
Quando acordou, o céu estava da cor da areia molhada. O relógio estava parado nas 3h33 e, estranhamente, todos os objetos da casa tinham mudado ligeiramente de lugar. Na porta, um envelope azul-escuro trazia apenas uma palavra escrita a tinta dourada: “Escolhe”.
Sofia abriu o envelope com cuidado e dentro havia um mapa brilhante, com duas setas coloridas. Uma apontava para uma floresta encantada onde os animais falavam e as árvores dançavam. A outra levava a uma cidade feita de doces, com nuvens de algodão doce e casas de chocolate.
No fim do mapa, uma frase dizia:
“Escolhe um lugar para visitar, mas só podes ficar lá até ao pôr do sol!”
Com um sorriso no rosto e o coração batendo rápido, Sofia pegou na mochila, calçou suas galochas verdes e escolheu…
Mas assim que passou pela porta, ouviu uma vozinha rindo:
— Vamos ver se fizeste a escolha certa, Sofia!

Com o coração a palpitar, peguei no envelope. O papel era liso e frio sob os meus dedos, e o dourado da palavra "Escolhe" brilhava de forma inquietante. Hesitei por um instante, observando a porta como se ela pudesse dar-me alguma pista. O que teria de escolher? E quem teria deixado esta mensagem enigmática?
Rasguei cuidadosamente a extremidade do envelope e retirei o que estava dentro. Não era uma carta, mas sim duas pequenas chaves idênticas, presas a um pedaço de cartão onde se lia: "A porta da frente ou a porta de trás. A escolha é tua, e só uma te levará ao que procuras." Um arrepio percorreu-me a espinha. O que procurava? E que perigo espreitava por detrás da escolha errada?
O Enigma das Duas Chaves
A casa parecia reter a respiração, silenciosa e expectante. Olhei para as chaves, indecisa. A da frente, com o seu trinco de bronze polido, parecia prometer uma saída para o mundo exterior, para a segurança do conhecido. A de trás, mais pequena e oxidada, talvez escondesse um caminho para o desconhecido, para o coração do mistério.
Decidi-me pela porta da frente, a esperança de encontrar respostas lá fora a sobrepor-se ao medo do desconhecido. A chave deslizou na fechadura com um clique seco, e a porta abriu-se para um beco escuro e húmido. O céu, da cor da areia molhada, pairava sobre mim como uma mortalha. Tinha feito a escolha certa? Ou o verdadeiro enigma apenas começava agora?
O sussurro das 3 horas e 33 minutos
Quando abriu o envelope, encontrou duas pequenas chaves douradas e um bilhete com letras de uma caligrafia perfeita: “Uma abre o que foste. A outra, o que podes vir a ser. Escolhe antes do amanhecer.”

Miguel, que vivia sozinho desde o estranho desaparecimento do irmão gémeo, há exatamente cinco anos, sentiu um arrepio na espinha. Não era possível… A data coincidia!
Percorreu a casa toda, tentando recordar se alguma coisa lhe poderia dar uma pista, mas tudo parecia mergulhado numa névoa muito densa. Às 4h11, o espelho do corredor começou a embaciar-se, revelando uma imagem: ele e o irmão, crianças, a brincar no sótão da casa dos avós.
Com as mãos trémulas, Miguel segurou as duas chaves. A primeira levava-o ao passado, talvez para desfazer o erro que levara o irmão. A segunda, prometia um novo futuro, sem memórias, sem dor. Escolheu.
Ao inserir a chave na fechadura do armário antigo, a casa estremeceu — e o tempo também.
Cristina Cravino
O X marca o lugar do Tesouro...
Dentro, havia uma chave antiga e um pequeno bilhete com um mapa desenhado à mão. A linha do mapa terminava num X sobre a cave da casa — uma divisão selada desde que se lembrava. Ao descer as escadas, o silêncio era tão espesso que parecia abafá-lo. A porta da cave, que antes não tinha fechadura visível, agora exibia uma ranhura onde encaixava perfeitamente a chave.
Rodou-a. Um estalido ecoou como um trovão surdo. A porta abriu-se, revelando uma sala iluminada por luz âmbar. No centro, duas caixas. Uma preta, outra branca. Entre elas, uma inscrição no chão: “O que escolheres esquecerás; o que recusares, manterás para sempre.”
Após longos minutos, escolheu a caixa branca. No instante em que a tocou, sentiu um calor no peito e tudo à sua volta desvaneceu. Acordou novamente no quarto, o relógio a marcar 7h00, tudo no lugar.
Mas não se lembrava do próprio nome...
Laurinda vivia sozinha desde que o irmão desaparecera há três anos pelo que nunca deixava nada fora do lugar! Tremendo, abriu o envelope. Continha uma fotografia dela e do irmão, na cave, mas, estranhamente, só ela envelhecera. No verso, a frase: “Verdade ou Vida?”
Descalça e curiosa, desceu à cave. Uma porta que nunca existira... Uma chave no chão...
A mensagem era clara: entrar, saber o que acontecera ao irmão ou destruir o envelope, esquecendo tudo.
Girou a chave e, inesperadamente, entrou numa caverna mergulhada em penumbra. Num recanto, o irmão, Leopoldo, petrificado. Uma voz familiar ecoou melancolicamente: “Trocámos os teus anos pelos dele.”
Laurinda percebeu, então, que o irmão fora salvo à custa do seu próprio tempo de vida. Escolher saber significava aceitar o fardo de viver no lugar dele… ou quebrar o ciclo...
É a chorar que ela abraça o irmão e desaparece.
Quando ele abre os olhos, a casa está igual. Está sozinho e o relógio marca 3h33m.
Era bom se fosse verdade!

