Este livro foi elaborado de forma colaborativa pelos alunos do 5ºG. Contem lendas e contos de cada um dos lugares por onde Magalhães passou.
Trabalho realizado nas aulas de TIC e Projeto de Turma.
Ano Letivo 2019/20

Lenda do Boitatá
O Boitatá é pode-se transformar num tronco em chamas com o intuito de enganar e queimar os invasores e destruidores das matas. Acredita-se que a pessoa que olhar o Boitatá torna-se cega. Numa das versões da lenda, uma grande cobra vivia adormecida num imenso tronco e ao despertar faminta, resolveu comer os olhos dos animais.Por causa disso,ela foi capaz de emitir uma grande e intensa luz, tornando-se uma cobra de fogo.


































Júlia Aleixo
Lenda das Ilhas Canárias
A história primitiva das Ilhas Canárias está envolvida em mitos e lendas, associando-se muitas vezes à desaparecida Atlântida ou às narrativas das Ilhas Afortunadas, o paraíso mitológico dos antigos Gregos e Celtas.











Pensa-se que a Gran Canaria já estaria povoada por volta de 500 a.C., existindo várias teorias acerca das origens dos seus primeiros habitantes. A mais aceite afirma que os nativos de Gran Canaria, conhecidos como Guanches, seriam originários do norte da África e descendentes dos Berberes.
















Os Guanches viviam de forma muito primitiva – como provam os utensílios e armas simples encontradas na ilha – habitando em cavernas. Porém, acredita-se que teriam usado rochas e pedras para construírem pequenos abrigos improvisados cobertos por ramos e folhas. O seu maior feito foi no domínio da cerâmica – o barro era modelado manualmente, sem o uso da roda de oleiro.







Luanny Cruz





















A tragédia da Bela Marmionda
No século XI, em Portezuelo vivia um alcaide famoso por ser um importante guerreiro e por ter uma bela filha, chamada Marmionda. Esta jovem, devido à sua beleza e bondade, era muito cortejada no reino. Um dia, vários soldados cristãos da Corte de Leão perderam-se e, sem saber, aproximaram-se das terras muçulmanas. O exército sarraceno, seguindo as ordens do alcaide, surpreendeu-os e estes foram levados para a fortaleza como reféns. O alcaide, após ter conhecimento de que um dos cavaleiros presos era importante da corte leonesa, planeou um resgate. Enquanto planeavam o resgate, o cavaleiro encontrou a filha do alcaide e apaixonou-se por ela.



Marmionda, que no início duvidava daquele amor, depressa compreendeu que o rapaz estava a ser sincero. Começaram então a encontrar-se secretamente. Mas, o cavaleiro teve de regressar a casa. Porem, antes de partir, jurou eterno amor à sua donzela, prometendo um destino juntos. Marmionda, presa num sofrimento, ao ver que os meses e anos passavam, sem que o cavaleiro aparecesse ou desse sinal de vida, passava longas horas a chorar. O seu pai, não sabendo da sua história amorosa, pensou que ao encontrar um marido para ela, esta se sentiria melhor.
No dia do casamento, vários cavaleiros cristãos apareceram. Marmionda correu para as muralhas da fortaleza. Já prestes a chorar de alegria, com um grande sorriso na cara foi fácil adivinhar qual o cavaleiro que amava. Antes de atacarem, os muçulmanos deram a conhecer ao alcaide quais as intenções amorosas envolvidas. Todavia, o alcaide achou essa ideia ofensiva, e ignorando as preces de Marmionda ordenou que as topas atacassem os cristãos.

A bela jovem, cujas lágrimas não paravam de escorrer, refugiou-se na fortaleza e assistiu ao combate feroz. O seu olhar não largava o corpo do seu herói amado, até que este cai do cavalo e fica estendido no chão. Uma dor avassaladora consumiu-a ao pensar que ele estava morto. Marmionda atirou-se da janela com tanta força, que o seu corpo caiu, sem vida, junto ao do seu cavaleiro.
Dânia Arvela
Contos tradicionais da Argentina
Esta lenda, que leva o nome de uma flor, nos conta que Tupá, o Deus bom, usou a terra virgem trazida por I-yará, o Deus das águas, para fazer com ela dois bonecos de barro, aos quais depois ele deu vida, para que fossem nativos daquele lugar.
Mas essa não é uma história como a de Adão e Eva, não eram um homem e uma mulher, mas dois irmãos: Moroti, um homem pálido, e Pitá, que tinha pele avermelhada. Algum tempo depois, Tupá concedeu a cada um deles uma parceira para que pudessem ter famílias.
Rafael Arraiolos



































































O Makahiy - Filipinas
Uma vez lá viveu um rico casal, Mang Dondong e Aling Iska que tinha uma filha de doze anos chamada Maria. Ser obediente, obediente, e gentil, Maria era amado por todos. Mas a timidez era uma de suas características distintas, devido a que ela evitou interagindo com as pessoas e usado para trancar em seu quarto. Maria tinha um belo jardim de flores que era bem conhecido por toda a cidade. Ela cuidou de suas plantas com carinho e paciência que as plantas eram a sua fonte de felicidade e prazer.










Um dia um grupo de bandidos invadiu a aldeia e mataram todos os homens que encontraram para o dinheiro. Quando Mang Dondong percebeu a chegada dos bandidos, temendo a segurança de sua filha, ele decidiu esconder Maria no jardim. Aling se escondeu na casa. Ela tremia de medo e orou: "Oh meu Deus! Salve a minha filha." Então, de repente a porta se abriu e os bandidos entraram na casa. Bateram Dondong Mang na cabeça devido a que ele perdeu a consciência e caiu no chão. Aling tentou fugir, mas também foi atingida por eles na cabeça. Os bandidos saquearam a casa e levaram o dinheiro e jóias.







