SUMÁRIO:
António Lobo Antunes
Natália Correia
Agatha Christie

António Lobo Antunes
Biografia
António Lobo Antunes (Lisboa, 1 de setembro de 1942) é um dos mais relevantes escritores portugueses contemporâneos. Formado em Medicina, especializou-se em Psiquiatria e exerceu a profissão durante vários anos, incluindo o período em que serviu como médico militar em Angola — experiência decisiva que marcou profundamente a sua vida e a sua obra.
A estreia literária deu-se em 1979 com o romance Memória de Elefante, a que se seguiram títulos como Os Cus de Judas e Conhecimento do Inferno, obras que lhe trouxeram imediato reconhecimento. A sua escrita, de linguagem densa, poética e fragmentada, mergulha em temas como a guerra, a memória, a morte, a doença, o amor e as complexas relações familiares.
Ao longo da carreira publicou dezenas de romances e crónicas, traduzidos em várias línguas e distinguidos com inúmeros prémios nacionais e internacionais, entre eles o Prémio Camões (2007), o mais prestigiado da literatura em língua portuguesa.
Reconhecido como um dos grandes nomes da literatura mundial, António Lobo Antunes é frequentemente apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

Sugestão de leitura da tua Biblioteca Escolar
Sôbolos rios que vão
Sinopse:
Entre os últimos dias de março e os primeiros de abril de 2007, após uma cirurgia que o deixou suspenso entre a vida e a morte, o narrador desperta num território de dor e vertigem, dominado pela anestesia e pelos remédios. Nesse limiar incerto, regressam-lhe em fragmentos dispersos as figuras que moldaram a sua existência: os pais e os avós, a vila onde correu em criança, a serra que lhe revelou os segredos da natureza, os amores que o elevaram e os desamores que o feriram. Como um rio que jamais interrompe o seu curso, a memória arrasta-o pelas humilhações da doença, pelo sopro gelado da morte e, ao mesmo tempo, pela voz insistente da vida que ainda o reclama.
Inserida nas comemorações do nascimento de Camões, a obra encontra no poema camoniano Redondilhas de Babel e Sião a inspiração para o seu título, evocando a imagem do rio como metáfora da própria vida, que corre, inevitavelmente, até ao mar.

Natália Correia
Biografia
Nasceu nos Açores em 1923 e aos 11 anos desloca-se para Lisboa. Foi jornalista no Rádio Clube Português e colaborou no jornal Sol. Ativista política: apoiou a candidatura de Humberto Delgado; assumiu publicamente divergências com o Estado Novo e foi condenada a prisão com pena suspensa em 1966, pela «Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica».
Deputada após o 25 de Abril, fez programas de televisão destacando-se o “Mátria” que apresentava o lado matriarcal da sociedade portuguesa.
Fundou o bar “Botequim”, onde cantou durante muitos anos, transformando-o no ponto de reunião da elite intelectual e política nas décadas de 1970 e 80.
Organizou várias antologias de poesia portuguesa como “Cantares dos Trovadores Galego-Portugueses” ou “Antologia da Poesia do Período Barroco”.
Natália Correia foi uma versejadora de êxito, uma mulher carismática com uma vida social intensa, não fez concessões à mediania e notabilizou-se por uma vasta obra intelectual.

Sugestão de leitura da tua Biblioteca Escolar
Não percas a Rosa
Sinopse:
No dia 25 de abril de 1974, nas «horas entusiásticas» da alvorada revolucionária, Natália Correia iniciou um diário com o propósito de «viver a festa e simultaneamente relatá-la». Não Percas a Rosa é esse registo vivo e testemunhal das glórias e misérias que agitaram o país até 25 de novembro de 1975, mas é também a exaltação visionária de uma Revolução ainda por cumprir: a do Espírito, simbolizado na mística rosa branca.
A obra é enriquecida com fotografias de época, captadas por José António Correia, e com reproduções dos manuscritos originais, que lhe conferem a intensidade de um documento histórico e a beleza de um manifesto poético.
Trata-se de uma obra cuja relevância se renova no âmbito das comemorações do cinquentenário do 25 de abril.

Agatha Christie
Biografia
Agatha Christie (Torquay, 1890 – 1976), nascida Agatha Mary Clarissa Miller, trabalhou como enfermeira e assistente de farmácia durante a Primeira Guerra Mundial, experiência que lhe proporcionou o conhecimento sobre venenos usado em muitos dos seus enredos. Casada com o arqueólogo Max Mallowan, acompanhou-o em viagens e escavações, das quais retirou inspiração para a sua obra.
Autora de cerca de 300 títulos — entre romances policiais, contos, peças, poesia, documentários, autobiografia e seis livros sob o pseudónimo Mary Westmacott — tornou-se a grande referência do género policial. Foi distinguida como Commander of the British Empire (1956) e, em 1971, com o título de Dame pela Rainha Isabel II.
Conhecida como a Rainha do Crime, deixou um legado traduzido em mais de cem línguas, tornando-se a autora mais publicada do mundo, apenas atrás da Bíblia e de Shakespeare. Em 2000, foi considerada a Melhor Autora de Policiais do Século XX, e a série protagonizada por Hercule Poirot recebeu o título de Melhor Série Policial do século.

Sugestão de leitura da tua Biblioteca Escolar
Um Crime no Expresso do Oriente
Sinopse:
Preso numa viagem pelo lendário Expresso do Oriente, bloqueado pela neve nos Balcãs, um homem é encontrado morto na sua cabine. Entre os passageiros está o famoso detetive Hercule Poirot, que se vê diante de um enigma em que todos têm segredos, motivos e possíveis culpas. Num dos seus casos mais célebres, Poirot enfrenta um crime magistralmente planeado e um desfecho absolutamente inesperado.


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