Quando Sofia acordou, tudo à sua volta estava estranhamente diferente: o relógio parado nas 3h33m; vários objetos fora do lugar habitual, qual ambiente estranho pairando no ar! Na porta, um envelope misterioso de cor azul onde estava escrita apenas uma palavra a dourado: "ESCOLHE". Sofia, ainda atónita e trémula, pegou no envelope e abriu-o perplexa, sem saber o seu conteúdo. No envelope estava escrito: Afinal a tua gata, a Kénya ainda está viva, mas sempre podes arranjar outra gata. Sofia disse emocionada: "Sem dúvida alguma: quero a minha querida gatinha de volta." Bruno Miguel, seu irmão entrou no quarto e chamou: "Sofia, acorda! Já são 7h45m. Deveria ter sido realidade, mas foi apenas um sonho!
O Espelho das Escolhas
Sofia abriu um bilhete dourado: “Segue o teu reflexo ou atravessa a sombra”. Um espelho antigo apareceu num canto; na parede oposta, uma porta negra entreabriu-se, soltando um ar frio. Lembrou-se de um sussuro em sonhos: “O espelho revela o teu passado; a sombra o teu destino”. Hesitante, olhou para o espelho e viu uma criança na praia. Era ela. Depois, virou-se para a porta, de onde vinha uma risada distante. Tocou na maçaneta gelada e murmurou: “Comecem, então, as verdadeiras escolhas”. Ao empurrar a porta, viu do outro lado um campo de trigo — e nele, andava a sua cadela Molly, um eco feliz da infância.
Graciette Sousa

A Missiva
Misteriosa
Ensonada e ainda um pouco tonta por ter despertado de forma tão abrupta, Luísa pega no envelope, lê a frase e fica assustada. Olha em redor e todos os móveis da sua sala estavam fora do seu lugar habitual.
A velha mansão de família em que vivera toda a sua vida tinha móveis centenários, pesados, antiguidades valiosas que pertenciam à sua família há muitos, muitos anos. Um arrepio percorreu-lhe o corpo… Como é que isto aconteceu? Como foi possível? Tudo estava fora do seu lugar habitual, menos uma coisa: o seu telefone vintage, uma relíquia do início das telecomunicações.
Com uma curiosidade digna do detetive Hercule Poirot, atravessou a sala em direção ao telefone. Debaixo dele encontrou mais uma pista: outro envelope azul-escuro. Abriu-o avidamente para ver o que continha… novamente uma carta, mas desta vez ainda mais assustadora. A mensagem era intrigante e soava a ultimato: Escolhe ou arrepender-te-ás amargamente!
O Mundo Mágico
Mas como é possível? Eu vi mesmo essa mensagem... e agora o que faço? Estou confusa..., pode ser uma brincadeira, mas...aquilo despertou-me curiosidade. Saí de casa com a ideia clara de desmistificar a situação. Percorri várias ruas e vielas sem destino definido, até me encontrar numa floresta sombria e gélida. Aí percebi que estava perdida...nunca tinha estado lá e já não sabia sair dessa encruzilhada. Contudo, continuei a caminhar em direção ao desconhecido. eu tinha que descobrir algo que me permitisse descodificar tal enigma!
Até que finalmente vi algo que me despertou curiosidade, uma luz muito forte, cor de laranja que veio em minha direção. Fiquei assustado, mas ao mesmo tempo confiante e apressadamente entrei nessa luz e senti-me como que levitasse e entrasse num mundo colorido e cheio de magia. Tinha esquecido tudo o que procurava e agora estava mesmo prestes a viver uma grande aventura! Tinha entrado num mundo mágico, onde a magia estava mesmo ali, pronta para vivê-la.




Gui viajou na máquina do tempo?
Gui acordou meio atordoado. O relógio do telemóvel tinha parado nas 3h33m. O livro do Harry Potter? Desapareceu! Uma robot dourada começou a falar docemente: sou a Eva e trago-te esta mensagem dourada: "ESCOLHE". Eva, escolho o quê? Eva explicou: eu controlo a máquina do tempo. Podes viver no passado, no futuro ou no presente.
Animado o Gui respondeu: quero ir para o dia 21 de junho de 2024. Fiz dez anos e nesse dia e ganhei bué de cenas! Gui sentiu que o corpo recuou e chegou à sua festa. Sem emoções novas, Gui cansou-se rapidamente. Gritou: quero ir para o futuro! Gui sentiu que o seu corpo avançava. Chegou a uma sala com robots dourados. Deram-lhe um cristal dourado. Assustado berrou: quero ficar no presente!
"Levanta-te Gui." Era a voz da mãe. O relógio marcava 7h e um cristal brilhava na mão do rapaz. Gui viajou no tempo?
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