Livro realizado na disciplina de PT/TIC sobre os Contos e Lendas pesquisados na disciplina de Português e História e Geografia de Portugal.
Ano letivo 2019/2020

Baía de Guanabara - Rio de janeiro
Lenda da Vitória Régia
Há muitos anos, numa tribo indígena, contava-se que, ao despontar a noite, a lua se transformava numa Deusa que enchia de luz os rostos das mais belas virgens índias da aldeia (as cunhantãs-moças)
Quando ela se escondia atrás das Montanhas, levava as moças e transformava-as em Estrelas.
Uma Jovem da Tribo (a Guerreira Naiá), andava a sonhar com este encontro e mal esperava para tornar-se uma estrela. Anciãos da tribo alertavam Naiá.
Depois do seu encontro com a Sedutora Deusa, as moças perdiam o seu Sangue e a sua Carne e transformavam-se em luz.
Iriam virar as Estrelas do Céu. Mas quem a Impediria?
Ninguém, pois ela estava tão apaixonada que não queria saber. Houve um dia, que ela caiu para um lago e morreu, mas a lua, em vez de a transformar numa estrela, transformou-a numa estrela do mar.
Ana Filipa e Nicole
















































A Fúria de Lincancabúr
Esta é uma das lendas mais conhecida onde existem muitos povoados indígenas. Licancabur, o vulcão real, vive por lá sendo visitado por aqueles que conseguem vencer o medo e escalar seis mil metros de altitude escorregando pelas pedras lisas e enfrentando um terrível cheiro de enxofre. Este é um dos maiores desafios do deserto.
O vulcão Licancabur já aterrorizou os indígenas em San Pedro pela sua paixão por Quimal. Licancabur tinha um irmão mais novo, Juriques, que era seu leal escudeiro, os três vulcões cresceram juntos e Quimal dava-se muito bem com os dois irmãos, quando Laskar, o vulcão pai de Quimal, recebeu o pedido de Licancabur para se casar com sua filha, ele ficou orgulhoso e imediatamente aceitou.
Pachamama pediu ajuda a Harmattan (vento furioso do deserto), que castigou Juriques e formou uma tempestade que fez nascer um lago aos pés de Licancabur e ao mesmo tempo enviou a sua amada Quimal para outra planície. O vulcão ficou triste e deixou de estar ativo. O lago tapou o corpo de todos os mortos. Alguns foram enterrados com objetos de valor e foram feitas várias oferendas ao deus vulcão, por isso os Índios dizem que existem muitos tesouros no lago. Sempre no dia 1 de agosto todos homenageiam Pachamama. Enterram os alimentos preparados na terra e com a mão direita elogiam os seres vivos e com a esquerda recordam os mortos. Os povos indígenas celebram todo mês de agosto.
Os povos indígenas celebram todo mês de agosto. O encontro entre Licancabur e Quimal só acontece no mês de abril no dia em que ao nascer do sol a sombra do vulcão rei se espalha por toda a planície de sal e toca nos pés da sua amada. Mas Quimal contou a seu pai que estava em dúvida entre Licancabur e Juriques e precisava pensar melhor. Laskar teve que contar a dúvida de Quimal para Licancabur e ele, como era um vulcão real e caprichoso, ficou muito furioso e jogou a sua raiva contra Juriques, Os dois entraram em briga feia que terminou em erupção. Espirravam fogo e enxofre lua após lua sobre a cidade de San Pedro de Atacama. Não existia mais quinoa, milho, nenhuma agricultura nascia na terra queimada e as crianças e os velhos foram os primeiros a morrer.
Os indígenas desesperados entregavam oferendas e levavam jovens para entregar ao vulcão mas nada disso acalmava a raiva gerada pela ofensa de ser rejeitado.A situação ia de mal a pior até que no primeiro dia de agosto chegou uma linda jovem indígena na cidade que ofereceu-se para subir a montanha e pedir clemência. A única exigência que ela fazia era de que todos os mortos da cidade fossem levados aos pés do vulcão. Os Índios fizeram o que a jovem pediu e carregaram os mortos pelo vulcão acima. Ao mesmo tempo tentaram ajudá-la, mas ela não quis. A jovem índigena sobiu a montanha sozinha, contra vento e tempestades. Enquanto escalava, os seus pés, pernas e rosto foram-se alterando e transformou-se na deusa Pachamama. Os indígenas mandaram-se logo para o chão e pediram proteção.






