Dedicado à: Professora Filipa Araújo
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Barco é um artefato construído por um ser humano, capaz de flutuar e se
deslocar sobre a água que envolve vários princípios da física e da geometria
bem antes de Arquimedes os antigos compreendiam a importância da
relação entre o peso e deslocamento, as transformações de energia e cedo
perceberam a utilidade da física aplicada nesse tipo de transporte.
Toda construção feita de madeira, ferro, aço, fibra de vidro, alumínio ou da
combinação desses e de outros materiais, com uma forma especial, servindo
para transportar, pela água, pessoas ou cargas é sinônimo de embarcação e
designada de vários modos em diversas culturas. Adaptado a vários tipos de
propulsão, cedo na história se percebeu que este meio de locomoção
oferecia muitas vantagens.
A Invenção do Barco e os Materiais utilizados

Jangada refere-se, entre outros significados, a uma embarcação de madeira
utilizada por pescadores artesanais da Região Nordeste do Brasil.
A forma da jangada incorpora uma série de interessantes avanços da ciência
artesanal neolítica - que realizava experimentos diretos, nos materiais e a partir
dos fenômenos presenciados, em "projetos de pesquisa" totalmente guardados na
memória dos artesãos.
Em especial sua vela triangular envolve uma série de efeitos avançados,
relacionados à dinâmica dos fluidos. Também conhecida como "vela latina", ela
permite navegar contra o vento, aproveitando a diferença de pressão do ar, que se
forma entre sua "face externa" (aquela que se torna convexa pela pressão interna
do vento) e sua "face interna" (aquela que se torna côncava, lado em que se posta
o navegante). As grandes embarcações também usaram a vela latina, mas de
modo limitado, pois o seu emprego bem sucedido depende crucialmente da
presença do navegante, que deve estar atento aos movimentos do vento: as
diferenças de pressão são ativamente manipuladas por todo o tempo de navegação
contra o vento. Os mesmos princípios são usados para manter os aviões no ar,
graças à geometria de suas asas.
Jangada
A jangada é feita, tipicamente, com 8 troncos: 4 no centro (chamados de
"meios"), 2 seguintes, dispostos simetricamente (chamados "mimburas",
palavra de origem tupi), e 2 externos, chamados de "bordos". Os 4 troncos
mais centrais (meios e mimburas) são unidos por cavilhas de madeira mais
dura. Já os troncos de bordo são encavilhados nos mimburas, de modo a
ficarem um pouco mais elevados.
Como Fazer uma Jangada

NauNau é denominação genérica dada a navios de grande porte com
capacidade de 200 pessoas, até o século XV usados em viagens de grande
percurso. Em vários documentos históricos a nau surge com a denominação
de nave (do latim navis), termo utilizado quase sempre entre 1211 e 1428.
Opõe-se-lhe o termo embarcação, aplicado a barcos de menores
proporções, utilizados em percursos pequenos. Que foi muito utilizada em
meados do século XV e XVI.
Durante a época dos Descobrimentos, houve uma evolução dos tipos de
navio utilizados. A barca, destinada à cabotagem e pesca, era ainda
utilizada ao tempo de Gil Eanes, quando, em 1434, dobrou o Cabo Bojador,
e seria sucedida pela caravela.


Nau(Continuação)Concretamente, na Baixa Idade Média, mais precisamente entre o
século XIII e a primeira metade do século XV, as naus, ainda
tecnicamente longe daquilo que seriam nos Descobrimentos, serviam
essencialmente para transportar mercadorias que provinham dos
portos da Flandres, no norte da Europa, para a península Itálica, no
mar Mediterrâneo, e vice-versa.
À época de Fernando I de Portugal as naus desenvolveram-se em
termos náuticos e multiplicaram-se de forma assinalável em
Portugal. Devido à pirataria que assolava a costa portuguesa e ao
esforço nacional de criação de uma armada para as combater, as
naus passaram a ser utilizadas também na marinha de guerra. Nesta
altura, foram introduzidas as bocas-de-fogo, que levaram à
classificação das naus segundo o poder de artilharia: naus de três
pontas (100 a 120 bocas) e naus de duas pontas e meia (80 bocas).
A capacidade de transporte das naus também aumentou, alcançando
as duzentas toneladas no século XV, e, as quinhentas, no século
seguinte.

Um barco a vapor é uma embarcacao propelida por um motor a vapor que
aciona rodas de água (um conjunto de pás) montadas inicialmente à meia-
nau, na lateral (Bombordo e Boreste) e depois na popa. São tipicamente
caracterizados por possuírem grandes chaminés.
A invenção do motor a vapor por James Watt propiciou o sonho de mover
grandes embarcações sem depender dos ventos, o que foi realizado por
Robert Fulton com o Clermont em 1807.
Embora a roda de pás tivesse evoluído para a hélice e o motor a vapor para
as turbinas a vapor, dando origem aos modernos navios, alguns modelos
fluviais continuaram utilizando esse tipo de propulsão por muito tempo,
como os típicos steamboats do Rio Mississippi ou como são conhecidos no
Brasil, os gaiolas do Rio São Francisco e Rio Amazonas.
Barco a Vapor

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