Dedicamos este livro aos nossos
colegas, professores, assistentes operacionais/administrativos
e familiares.

Tempos de pandemia
A COVID -19 veio mudar os nossos hábitos do dia a dia e também teve e tem um impacto na economia mundial e nas nossas vidas.
Eu tenho-me adaptado relativamente bem a esta situação, mesmo que não goste de ficar em casa durante muito tempo.
Mas as mudanças que a COVID trouxe são um pouco ridículas, assim como o alerta que fazem dela também, especialmente os jornalistas que os fazem, por exemplo em março, quando as pessoas compraram quantidades absurdas de comida e outros bens essenciais desnecessariamente e sem pensar nos outros...Tudo isto foi causado pelos jornalistas. Depois é o facto deles descreverem a COVID como se fosse "o fim do mundo", quando na verdade só afeta um grupo específico de pessoas (diabéticos, idosos...)
O que é mais ridículo nisto são as medidas que foram implementadas...Os cafés, restaurantes, lojas foram fechadas, empresas tiveram de reduzir a produção, e algumas até tiveram de encerrar e por causa disto milhares de pessoas perderam o emprego e estão a passar dificuldades. Mas isto é só o meu ponto de vista e eu respeito as medidas mesmo que não concorde com muitas delas.
Concluíndo, estou a adaptar-me bem tanto na minha vida privada como na escola e espero que a pandemia se consiga controlar melhor e que tudo volte ao normal e que fique tudo bem.
Beatriz Nogueira
A minha rotina mudou!
O covid-19 mudou a minha rotina diária por completo! Sinto imensa falta de conversar com os meus amigos sem ser pelas redes sociais, sinto imensa falta das saídas aos fins de semana a passear com a minha família e amigos, sinto falta de tudo!
Sei que vai demorar imenso tempo para poder voltar a ter uma rotina normal, mas nesta quarentena eu tentei não parar por completo o exercício fisico, pois se parasse não me ia dar lá muito bem quando voltasse aos treinos...
Falando um pouco sobre a minha rotina... De manhã tenho aulas por videochamada, não me dou lá muito bem, pois às vezes torna-se um pouco confuso para tirar dúvidas e resolver exercicios.
Quando termino as aulas, tento resolver os trabalhos de casa para ter o resto do meu dia livre para fazer o que eu quiser. Nesses tempos livres, consigo fazer imensas coisas como cozinhar, desenhar, e ler um pouco. Ao final do dia, quando já não está muito calor, vou correr com o meu pai e fazer os meus treinos para não perder a forma.
Só quero que isto passe o mais rápido possivel para poder estar novamente perto dos que mais gosto.
Bruna Fernandes
Covid-19 e a quarentena
Bem, durante esta quarentena devido ao covid-19 que é um vírus que pode causar uma infeção respiratória grave, como a pneumonia, temos estado em confinamento desde que foi detetado o vírus em Portugal. Desde então tenho-me sentido presa em casa e ansiosa por sair à rua, para ver os meus amigos e familiares, sinto-me cansada e exausta de estar sempre em casa.
Estamos todos a passar pelo mesmo, então deveríamos todos colaborar para que esta pandemia passasse o mais rápido possível.
Já perdemos muitas pessoas por todo o mundo, amigos, família, conhecidos e até mesmo desconhecidos, mas mesmo assim ainda há pessoas que pensam que isto tudo não passa de uma mentira.
Bom, na minha opinião, devería ter havido um confinamento extremo, pois assim estaríamos mais seguros e em pouco tempo voltaríamos às nossas vidas normalmente.
O que estamos a passar continua a ser muito grave, este vírus já matou e mata milhares de pessoas todos os dias.
Todos nós devemos tomar as devidas precauções para nos protegermos a nós e aos que nos rodeiam.
Carolina Rosado
A vida na quarentena
Estamos a viver algo que nunca vivemos antes, tantas emoções, tantas decisões precipitadas, tantos sentimentos a fervilhar dentro de nós, que se torna simplesmente impossível expressar tudo isto com simples palavras. Mas há quem o faça, pois somos todos diferentes e temos todos maneiras diferentes de o exprimir, há quem escreva, quem dance, quem coma muito ou pouco, quem cozinhe, quem limpe descontroladamente, quem faça protestos e manifestações na internet, e tudo isto para esconder o medo que inevitavelmente estamos a sentir, claro que há sempre os que fingem que está tudo bem e seguem a vida exatamente igual, essa sou eu!
Quando ouvi pela primeira vez falar disto nas notícias, passou-me ao lado porque era na China, onde acontecem coisas grandiosas, onde podemos pagar as compras com reconhecimento facial, temos de admitir eles são realmente pessoas muito inteligentes e engenhosas. Eu não estava preocupada, pois coisas desse calibre não acontecem cá em Portugal, era a 5687 milhas daqui por que me haveria de preocupar.