Quando Mang e Aling consciência recuperou eles correram para o jardim a olhar para Maria, mas ela não estava lá. Eles procuraram de novo e de novo, mas Maria não pôde ser encontrado. Então, de repente algo espetado pé Mang e viu uma pequena planta de fechar suas folhas. Ambos Mang e
Quando Mang e Aling consciência recuperou eles correram para o jardim a olh .ar para Maria, mas ela não estava lá. Eles procuraram de novo e de novo, mas Maria não pôde ser encontrado. Então, de repente algo espetado pé Mang e viu uma pequena planta de fechar suas folhas.







Ambos Mang e Aling ajoelhou-se em seus joelhos e tomou um olhar mais atento da planta. Depois de olhar para a planta por um longo tempo, eles perceberam que a planta era sua filha Maria. Na verdade, para salvá-la dos bandidos Deus transformou a sua em uma planta. Aling chorou incontrolavelmente e para sua surpresa, todas as lágrimas se transformou em uma pequena flor da nova planta que eles encontraram no jardim.
Depois que Mang e Aling tendia para a planta com imenso cuidado, pois eles sabiam que, na realidade, a planta era seu filho Maria. A planta era tão tímido como Maria e assim ela foi batizada.
Simão Sobrinho e Sandro Almeida





Lenda da Lagoa das Sete Cidades
Conta a lenda que há muitos, muitos anos, no lugar onde hoje fica a freguesia das Sete Cidades, existia um grande reino onde vivia uma jovem princesa de olhos azuis, muito bela e bondosa. A princesa gostava muito da vida no campo e uma das suas actividades favoritas era passear pelos campos, sentindo o cheiro das flores, molhando os pés nas ribeiras ou apenas apreciando a beleza dos montes e vales que rodeavam o reino. Um dia, durante um dos seus longos passeios, a jovem princesa passou por um prado onde pastava um rebanho.

























Ali perto tomando conta do seu rebanho, estava um simpático pastor de olhos verdes, com quem a princesa decidiu conversar. A princesa e o pastor falaram muito. Falaram dos animais, das flores, do tempo e de todas as coisas simples e belas que os rodeavam. Depois deste dia, os dois passaram a encontrar-se todos os dias para conversar. Os dias e as semanas foram passando, e a princesa e o pastor encontravam-se todos os dias no mesmo lugar onde se tinham conhecido. Com o passar do tempo foram-se apaixonando e acabaram por trocar juras de amor eterno.




Mas a notícia dos encontros da princesa com o pastor acabaram por chegar aos ouvidos do rei, que não ficou nada satisfeito. Queria ver a filha casada com um príncipe de um dos reinos vizinhos e, por isso, proibiu-a de voltar a ver o pastor. Por respendo ao pai , a princesa aceitou esta cruel decisão, mas pediu-lhe que a deixsse ir mais uma vez ao encontro do pastor para se poder despedir dele.
Sensibilizado, o rei disse-lhe que sim. A princesa e pastor encontraram-se pela última vez nos verdes campos onde se conheceram.
Mais uma vez, passaram o tempo a falar longamente sobre o seu amor e igualmente sobre a sua separação. Enquanto conversavam choravam também. E choravam tanto que as lágrimas dos olhos azuis da princesa correram pelo vale e formaram a lagoa azul; já as lágrimas dos olhos verdes do pastor caíram com tanta intensidade que formaram a lagoa de água verde. Por fim, os dois amados despediram-se e as lágrimas choradas pela sua separação formaram duas lagoas que ficaram para sempre juntas-tal como os dois enamorados, nunca se poderiam unir, mas também nunca se iriam separar. Uma é a Lagoa Azul, a outra é a Lagoa Verde: são chamadas de “Lagoas das Sete Cidades".
Nos dias de sol mais brilhantes, as cores das duas lagoas são tão intensas que quase se consegue imaginar o olhar apaixonado do pastor dirigido para a sua princesa.
Natacha Costa


O Velho, o rapaz e o burro - Cabo Verde
Era uma vez, um homem que tinha três filhos e moravam no cume de uma serra. Certo dia, o pai morreu e os três rapazes ficaram sem saber para onde ir. Do alto da serra os rapazes viram as festas de São João, que acontecem todos os anos na região, onde todos faziam uma fogueira e saltavam três vezes dizendo: “Sarna no lume e saúde no corpo!” Quando os rapazes viram aquilo em todas as casas, disseram entre si: Vamos até lá! Fizeram três feixes de lenha e levaram com eles.




– Já se vão embora, e não dão uma festa?
Os rapazes responderam:
– Vamos dar sim senhor! E garantimos que arranjamos os ingredientes para festa mesmo sem dinheiro para comprar!
Um deles disse:
– Eu dou o grogue!
O outro disse:
– Eu arranjo a carne!
E o terceiro disse:
– Eu arranjo a mandioca!


O que se comprometeu com o grogue, agarrou no garrafão, lavou-o muito bem, encheu com água do mar, foi à porta do tal comerciante e disse:
– O Senhor tem grogue aí?
O comerciante foi buscar um garrafão cheio de grogue e pousou ao lado do garrafão cheio de água. O rapaz destapou-o, cheirou-o e disse ao comerciante:
– Estou à espera de umas pessoas que ficaram de vir buscar-me.
E por isso ficou um bocado na loja a fingir que estava à espera.
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"Contos e Lendas do Mundo de Magalhães"
Ano Letivo 2019/2020

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