Gestão de Bibliotecas Escolares
Literatura para Crianças e Jovens
Reescrita e ilustração do conto tradicional
"História da Carochinha"
Professor: César Freitas
Aluna: M.ª Manuela Baptista

História da Clementina
Eis a história da Clementina, que andava a arrumar o seu quarto quando encontrou um folheto com as bandeiras de todos os países da Europa.









A Clementina, que era bastante indecisa e tinha uma pontinha de orgulho a mais, começou de imediato a sonhar com cada um dos países que ela tão bem identificou, tal era a vontade de os conhecer, e pôs-se a imaginar como seria bom viver em qualquer um deles.
Logo correu a enviar uma mensagem à sua vizinha para lhe contar tudo: « Quero viajar, mas não sei bem...». Sucederam-se alguns SMS para esclarecer os planos da Clementina, até que decidiram que o melhor era irem até ao parque e conversarem pessoalmente.

E assim foi, retomaram a conversa. A sua vizinha e amiga, Joaninha perguntou à Clementina:
- Ó Clementina, como podes querer deixar o teu país e ir para lugares onde não conheces ninguém?
Respondeu a Clementina:
- Não sei explicar muito bem, mas sinto que é o contacto com outras culturas e pessoas que me pode trazer melhores aprendizagens, mais significativas do que as que obtenho na Internet, aí parece tudo tão, tão parado!
- Olha que eu aprendo muito com a Internet, é a minha grande enciclopédia - disse a vizinha.

Olhando a amiga de soslaio, a Clementina acrescentou:
- Sim, sim, é verdade. No entanto, não podes sentir o que só se sente quando estás no ambiente de um lugar, não vês o que só se vê quando olhas nos olhos de alguém e os sentes, não cheiras os aromas que te dizem que só ali podes estar e não tocas as coisas que falam pela sua própria forma.
- É verdade que uma coisa não dispensa a outra - concluiu a vizinha da Clementina.


Depois de conversarem sobre os países das bandeiras do folheto, a Joaninha, que colaborava com uma Organização Humanitária portuguesa, teve uma ideia:
- Clementina, eu conheço um site na Internet de uma reconhecida Organização Internacional que aceita voluntários em todos esses países...
A Clementina interrompeu-a, dizendo:
- Trabalhar como voluntária, eu?
A vizinha respondeu-lhe que depois do que a ouvira dizer, achava que essa era a solução ideal para que pudesse concretizar os seus sonhos.

A Clementina gostou do que ouviu, ficou tão entusiasmada que não descansou enquanto não analisou o sítio da Internet recomendado pela Joaninha. Encontrou jovens como ela, dos países Europeus que mais gostava. Bem, a escolha da Clementina teve a ver com as bandeiras, novamente. Ordenou-as de acordo com as que achava mais bonitas E como era uma rapariga muito "criativa", decidiu inventar uma frase engraçada para iniciar os contatos que a Joaninha lhe sugeriu. Enviou a mensagem com a seguinte frase de apresentação:
"Quem quer, quem quer ser amigo da Clementina, que é uma portuguesa e linda menina?"


Começou a pesquisar os países escolhidos para saber mais ou menos com o que poderia contar e usou duas ou três ferramentas de tradução para escrever a sua peculiar apresentação, em diversas línguas.
Depois de algum tempo, surgiram respostas vindas de muitos lados, apesar da fotografia que colocou no site não estar muito nítida! É que a Clementina nunca achou piada à publicação de imagens suas por esse mundo fora, especialmente as que a identificavam em pormenor.
«Também já toda a gente percebeu a importância de protegermos os nossos dados pessoais!» - pensou para com os seus botões.

O primeiro a responder foi um rapaz do Reino Unido que lhe disse:
- Hello Clementina, se vieres para o meu país, ensino-te a fazer um breakfast inglês e podes ajudar-me como cozinheira no meu restaurante.
A Clementina respondeu delicadamente que não, pois cozinhar nunca tinha sido o seu forte.

Seguiu-se um alemão e logo que lhe disse quanto media, a nossa indecisa aventureira achou que ia ficar com muitas dores no pescoço quando tivesse que o olhar, de cada vez que lhe quisesse dizer alguma coisa, e não, a Alemanha tinha uma língua muito difícil! Ela só entendia três ou quatro palavras, ou talvez fossem mais algumas: Danke schön ou Ich liebe dich!


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