A evolução dos barcos ao longo do tempo. Toda a sua evolução e todas as suas modificações
neste pequeno livro.
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Desde os tempos mais remotos, os barcos têm sido
usado para transporte de curta distância. Evidências
circunstanciais, como um primitivo acampamento da
Austrália de mais de 40 mil anos, e descobertas em
Creta datadas de 130 mil anos. Sugerem que barcos têm
sido usado desde a Idade da Pedra. Considera-se que os
primeiros barcos tenham sido as canoas de tronco. Os
mais antigos barcos descobertos por escavações
arqueológicas são canoas de tronco de 7.000-10.000
anos atrás.


Jangada:
A forma da jangada incorpora uma série de interessantes
avanços da ciência artesanal neolítica - que realizava
experimentos diretos, nos materiais e a partir dos
fenômenos presenciados, em "projetos de pesquisa"
totalmente guardados na memória dos artesãos.


Caravela:
A caravela foi aperfeiçoada durante os séculos XV e XVI.
Tinha inicialmente pouco mais de 20 tripulantes. Era uma
embarcação rápida, de fácil manobra, capaz de bolinar e
que, em caso de necessidade, podia ser movida a remos.
Com cerca de 25 m de comprimento, 7 m de boca
(largura) e 3 m de calado deslocava cerca de 50
toneladas, tinha 2 ou 3 mastros, convés único e popa
sobrelevada. As velas latinas (triangulares) permitiam-lhe
bolinar.


Barco Rabelo:
O barco rabelo passou a ter a sua identidade bem
definida, a partir de 1792, quando a Companhia Geral da
Agricultura das Vinhas do Alto Douro, publicou os alvarás
e mais documentos que se relacionavam com a notável
instituição pombalina.Actualmente, com uma actividade
diferente, os rabelos são utilizados na famosa regata do
São João aquando das festas populares da cidade do
Porto, passeios no rio Douro e outras iniciativas para
recordar os seus tempos de glória.


Lancha poveira:
A lancha poveira é um género específico de barco
caracterizado por um casco largo e leme de grande
profundidade, havendo diferentes lanchas com diferentes
dimensões, aspectos e faina. Estas têm dimensões que
vão de entre 4 a 5 até 13 a 14 metros de comprimento. A
enorme vela de pendão era o seu principal meio de
propulsão, ocasionalmente aliado por um conjunto de
remos. A grande vela feita de lona tinha feitio trapezoidal.


Varino:
O varino era um género de embarcação antiga de
transporte de carga, popular no século passado, icónico
no Tejo. Tinha um casco bojudo e pesado, de 20 a 25
metros, como uma fragata, mas era considerado mais
belo e grandioso ornamentalmente. Tinha um latino
quadrangular e uma ou duas velas de estai apoiadas
numa vela que apontava ligeiramente à ré.


Falua:
Da família dos varinos e fragatas a Falua é uma
embarcação que transportava normalmente carga e
passageiros entre as duas margens do rio Tejo.
Existiam faluas de um e dois mastros que armavam
latinos bastardos como os caíques. Esta embarcação
muito rápida e veleira media aproximadamente entre 14 e
15 metros de comprimento e tinha uma tripulação de dois
ou três homens.

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"Evolução dos barcos"
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