
Desaparecimento das Prendas de Natal
Numa bela noite de Natal, algumas pessoas estavam na ceia e outras já a dormir, quando o Pai Natal passou por todas as casas a deixar os presentes. No dia seguinte, quando as crianças foram abrir as prendas, elas não estavam lá. Isso foi um grande problema, pois as crianças ficaram tristes.
Então isso foi uma missão para os três Superes, a Eva, o Petter e o João: descobrir onde estavam as prendas. Quando começaram já tinham pistas, pois haviam prendas espalhadas no chão das ruas. Seguiram essas pistas e foram dar a um rio cheio de jacarés.
A sorte deles foi que os jacarés estavam a dormir e começaram a caminhar com pezinhos de lã. De repente, eles acordaram e, por isso, os Superes tiveram de correr muito. Quando os despistaram continuaram a seguir o trilho dos presentes.
Mas, tiveram de passar por mais uma grande aventura: atravessar um caminho cheio de silvas. Com muito cuidado, fizeram o caminho. Mas, a Eva picou-se e a sua sorte é que eles andavam sempre prevenidos, pois tinham um kit de primeiros socorros na mochila e, com a pinça, retiraram os espinhos.
Não havia mais trilho de presentes, então tiveram de continuar o caminho sozinhos. De repente, anoiteceu e não conseguiam ver nada. Cada um seguiu um caminho.
Na base subterrânea, uma pessoa misteriosa ouviu passos, que eram do Petter, e ativou o botão de segurança. E, BOM!!! Os que erraram o caminho caíram na armadilha posicionada, a Eva caiu na sala do labirinto e o João na sala das portas coloridas. Já o Petter foi travado por lasers.
O João tinha de escolher a porta certa. Mas, tinha dez portas e dessas só cinco estavam corretas. Da primeira porta que abriu vieram mini robôs e ele atacou-os logo para se defender. Quando conseguiu derrotá-los, abriu outra porta. Dessa porta não veio nada, então seguiu em frente e entrou. A meio do caminho, apareceram leões. Assustado, ele voltou para trás. A Eva estava a terminar o labirinto, mas ouviu um grito:
- Alguém me ajuda!!! - gritou bem alto o João.
- Cheguei para te ajudar. - disse a Eva.
E, juntos conseguiram derrotar os leões. Depois pensaram e escolheram a porta preta e branca.
- Ai que medo! Parece que vai acontecer alguma coisa má! - exclamou a Eva, muito assustada.
- Também estou com muito medo! - disse o João, a tremer.
Abriram a porta e de lá de dentro saíram confetes pretos e brancos. Logo de seguida, escutaram uma voz grossa:
- Acertaram a porta, estas cores são as minhas favoritas!!! Há, há, há, há!!! - exclamou a pessoa misteriosa.
- Mas, não acabou por aqui… - disse ele novamente.
O João e a Eva entraram e viram uma escada. Subiram e encontraram o Petter.
- Ainda bem que não vos aconteceu nada! Não sei o que seria sem vocês! – disse o Petter, assustado.
Os Superes ficaram abraçados por alguns momentos. Depois de um dia recheado de aventuras, foram descansar.
No dia seguinte, acordaram com dor nas costas e a resmungar:
- Não descansei nada! – berrou o João.
- Ontem foi um dia tão cansativo, que nem consegui dormir. – disse a Eva, sonolenta.
- Ai, dói-me tanto as costas! – disse o Petter
Nesse dia, ainda à procura dos presentes, os pais estavam preocupados porque não sabiam deles e foram procurá-los. A mãe dos Superes, muito preocupada, disse:
- Onde andam os meus meninos? Acho que não os vamos encontrar.
- Não digas isso! – respondeu o pai.
Procuraram-nos no parque, na praça, no café e no restaurante. Voltaram para casa sem esperanças, tristes e a chorar.
Entretanto, na floresta, o João perguntou:
- Como vamos passar pelos lasers?
- Não sei. – respondeu o Petter
- Já andei na ginástica, por isso pode ser que eu consiga passar! – exclamou a Eva.
Passou como se nada fosse e desativou os lasers.
- Boa Eva! – disseram os dois, felizes.
