descobrisse.
Já eram sete e quarenta e cinco e ninguém chegava. De repente apareceu uma carrinha, toda preta, com duas pessoas vestidas de preto também. Ela olhou e parecia ser um homem e uma mulher. Desceram da carrinha e muito rapidamente, sem ninguém perceber, raptaram a Sarah. Ela tentou pedir ajuda, mas eles taparam-lhe os olhos e a boca e empurraram-na para dentro da carrinha.


Desesperada e assustada, Sarah acabou por desmaiar.
Chegaram a um sítio, onde havia uma casa abandonada, no meio do nada. Quando Sarah acordou, estava sozinha, presa numa cadeira, num quarto escuro. Tentou pedir ajuda, mas a boca estava tapada.
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