Pachamama pediu ajuda a Harmattan (vento furioso do deserto), que castigou Juriques e formou uma tempestade que fez nascer um lago aos pés de Licancabur e ao mesmo tempo enviou a sua amada Quimal para outra planície. O vulcão ficou triste e deixou de estar ativo. O lago tapou o corpo de todos os mortos. Alguns foram enterrados com objetos de valor e foram feitas várias oferendas ao deus vulcão, por isso os Índios dizem que existem muitos tesouros no lago.
Sempre no dia 1 de agosto todos homenageiam Pachamama. Enterram os alimentos preparados na terra e com a mão direita elogiam os seres vivos e com a esquerda recordam os mortos. Os povos indígenas celebram todo mês de agosto.
Reza a lenda que no tempo dos romanos, a vila de Monsanto foi cercada por umas tropas romanas, durante dias. Os romanos em vez de atacarem, esperaram, porque o povo de Monsanto não tinha mantimentos naquela zona, e não conseguiam deslocar-se por causa deles.
O tempo ia passando, e nessa altura só havia uma bezerra para comer. O povo já a pensar em render-se, mas o chefe Lusitano teve uma brilhante ideia, o chefe Lusitano decidiu dar de comer à bezerra até que ficasse o mais gorda possível.
Lenda da Bezerra de Monsanto - Local: Portugal
Quando a burra já estava gorda o chefe Lusitano decide dar a bezerra aos romanos ,prometendo todos os dias ir-lhes oferecer uma bezerra. Então todos os dias os romanos, pensaram que o povo romano ainda tinha muita comida e foram se embora .
Todos os anos este feito ainda se celebra em Monsanto.
Henrique Simões e José Frieza






Patagônia (Argentina)
A Árvore que já foi mulher
Conta a lenda que nas margens do rio Paraná vivia uma índia feia,muito feia, chamada Anahí. Mesmo assim, nas nas tardes de verão, entretia toda a gente da sua tribo guarani com as suas canções inspiradas nos deuses e no amor à terra de que eram donos. Foi então que chegaram os espanhóis, esses valentes, atrevidos seres de pele branca que arrasaram as tribos e ficaram com as terras deles, com os deuses e com a liberdade.
Anahí foi raptada , junto com os outros indígenas. Passou muitos dias a chorar e muitas noites acordada, até que um dia o guarda adormeceu e ela aproveitou para tentar fugir.












Ao amanhecer, o guarda acordou e ela, para conseguir fugir, espetou-lhe um punhal e escapou rapidamente para a selva.O guarda começou a gritar e acordou todos os outros espanhóis, que começaram de imediato a perseguir Anahí e ela foi capturada rapidamente.Zangados, condenaram-na à morte na fogueira. Amarraram-na a uma árvore a deitaram-lhe fogo mas, por incrível que pareça, as chamas pareciam não a querer atingir. Anahí sofria, com a cabeça baixa e quando as chamas começaram a subir, deu-se um grande milagre: Ela transformou-se em árvore.
No dia seguinte, os soldados esperavam ver a índia morta mas, em vez disso, encontraram um bela árvore, com flores cor-de-rosa , como símbolo de valentia.
Francisco Ventura e Rodrigo Filipe

Ilhas Canárias
A ilha de San Borondón, nas Canárias, é vista como uma lenda pelos seus habitantes.Estes acreditam que a ilha é flutuante e que aparece e desaparece entre o nevoeiro e as nuvens.
Assim esta ilha foi batizada como “a Encoberta” ou “a Perdida”.
Esta ilha foi localizada no mapa no século XVI, em que muitas pessoas dizem ter visto um pedaço de Terra a flutuar no Oceano Atlântico e depois não deixou rasto.
E a última vez a ser localizada no mapa foi em 1755.