Quando continuaram o caminho, viram que tinha uma enorme montanha. Essa montanha era muito perigosa, pois se caíssem dela ficavam gravemente feridos. Mas, com algum medo, lá foram eles. Depois de tanto subir, chegaram ao topo. Porém, não sabiam como iam descer. Entretanto, o Petter teve uma ideia:
- Vamos deslizar como se fosse um escorrega!
E lá escorregaram todos alegres, a pensar que aquilo era um escorrega. No entanto, não acabou por aqui porque a aventura seguinte era andar de canoa. Quando começaram estava tudo tranquilo, até que foram contra uma cascata. O barco virou e eles afundaram. Passado algum tempo, conseguiram voltar à superfície.
- Estamos todos encharcados! – disse o João, chateado.
- Estou com muito frio. – disse a Eva, a tremer.
- Isto estava para correr tudo mal! – resmungou o Petter.
Passado algum tempo começou uma enorme tempestade, mas encontraram um abrigo. Bateram à porta e ninguém abriu. Então entraram e depois de alguns minutos começaram a escutar barulhos. Eles estavam numa mansão assombrada.
Olharam para trás e viram muitos monstros. Saíram a correr para debaixo de uma árvore. Quando a tempestade parou continuaram à busca dos presentes.
- Meu Deus, devíamos ter visto que aquilo era uma mansão assombrada! – disse a Eva, com medo.
- Até fiquei arrepiado! – disse o João, assustado.
- Aqueles monstros eram assustadores! – disse o Petter, muito assustado.
De repente calaram-se porque ouviram a pessoa misteriosa:
- Pensavam que ia ser fácil chegar à minha base! Terão de passar por mais um desafio! Se errarem a fita, são eliminados! Há, há, há! Têm vinte minutos para chegarem à minha base senão toda a cidade será inundada.
O João agarrou a fita preta porque era a cor favorita da pessoa misteriosa e puxou-a. Já a Eva teve o mesmo pensamento e puxou a branca.
- Estão os dois errados! Vocês estão eliminados. – disse a pessoa misteriosa.
Depois foi a vez do Petter que, nervoso, olhou para cima e viu as respostas. Então ele puxou a fita certa. A pessoa misteriosa ficou irritada e mandou-os para uma sala secreta através de uma armadilha. Nessa sala teriam de derrotar clones dele.
No entanto, eles eram muito espertos e sabiam que aqueles clones eram robôs. Então pegaram em água e atiraram para todos. Quando os derrotaram viram que abriu uma porta. Entraram e foi dar ao esgoto.
- Aqui cheira muito mal! – disse a Eva, com nojo.
Depois de tanto caminhar pelo esgoto encontraram uma sala com pin. O Petter, com o seu relógio, descobriu o pin, digitou e a porta abriu. Viram que era a sala da pessoa misteriosa. Quando ele se virou viram que era o Dr. Doofenhmirtz. Rapidamente, o Petter tentou agarrá-lo, mas o Dr. Doofenhmirtz lançou-o contra a parede.
- Ninguém magoa os meus amigos! – gritou a Eva.
A Eva agarrou o doutor e o João amarrou-o. Depois foram ver se o Petter estava bem.
- Estás bem, Petter? – perguntou o João.
- Sim. Vamos pegar nas prendas e ir embora. – respondeu o Petter.
- Mas precisamos de ligar à polícia! – disse a Eva.
Ligaram à polícia para levarem o Dr. Doofenhmirtz. De seguida, pegaram nas prendas e correram lá para fora. O ladrão ficou a resmungar de eles terem pegado as prendas que nem eram deles. E falou com ar de bravo:
- Vai haver vingança!
Quando os Superes chegaram a casa estavam muito cansados e foram ter com os pais.
- Mãe! – gritaram os três de felicidade
- Filhos! Onde é que vocês andaram? – perguntou a mãe.
- Foi uma longa história. – respondeu o João.
- Vamos ver o pai. – disseram eles.
- Olá pai! – falaram os três.
- Olá meus meninos! Eu e a vossa mãe estávamos preocupados. – disse o pai.
Depois a polícia ligou-lhes a dizer que tinha apanhado o Dr. Doofenhmirtz. Quando anoiteceu e todos foram dormir eles passaram por todas as casas e deixaram os presentes. No dia seguinte quando as crianças acordaram viram os presentes e ficaram todos felizes.
Fim
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