Este trabalho foi realizado pela turma A do 4º ano da escola do Falcão no ano letivo 2016/2017 no âmbito do projeto “Leituras que unem”.
Cada um dos 25 alunos colaborou na elaboração deste livro, realizando um texto de criação individual e fazendo a ilustração correspondente.
Todos os trabalhos apresentados neste livro foram realizados com muita alegria e dedicação e pretendem demonstrar a criatividade e originalidade de todos os que nele participaram.
É com satisfação e orgulho que apresentamos de seguida os nossos trabalhos.
Esperamos que gostem!
Os alunos do 4ºA

O namoro da joaninha e do coelho
Era uma vez um coelho que andava a passear pela floresta, e encontrou a sua amiga Joaninha que estava com um olhar pálido. O coelho preocupado perguntou-lhe o que é que ela tinha, e ela disse que já há dois dias que andava cheia de febre e com vómitos.
E o coelho disse:
- Oh, coitada de ti. E o que é que te provocou isso?
- Eu acho que foi de ter comido muitas flores chamadas Dentes de Leão, é que elas são tão docinhas!
- Joaninha, tu sabes que não podes comer assim tantas apesar de serem pequeninas.
- Eu sei coelho, mas são tão boas, não lhes consigo resistir!
- Olha Joaninha vai buscar a tua mala e vamos já ao médico!
Os dois lá foram. Depois da ida ao médico a Joaninha disse:
- Obrigado coelho por te preocupares comigo! Sabes, há algum tempo que eu gosto de ti...
E o coelho corado disse:
- E eu já há algum tempo que também ando apaixonado por ti! Então ficamos namorados ou não?
- Claro que sim coelho! – disse a joaninha muito feliz.
Passados três anos casaram, tiveram um filho (um coelhinho vermelho com pintinhas pretas) e foram felizes para sempre.
Leonor Melo
OS DEUSES
Era uma vez na China um guerreiro chamado Erleng Sheng que juntamente com o seu exército salvava a China lutando contra os seus inimigos.
Rajin era o seu inimigo mais forte. Era um mago japonês com muitos poderes.
Certo dia lutaram com todas as suas forças e ficaram ambos muito feridos. Para se curar mais rápido Erleng Sheng procurou um feiticeiro que lhe perguntou:
- Queres realizar um desejo? Pensa bem no que vais pedir!
- Quero um dragão do submundo, que cuspa ácido e fogo para destruir os meus inimigos!- Respondeu Erleng sheng.
E foi assim, com a ajuda do dragão que Erleng Sheng derrotou os seus inimigos. Desta forma vingou a morte do seu pai e ganhou o respeito de todos os habitantes do seu país.
Rodrigo Maia
Os irmãos sonhadores
Era uma vez uma menina chamada Joana. Ela adorava brincar com super-heróis. O seu irmão João também gostava muito de super-heróis e sonho deles era transformarem-se em super-heróis.
Num dia de manhã bem cedinho, alguém desconhecido voando pelas suas janelas apareceu...os irmãos correram em direção às janelas para confirmar se estavam a ver bem. De seguida Joana disse:
- É uma super-heroína!
O seu irmão não acreditando foi a correr para ver se era verdade. Muito espantados ficaram os dois parados em frente a ela. Os dois irmãos aproveitaram para lhe perguntar se algum dia eles iriam transformar-se em super-heróis, mas a super-heroína disse-lhes que não.
Muito tristes os dois irmãos disseram:
- Oh! Porquê?
- Porque ainda são muito pequenos! Talvez quando crescerem e tiverem feito muitas atitudes de bondade para com os outros talvez eu volte para vos transformar em super-heróis. – disse a super-heroína.
Os meninos ficaram um pouco mais alegres e pensaram logo no que haviam de fazer para praticar uma boa ação.
No final do dia, pensaram em tudo o que tinham feito e muito admirados disseram:
- Podemos não nos transformar em super-heróis, mas pelo menos tivemos um dia com a super-heroína famosa!
