Esta publicação destina-se aos alunos do Ensino Secundário do nosso agrupamento.

Desde 28 de maio de 1926, Portugal vivia sob um regime autoritário que viria a ter Salazar como estadista.
Este regime não era bem aceite pela população, sendo a Guerra Colonial sido o fator decisivo para o seu fim.

António de Oliveira Salazar
Portugal sob o Estado Novo
Salazar era a cabeça do Estado Novo. Para além de chefiar diversos ministérios, era também presidente do Conselho de Ministros.
Portugal encontrava-se economicamente atrasado em relação a outros países, sendo o setor primário o setor com maior representação na economia. A maioria da população não sabia ler e vivia em pobreza.
A nível político não existia liberdade para oposição, sendo que o sindicalismo e os partidos políticos eram proibidos. O partido único era a União Nacional.
Primavera Marcelista
Com Marcelo Caetano no poder era esperada uma mudança no regime, visto que Caetano procurou conciliar os interesses dos setores mais moderados e dos conservadores.
Durante este período, ocorreu uma maior abertura do regime sendo permitido o retorno de exilados, o investimento estrangeiro e a censura passou a ser mais moderada.
Mas, a contestação ao regime continuou e, por isso, o regime passou a ser mais conservador.
Os portugueses continuaram a viver na pobreza.
Com a falta de mudança no regime e a continuação da Guerra Colonial, o derrube do regime, começou a ser preparado em 1973 em reuniões clandestinas com a participação dos que viriam a ser os capitães de abril.

Otelo Saraiva, principal comandante do 25 de abril
Preparação do Golpe
Na noite de 24 de abril de 1974, um grupo de militares, comandados por Otelo Saraiva de Carvalho, iniciaram a Revolução no posto da Pontinha. Às 22h55 foi transmitida a canção "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, que foi o sinal para o início do golpe.
O segundo sinal foi dado às 0h20 com a canção "Grândola, Vila Morena" de Zeca Afonso, que confirmava o início do Golpe e das operações.

José Afonso, autor do "Grândola, Vila Morena"
O Golpe
A Vitória da Revolução
As tropas da Escola Prática de Cavalaria, comandadas por Salgueiro Maia, ocuparam o Terreiro do Paço nas primeiras horas da manhã do dia 25 de abril, movendo-se depois para o Quartel do Carmo, onde se encontrava Marcelo Caetano.
Marcelo Caetano acabou por se render, exigindo contudo, que o poder fosse entregue a António de Spínola.

Salgueiro Maia
Após a Revolução
No dia 26 de abril do mesmo ano, foi criada a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares que deu início ao governo de transição. O programa do Movimento das Forças Armadas era baseado nos "Três Ds": Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.
Foi extinto a PIDE e a censura. Foram legalizados os partidos políticos e sindicatos. Foi também permitido o retorno de políticos que se encontravam no exílio.
Portugal ainda demoraria a alcançar a democracia, tendo ainda ocorrido o PREC (Processo Revolucionário Em Curso), onde forças de esquerda ganharam terreno na política de Portugal, colocando a democracia em perigo.

Bibliografia e Sitografia
https://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas/EstadoNovo.aspx
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_de_Oliveira_Salazar
Manual Areal 12º ano - P1 e P2
https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_25_de_Abril_de_1974
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cronologia_da_Revolu%C3%A7%C3%A3o_dos_Cravos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Otelo_Saraiva_de_Carvalho
https://pt.wikipedia.org/wiki/Salgueiro_Maia
Moreira da Maia, 2020
Autores:
RICARDO GOMES
DINIS QUELHAS
Agrupamento de Escolas Dr Vieira de Carvalho

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