A ilha media cerca de 480 quilómetros de comprimento e 155 de largura.
Os céticos dizem que a ilha era uma ilusão de ótica.
Em 1570 houve registo de várias pessoas terem visto a ilha, incluindo o português Pedro Vello que teve de mudar de rumo para se afastar de uma tempestade.
Em 1958 apareceu uma fotografia que diziam que era a primeira fotografia da ilhas.









Historiadores e académicos acreditam que a ilha não se trata de uma realidade física, porém, entendem que a mesma já faz parte do imaginário coletivo, e que, por isso, merece ser considerada mais uma das ilhas do arquipélago das Canárias.
Afonso Freitas e José Marcos







Minggan era um gigante que vivia na montanha Sierra Madre, o gigante
estava apaixonado por Mariang Sinukuan, deusa do espirito da montanha. De
tempos a tempos o gigante subia a montanha e oferecia fruta, legumes
gigantescos que transportava num carrinho de mão enorme.
Um dia Mariang disse a Minggan que só lhe abria o coração, se ele passa-se num teste.Ela queria que o gigante parasse o rio e que construísse um lago nas
montanhas, para conhecer todos os seres-vivos que vivem debaixo da água.
A lenda de Minggan (Filipinas)
Para que a tarefa fosse concluída, era necessário que Minggan
conseguisse ser capaz de transportar grandes pedras das montanhas
circundantes e atirá-las ao rio. A Mariang (deusa) acrescentou uma condição.
Ele tinha de acabar a tarefa antes do amanhecer. O gigante quando ouviu o
galo e viu Mariang percebeu que tinha falhado o teste.














Sevilha
Era uma vez um grande rebanho de cabritas muito pequenas que viviam todas juntas num curral. Eram tão pequeninas que não sabiam ainda o que fazer para ir buscar erva para comer. Sempre que a mãe saía, avisava as cabritas para não abrirem a porta a ninguém, pois o lobo podia aparecer e comê-las. E para que soubessem que era a mãe que as chamava, passava a patita branca por baixo da porta e elas, ao vê-la, reconheciam-na e abriam. Quando voltava do campo, para pedir que lhe abrissem a porta cantava:”abri,abri,cabritas,que vos trago ervitas”.










Mal passava a patita por baixo da porta, logo as cabritas diziam: "Uma patita branca, é a nossa mamã."O lobo, que tinha grande vontade de comê-las.não deixava de as espiar até ver que a cabra mais velha se ia embora, pondo-se então a cantar:”abri,abri,cabritas,que vos trago ervitas”.Mal passava a patita por baixo da porta, logo as cabritas diziam: "Uma patita branca, é a nossa mamã."O lobo, que tinha grande vontade de comê-las.não deixava de as espiar até ver que a cabra mais velha se ia embora, pondo-se então a cantar:”abri,abri,cabritas,que vos trago ervitas"
As cabritas, que não reconheceram a voz do lobo, exclamaram: "Mostra-nos a pata!"O lobo passou a pata coberta com o lençol por baixo da porta e as cabritas, ao vê-la assim tão branca, disseram, crendo tratar-se da sua mãe: "Uma patita branca, é a nossa mamã." E, sem pensarem no que estavam a fazer, abriram a porta. O lobo irrompeu com grande violência e desatou a dar-lhes dentadas, uma aqui, outra acolá, até que as comeu a todas, excepto uma muito pequenita, que era coxa e se escondeu atrás do armário, para assim não ser encontrada.
Depois de as ter comido a todas, o lobo, farto e com uma barriga enorme, tão grande que quase não podia andar, fugiu.
Quando a mãe das cabritas voltou, encontrou o curral aberto, sem nenhuma das suas filhas no interior e logo percebeu o que tinha sucedido.
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"Contos e Lendas do Mundo 5ºB"
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