Catarina Varela
A Princesa no Castelo
Era uma vez uma linda princesa chamada Helena que vivia no seu castelo com as suas amigas fadas. Eram três, as fadas e chamavam-se Matilde, Iris e Inês.
Certo dia, as fadas estavam a arranjar a princesa para o seu aniversário, que ia ser no castelo. O rei e a rainha tinham convidado todo o reino. Ia ser uma grande festa para comemorar os seus doze anos.
As fadas iam arranjando a princesa ouvindo música e cantavam, felizes por ter chegado um dia tão importante.
A princesa estava feliz por poder vestir o seu vestido preferido: um vestido comprido, cor-de-rosa, cheio de brilhantes!
O seu cabelo estava esticado e levava na cabeça uma tiara com diamantes.
Na cozinha, todos preparavam a grande festa: havia todo o tipo de sobremesas, balões coloridos, sumos de vários sabores e claro, o bolo de aniversário, que estava decorado com uma fotografia da princesa. À noite todos cantaram os parabéns e ofereceram as prendas à princesa. Ela recebeu prendas magníficas e ficou fascinada com cada uma delas.
Durante a entrega das prendas a princesa Helena viu pela primeira vez o príncipe Pedro. Foi paixão à primeira vista!
A partir desse dia eles viveram muito apaixonados e foram felizes para sempre.
Nadine Andrade
A Luna e a princesa
Luna era uma cadela muito inteligente e muito amável.
Num lindo dia, Luna estava muito feliz (porque finalmente tinha sido adotada) e brincava com outro animal da casa, o gato Teddy , quando no meio da brincadeira partiu um vaso e deitou a cortina abaixo. A dona muito zangada pôs a Luna na rua e gritou que ela nunca mais entrava mais lá. Luna muito triste fugiu correndo e chorando sem saber para onde ir.
Começou andar, a andar sem destino e perdeu-se! Continuou a andar até que encontrou um castelo e reparou que a porta estava aberta. Resolveu entrar, foi andando pelo castelo e encontrou uma cozinha. Como ela estava com fome decidiu entrar e ver o que lá tinha.
A dona do castelo era a rainha Clara e naquele momento foi beber água. Quando viu a Luna começou a gritar.
A sua filha, a princesa Letícia ouviu e foi a correr à cozinha e quando viu a cadela assustou-se e também gritou.
- Mãe, acalma-te é só uma cadela! Oh, coitadinha está toda suja, vou dar-lhe um banho e depois, logo vemos o que fazemos com ela.
Ao tirar- lhe a coleira leu que ela se chamava Luna. Depois de lhe dar banho deitou-a no sofá e depois a princesa disse:
- Vamos fazer uma votação. Quem vota que a Luna fique aqui em casa levante a mão.
Toda a gente votou a favor menos a Rainha Clara
Em seguida disse:
-Quem vota que ela não fique?
- Eu - disse a rainha Clara.
Então a princesa disse:
-Ganhou a maioria, a Luna vai ficar connosco!
Ficaram todos muito felizes, menos a rainha Clara.
Beatriz Martins
A menina que vivia na savana
Era uma vez uma menina chamada Liliana que vivia na savana rodeada de animais. Certo dia estavam todos a fazer um piquenique e menina disse:
- Obrigado animais por esta comida tão boa!
- De nada! – disseram os animais.
Passado algum tempo foram ter com os leões e disseram:
- Senhor leão, temos de lhe agradecer a comida! Era tão boa!
- Não têm de agradecer! – disse o leão.
Chegou o dia de aniversário da Liliana e os animais fizeram-lhe uma grande surpresa: esconderam-se todos. A Liliana sentiu-se só pela primeira vez na vida e quando já estava prestes a chorar ouviu:
- Surpresa! – gritaram bem alto os animais – Parabéns linda menina por este dia tão feliz!
