Para Alana,
Obrigada por passar esse ano conosco, esperamos que você goste.
Com muito amor,
Cristiane, Thábata e Maria Alice

Era uma vez, em um mundo mágico, uma garota que possuía um brilho especial dentro de si. Ela sabia que o brilho estava lá, mas ainda não conseguia vê-lo e tinha a sensação de que ninguém podia ver também.

















Certo dia, ela vagava sozinha pela floresta encantada. A menininha estava se sentindo triste, pois desejava brilhar tanto quanto todos no mundo mágico.





A garotinha começou a perguntar para si mesma:
— Por que eu não consigo brilhar como os outros?
De repente, ela ouviu risadinhas suaves ecoando entre as árvores.
Curiosa, ela olhou e viu três Fadinhas mágicas.
Elas se aproximaram devagar, sorrindo com ternura.
— Não fique triste — disse uma fadinha. — Somos suas amigas mágicas.
— Viemos te ajudar a encontrar o brilho que vive dentro de você — completou outra fada.
















As fadinhas levaram a menina para explorar a floresta encantada.
A menina observava animais coloridos e de vários tamanhos: esquilos que brilhavam com pequenas faíscas, pássaros com penas cintilantes e até criaturas mágicas que surgiam entre as árvores.
— Olhe ao seu redor — disse uma das fadinhas — todos têm um brilho especial, assim como você.
A menina começou a conversar com os animais e seres mágicos, rindo e brincando com eles.
A cada risada, sinta seu próprio brilho crescer dentro de si, tímido no começo, mas cada vez mais forte.































Enquanto a menina brincava com os animais da floresta, um rugido profundo ecoou entre as árvores. Um dragão apareceu, suas escamas refletindo a luz do sol que atravessava a copa. Seus olhos eram grandes e curiosos, observando tudo ao redor.
A menina engoliu em seco, mas sentiu uma estranha calma ao perceber que o dragão não parecia querer machucá-la.
Ela se moveu devagar, e os animais à sua volta seguiram.



















Com um suspiro, ela deu alguns passos em sua direção. O dragão inclinou a cabeça, como se a convidasse a se aproximar sem medo.
Ela ofereceu timidamente a mão e a estendeu, sentindo que, apesar de sua força imensa, o dragão não era seu inimigo.
Era somente uma presença poderosa, que ela pudesse conhecer e aprender a conviver.
A menina viu, então, que algumas coisas grandes e assustadoras não desaparecem. Mas talvez, apenas talvez, possamos aprender a caminhar ao lado deles.

















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