Livro feito nas disciplinas de Português e TIC

Tudo começa quando eu vou à biblioteca solicitar um livro, porque andava a precisar de ler e descontrair a mente. Mas eram tantos livros, tantas opções de temas, eu estava confuso. Depois de muito procurar, interessou-me um livro cujo título era “Um Dia” de Morris Gleitzman.

Eu requisitei-o e, mal cheguei a casa, senti-me logo no sofá e comecei a ler. Logo nas primeiras três folhas percebi que Félix, o personagem principal, não teve uma infância muito boa. Os pais colocaram-no num orfanato e prometeram em lágrimas que quando tornassem a ter o supermercado estável. O orfanato onde ele estava não era dos melhores, bem pelo contrário, a melhor comida que eles tinham era sopa, batata podre ralada e um bocadinho de cenoura, mas era só mesmo um bocadinho, porque uma cenoura lá dava para 63 crianças, 8 freiras e 1 padre.
Após ler 20 páginas, decidi parar, finalmente estava a ficar de noite e eu no dia seguinte tinha escola. Então, pousei o livro e fui dormir. No dia seguinte, num intervalo, tornei-me à biblioteca para fazer umas tarefas que os professores tinham mandado para casa e parei-me com ele. Sim, o Félix Salanger, personagem da história que começará a ler. Ao início fiquei surpreso, mas ao mesmo tempo, preocupado porque sabia dos problemas que ele enfrentava no orfanato, então me dirigiu a ele e quis-lhe se estava tudo bem, ele disse que não tinha muito tempo para falar, pois tinha fugido do orfanato e veio para a biblioteca-se porque não queria ficar lá mais tempo nenhum. O que ele mais queria era encontrar seus pais e viverem felizes como eram antes, mas também tinha medo de ser encontrado pelos militares, pois estava vivenciando a Segunda Guerra Mundial.
Eu fiquei confuso, não sabia se aquilo era real, se estava a dormir ou se eram alucinações, pois estava a conversar com um ser de um livro, não uma pessoa real. Mas no meio daquela confusão imensa, decidi ajudá-lo a fugir do orfanato, e não foi encontrado pelos militares e encontrar os seus pais. Naquela noite, disse-lhe para dormir em minha casa, porque lá estava seguro pois no bairro onde moro, nunca teve nenhuma confusão a não ser quem ia ficar com a bola feita de meias e de fita cola. Ele aceitou e me agradeceu muito por passar lá a noite.
No dia seguinte, a minha mãe preparou-nos um pequeno-almoço delicioso, panquecas com mel e um copo de leite de iogurte com frutos tropicais. Ele adorou, há três anos e oito meses que não tomava um pequeno-almoço sem ser restos de pão que havia pelo chão e umas formigas que estavam dentro. Eu emprestei-lhe uma roupa minha e levei-o comigo para a escola dizendo que ele era um aluno novo que veio da Polónia. Ele aprendeu várias coisas, como por exemplo “ Hello !” ou o que eram as orações coordenadas, que ele pensava que era cântico da igreja
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