- Obrigada animais! Não há festa melhor do que esta! – disse ela.
- De nada Liliana! Não há nada melhor do que a nossa casa! - disseram os animais.
E viveram muito felizes para sempre.
Beatriz Oliveira
O menino e o rato enfeitiçado
Num belo dia de primavera andava um menino a passear pelo parque infantil quando ouviu uma voz muito fininha. Muito curioso perguntou:
- O que é que é isto? Que voz é esta?
- Sou eu, cá em baixo!
O menino baixou-se e disse muito admirado:
- Quem és tu?
- Eu sou o Ratatui!
- O Ratatui?!
- Sim, eu sou um gato, mas um feiticeiro malvado transformou-me num rato.
- Mas como é que tu falas? - Perguntou o menino.
- Eu já te explico a história, mas primeiro diz-me o teu nome.
- Eu sou o Nuno e estou muito curioso por saber a tua história!
- Agora que já sei o teu nome posso começar.
Quando eu ainda era um gato vivia em casa de um feiticeiro, que era o meu dono. Uma vez ele estava a fazer uma maldade e eu não gostei, por isso empurrei-o para o lago. O pior, é que ele detestava água e por isso vingou-se e lançou-me um feitiço: transformou-me num rato falante Agora não tenho dono nem casa e morro de saudades dos miminhos e de uma caminha para adormecer!
- Oh, coitado de ti! Mas não te preocupes; eu tomo conta de ti! Levo-te para a minha casa, faço-te muitos miminhos e preparo uma caminha só para ti! - Disse o menino.
- Obrigado Nuno!
E nesse instante, enquanto o ratinho se preparava para abraçar o menino, quebrou-se o feitiço e ele voltou a ser um belo gato felpudo e muito feliz!
Iara Machado
O dragão e os noivos
Era uma vez um dragão que andava a passear à beira de uma igreja num dia de casamento. O noivo ficou louco quando viu o dragão e disse:
- Saiam todos daqui!
A filha da noiva como era muito pequena começou a chorar.
- Não te preocupes. - Disse o pai.
De repente apareceu um feiticeiro e a noiva disse:
- Quem é este?
- Eu sou um feiticeiro! Não se preocupem que eu trato do dragão.
O feiticeiro lançou um feitiço utilizando as seguintes palavras mágicas: “bibidibodibo”. Nesse mágico momento o dragão sofreu uma grande transformação e passou a ser um lindo e jovem rapaz.
Já sem perigo e longe do medo da presença de um dragão, o casamento realizou-se como os noivos queriam e sonharam. Estiveram a toda a noite a divertir-se: dançaram, cantaram e fizeram pinturas nas caras.
Entretanto, neste momento de diversão, o feiticeiro e a filha dos noivos fizeram-lhes uma surpresa: construíram um placar com fotos dos noivos e eles começaram a chorar de emoção. Adoraram a surpresa, agradeceram-lhes muito pela excelente ideia que tiveram e viveram todos felizes para sempre.
Taísa Ribeiro
O menino e os animais da selva
Era uma vez um menino que estava a brincar sozinho na rua. Não estava ninguém na rua porque toda a gente tinha ido de férias. Cheio de saudades dos amigos, enquanto vagueava pela rua o menino lembrou-se deles e das brincadeiras que costumava ter. De repente, ouviu-se um barulho estranho e, cheio de medo, olhou para todos os lados para descobrir de onde vinha o barulho. Foi nesse momento que viu elefantes, girafas e macacos escondidos no meio das árvores, todos eles com um ar muito assustado! Então o menino disse:
- O que estão aqui a fazer?
- Estamos perdidos! Estávamos na selva quando ouvimos um barulho estranho e resolvemos seguir esse barulho para ver de onde vinha. Quando demos conta, estávamos no meio desta cidade assustadora, cheia de ruídos e confusão!
