

O Silêncio da Montanha
Há muito tempo atrás, nas montanhas mais altas da terra, vivia um jovem dragão chamado Fulgor.
Seu fogo brilhava forte e quente, iluminando as noites frias.
Mas, um dia, quando Fulgor tentou soltar uma labareda…
...nada saiu.
Onde está minha chama??
Fulgor tentou, e tentou.. e novamente — nem uma fumacinha.
Sentiu o peito apertar, o coração pesado.
“Sem meu fogo, quem sou eu?” — Fulgor pensou baixinho.
O Eco da Tristeza
Nas cavernas, o eco devolvia suas perguntas.
O dragão não entendia o que estava sentindo.
Uma lágrima escorreu — o coração de Fulgor não entendia nada.
O Encontro com Brisa
Vendo que seu amigo Fulgor andava diferente, Brisa, sua amiga coruja, foi convrsar com Fulgor:
“Você não perdeu o fogo, Fulgor. Ele só está escondido.” Disse Brisa.
“Mas onde?”, perguntou o dragão.
“No lugar onde moram os sentimentos.”


O Vento das Emoções
Brisa o levou até o Vale dos Sussurros.
Lá, o vento falava palavras que Fulgor nunca tinha ouvido:
“Alegria... tristeza… medo… saudade… curiosidade…”
Eram tantas palavras que ele não conhecia!!!
O dragão então percebeu que cada sopro fazia seu peito esquentar um pouquinho.
Alegria
Tristeza
Medo
Saudade
Curiosidade
Raiva
Surpresa
Vergonha
Coragem
AMOR
Calma
Insegurança
Esperança
As Lágrimas que Queimam
Fulgor chorou — não de raiva, mas de alívio.
As lágrimas caíram, e onde tocavam, nascia calor.
“Então o fogo mora aqui dentro?”, perguntou.
Brisa acenou: “Sempre morou.”

O Abraço da Lua
Naquela noite, Fulgor olhou para o céu.
A Lua parecia sorrir:
“Nem todo brilho vem do fogo." - pensou Fulgor - "Às vezes, vem do coração.”
E naquela noite, o dragão adormeceu em paz, sentindo-se inteiro.
A Nova Chama
Ao amanhecer, Fulgor respirou fundo.
Não saiu uma grande labareda — apenas uma faísca.
Mas era suficiente para acender o dia.
Seu fogo voltara, leve e gentil.
O Fogo das Palavras
Desde então, Fulgor aprendeu a soltar seu fogo de outras formas:
com palavras, com risadas, com abraços.
Descobriu que cada emoção é muito importante e que todas tem seu lugar e sua vez de acontecer.
Um Novo Brilho
Agora, sempre que se sente triste, Fulgor fecha os olhos e respira.
O fogo se acende de novo — devagar, no ritmo do seu coração.
E a montanha brilha outra vez.


- < BEGINNING
- END >
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