O menino, ao ver os animais tão assustados decidiu levá-los de volta para a selva.
Ao chegar lá ficou fascinado com a quantidade de animais que encontrou: tigres, leões, elefantes, girafas, macaco cada animal foi procurar a sua família. O menino acompanhou-os durante todo o tempo até que todas as famílias ficassem juntas. Quando todas as famílias se encontraram agradeceram muito ao menino por ter sido corajoso e amigo dos animais perdidos. Foi então que o menino disse:
- Eu quero ficar aqui. Não quero regressar a casa!
- E a tua cidade? E os teus pais? Vão ficar aflitos! - Disseram os animais.
- Eu gosto muito da minha cidade e dos meus pais, mas é tão divertido brincar convosco! - Disse o menino. Foi então que todos juntos chegaram a um acordo: nos momentos em que o menino se sente sozinho no reboliço da cidade, viaja na sua imaginação para a selva, para perto dos animais. Quando isso acontece, brincam todos entusiasmados e vivem momentos muito felizes!
Hugo Moreira
O menino que se tornou um guerreiro
Era uma vez um menino que estava na sua casa a dormir. De repente ouviu um vidro partir-se e disse:
- O que que se passa? É melhor ir ver.
Quando foi procurar de onde vinha o barulho, não viu nada mas tinha-se esquecido de ir à sala de jantar. Em seguida voltou a ouvir o mesmo barulho e disse:
Meu Deus, este barulho dá-me arrepios!
Abriu a porta da sala e viu um feiticeiro a tentar lançar um feitiço aos seus pais:
- Vou transformar-vos em corujas ah, ah, ah, ah
O menino pegou na toalha da mesa e atirou à cara do feiticeiro e disse:
- Toma lá feiticeiro! Nem penses fazer mal à minha família.
- Não, ainda não está acabado deixei que ele escapasse.
- Meu filho salvaste-nos! Foste muito corajoso!
Mãe e pai chegou a hora de nos vingarmos! Vamos procurá-lo, vocês vêm comigo?
- Sim, vamos ajudar-te. - Disseram os pais.
E lá foram por uma floresta, quando encontraram um esqueleto com um mapa e disseram:
- Boa, temos aqui um mapa. Vamos seguir estas pistas. Diz aqui que se levantarmos esta alavanca vamos ter a um sitio. Vamos procurar o caminho!
- Encontrei pai! Parece que não vai demorar horas! - disse o menino.
Eles puxaram a alavanca com muita força e o chão abriu-se e caíram numa cama bem confortável. Nesse momento viram um arqueiro e ele disse:
- Isto vai demorar horas, vai ser como procurar uma agulha no palheiro! - Disse o pai. E o menino respondeu:
- Olá! Vamos à procura do feiticeiro malvado, sabe onde ele mora?
- Sei! Também vou à procura dele! Quero derrotá-lo. - Disse o arqueiro.
E então lá foram eles, todos juntos até à casa do feiticeiro.
Quando lá chegaram encontraram o feiticeiro a fazer um ritual estranho. Nesse momento o arqueiro disse:
- Toma menino! Pega no arco para se defenderem!
- Eu não tenho muita pontaria, e se eu falhar? - Perguntou o menino.
- Não te preocupes! Essa flecha tem o poder de fazer desmaiar! Basta que acertes em qualquer parte do corpo que, ele desmaia logo! - Disse o arqueiro.
O menino atirou a flecha sem medo e acertou no feiticeiro.
Muito bem! Vou dar-te a minha armadura como recompensa! Tu mereces!
A partir desse momento, o menino tornou-se num guerreiro, combatendo outros feiticeiros e monstros horríveis e foi conhecido por todos como um pequeno herói.
Gabriel Soares
O livro mágico
Certo dia, andava um menino calmamente a passear pela sua cidade, e quando passou à frente da biblioteca municipal, viu um livro no chão. Apanhou o livro e qual foi o seu espanto quando viu que o livro não tinha nada escrito, estava com as folhas brancas! Muito admirado o menino perguntou à sua mãe se podia levar o livro para casa e a mãe respondeu:
-Sim filho, mas para que queres um livro vazio? Que interesse tem esse livro sem nada para aprender? Não queres entrar na biblioteca e levar um livro com uma história divertida?
-Não mãe! Eu quero mesmo este livro! Eu é que vou escrever uma história divertida! A história mais divertida de sempre, vais ver.
A mãe começou a rir-se e lá foi para casa com o menino e o livro vazio.
Quando chegou a casa o menino quis logo escrever, estava cheio de ideias! Todos os dias escrevia histórias fantásticas de piratas, guerreiros e dragões ferozes! Partilhava todas as histórias com os seus pais que riam de alegria por ver o menino tão entusiasmado.
Sabem qual era o segredo do livro? Era um livro mágico cujas páginas nunca acabavam e havia sempre mais páginas vazias para receber as histórias fantásticas, saídas da imaginação de uma criança!
Bianca Santos

A menina que não sabia escrever
Era uma vez uma menina que não sabia escrever. Contudo, sempre sonhou ser uma grande autora e, por isso, todos os dias de manhã, ela dizia ao pai e à mãe:
- Pai, mãe, eu sonhei que era uma autora famosa e que escrevia livros fantásticos!
E a mãe disse-lhe:
- Filha, primeiro tens de ir à escola para aprender a ler e a escrever. Ser uma autora famosa é muito difícil, é preciso muito trabalho e imaginação.
- Mas porquê mãe? Porque não pode o meu sonho ser verdade? – Dizia a menina com voz de choro.
-Tu ainda és pequenina pode ser que, quando fores grande, venhas a ser uma grande autora, muito famosa! Eu ficarei muito feliz e orgulhosa de ti.
Todos os dias, antes de dormir, a menina rezava e pedia a Deus para aprender a ler e a escrever bem e ter muita imaginação para criar livros maravilhosos.
Passado uns anos, a menina já era adulta e tinha-se transformado numa grande autora, muito famosa. Estava ela numa escola, junto de várias crianças a dar autógrafos, quando ouviu um grito:
- Filha, acorda! Já são horas de te levantares! Hoje é um dia muito importante: o teu primeiro dia de escola!
Afinal, tinha sido mais um dos sonhos delaMas desta vez a menina levantou-se cheia de vontade de conhecer a sua escola para aprender a ler e a escrever e assim cumprir o seu sonho de menina!
Iolanda
A menina e os gatinhos
Era uma vez uma menina chamada Maria que foi passear numa floresta e encontrou uma gatinha bebé.
Perto dela estavam também os seus irmãozinhos e entusiasmada a menina disse: - Que lindos gatinhos! Vou levar-vos para minha casa! - E assim fez.
Quando chegou a casa, a mãe disse: - De quem são esses 5 gatinhos?
-Encontrei-os no meio da floresta. Posso ficar com eles? – Perguntou a menina.
- Podes, mas tens de cuidar muito bem deles e precisamos de comprar comida para lhes dar.
-Está bem! Primeiro vou dar-lhes banho e depois vou comprar-lhes comida! – Disse muito feliz a menina.
- Podes, mas tens de cuidar muito bem deles e precisamos de comprar comida para lhes dar.
Quando acabou de lhes dar banho foi comprar a comida. O senhor da loja disse-lhe:
- Olá menina! O que precisas?
- Preciso de comida para os meus gatinhos.
- Que idades têm? – Perguntou o senhor.
- Têm todos um mês – respondeu a menina.
- Então e melhor levares leite para lhes dar.
- Está bem, vou levar o leite.
Ao sair da loja encontrou a sua amiga Joana e disse:
- Olá Joana sabes o que eu encontrei?
- O quê?
- Encontrei uns gatinhos e agora vou ficar com eles em casa.
- Posso ir vê-los?
- Sim, se a tua mãe deixar podes! Vou esperar aqui por ti.
Quando a Joana chegou a casa disse:
- Mãe, posso ir para casa da Maria?
- Sim, podes mas não te demores.
As duas meninas foram muito felizes brincar com os gatinhos.
- Maria os teus gatinhos são tão fofinhos!
- Pois são.
No final do dia a Joana foi para a sua casa.
No dia seguinte elas foram para a escola e sempre que estavam juntas falavam dos gatinhos e das saudades que sentiam deles.
No final da escola corriam para casa da Maria para ver os gatinhos, cuidar deles e vê-los crescer a cada dia.
Sónia Ferreira
O menino e o príncipe
Era uma vez um menino que gostava de muitas aventuras. Certo dia ele encontrou um homem chamado Artur que o levou para um mundo sobrenatural: era um lugar magnífico que nunca ninguém tinha visto; nesse lugar havia um enorme castelo de cristal protegido por soldados valentes que lutavam em sua defesa para proteger o jovem príncipe, que com apenas nove anos aprendia no seu interior, a arte da esgrima.
Certo dia, sem que ninguém esperasse, houve um terrível terramoto que pôs em perigo toda as pessoas do reino. Nesse momento o menino pediu ajuda ao seu amigo Artur para ajudar o povo a salvar o seu pequeno príncipe. Pelas ruas, ouviam-se gritos aterrorizadores:
- Socorro, alguém me ajuda! - gritavam uns.
- O castelo vai cair! O nosso príncipe vai morrer! – gritavam outros.
O menino juntamente com o Artur acalmou as pessoas dizendo:
- Crianças, calma! Nós vamos ajudar!...
O Artur correu para perto do castelo, segurou com muita força na sua base e não deixou que tremesse, para evitar a morte do príncipe. Ele tinha superpoderes e salvou toda a população.
O menino foi conhecer o príncipe e viu que eram da mesma idade. Felizes, todas as crianças gritavam:
- Obrigado! Obrigado!
Tornaram-se muito amigos e sempre que o menino se sentia sozinho, entrava neste mundo sobrenatural para brincar com o pequeno príncipe e treinavam esgrima para o preparar para as lutas quando fosse adulto e se transformasse num grande Rei Guerreiro.
Rafael Gomes
A girafa e o leão
Num belo dia de sol, o leão estava a passear pela savana, mas não tinha ninguém para falar. E de repente encontrou a amiga girafa.
Girafa:
- Olá amigo leão! Estás bem?
Leão:
- Olá amiga girafa! Sim estou bem e tu?
Girafa:
-Eu também! Porque é que estás tão triste?
Leão:
- Eu estou triste porque, não tenho ninguém para conversar. Não percebo onde se esconderam todos?
Girafa:
- Então tu não sabes?
Leão:
- O que é que tu estás a falar?
Girafa:
- Vai haver uma festa aqui na savana!
Leão:
- Oh! Ninguém me disse nada!
Girafa:
- Mas estavam avisos nas árvores. É hoje às 9h.
Leão:
- Então vamos para casa. Vamos pôr-nos bonitos!
Girafa:
- Está bem! Encontramo-nos aqui às 8h, pode ser?
Leão:
- Pode ser! Tchau!...
Ao receber esta notícia o leão não ficou mais triste e foi para casa a sorrir.
Quando se encontraram a girafa estava muito bonita e ansiosa para encontrar os seus amigos na festa. Ao vê-la, todos ficaram pasmados com a sua beleza e resolveram dar-lhe o prémio do animal mais elegante da selva.
O leão ficou muito orgulhoso da sua companheira e deixou de se sentir triste na savana, junto de todos os seus amigos. Com tudo isto, o leão sentiu-se muito satisfeito e voltou para casa a sorrir.
Iva Duarte
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- < BEGINNING
- END >
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