O que me fez perceber a gravidade da situação foi quando notícias habituais passadas em todos os canais, tais como: assaltos, raptos, praxes que correram mal, discussões sem sentido na assembleia municipal, pontes velhas que caíram, grandes incêndios, corrupção em grandes empresas ou até mesmo no governo, acidentes de carro, foram todas substituídas por uma só notícia: “Covid-19 no mundo”.
Eu continuei a ir à escola, a falar sobre o assunto com normalidade, a discutir a sua origem com os meus colegas ou a rir-me de piadas que faziam na internet sobre o assunto, mas isso acabou no dia em que novamente no jornal da noite passa a seguinte notícia: “Covid-19 chega a Portugal”. Mas por que fiquei surpreendida, já tinham avisado eu sabia que ia acontecer mas acho que foi este sentido de otimismo que todos nós temos, uns mais do que outros, que não me deixou acreditar pois a verdadeira credibilidade veio no dia em que eu tive de deixar a escola para fazer “quarentena”, eu sabia o que era, já tinha ouvido falar sobre ela em filmes e séries, o que eu não sabia era o quão difícil era fazê-la...
Nós, seres humanos, somos pessoas que nos queixamos muito, eu por exemplo, estava sempre a dizer que estava farta da escola e só queria ficar em casa, todas as pessoas que diziam estar fartas do trabalho e que agora choram com medo de o perder, é muito difícil entender o ser humano no geral, mas eu sinto que nós, adolescentes, apesar de sermos mais difíceis de lidar e de perceber, somos os que estamos a sofrer mais com isto, porque estamos na idade da liberdade, da euforia, da compulsividade, dos erros, e o vírus tirou-nos tudo. Falo por mim quando digo que o Covid-19 me tirou tudo aquilo que esperei 9 anos por fazer: o baile: estava tão entusiasmada, já tinha visto vestidos em todos os sites, já me tinha imaginado mais de vinte vezes a descer a escada da escola, a sentir-me uma princesa, os sapatos, os acessórios, o penteado e a
maquilhagem tudo escolhido e feito meticulosamente; depois a viagem de finalistas, pois nós com 12/13 anos criamos um sonho coletivo que íamos viver juntos e com a ajuda dos nossos pais e professores começamos a contruir esse sonho que com apenas um suspiro o vírus destruiu, íamos a França, a questão não era o sítio ao qual íamos, pois muitos de nós já lá fomos e os que não ainda têm uma vida toda para ir, o problema era com quem íamos e porquê. A agência devolveu-nos o dinheiro, mas infelizmente não nos pôde devolver nem a experiência nem o facto de irmos lá para festejar mais um ano de esforço e sucesso e, claro, o último ano da escolaridade básica, o último ano em que as nossas notas não iam propriamente decidir o nosso futuro.
E assim, em vez de passarmos 5 dias a visitar museus incríveis e lugares maravilhosos, ficamos em casa a ver séries ou simplesmente a mexer no telefone...
Mas nem tudo é mau, tenho de agradecer à quarentena porque desde que o homem está em casa a poluição diminuiu, só é triste que para isso tivesse que chegar uma pandemia. E é por isso que digo que este vírus chegou na altura certa, e por isso quando ele se for vou sair à rua e viver novas experiências, sem medos, viver coisas novas, pois não sabemos se esse não será o último dia das nossas vidas.
Catarina Assunção
A vida em tempos de pandemia
Há cerca de uns meses atrás, fomos todos apanhados de surpresa com um novo vírus, o Coronavírus. Este vírus já fez cerca de 300 mil mortes e fez-nos ter uma perspetiva completamente diferente da vida.
Penso que esta pandemia está a ser devastadora e surreal, nunca imaginei ficar sem poder ir às aulas ou sem poder tocar nos que mais gosto. Agora até para fazer as coisas mais simples é necessário ter imensos cuidados, desde a utilização da máscara, a luvas entre outros cuidados que devemos ter.
Acho que apesar do que se está a passar ser uma tragédia, penso que vai mudar muito os nossos hábitos a todos os níveis, como por exemplo vamos dar mais importância ao toque e às pessoas, acho que ao longo dos anos tem-se vindo a perder “humanidade”, as pessoas eram egoístas e acho que este vírus vai fazer-nos a todos repensar.
Sinto um pouco de medo face a esta situação, mas também sei que há milhares de pessoas a trabalharem para resolver este problema e deposito a minha esperança nesses profissionais. Vamos ter que aprender a viver nestas condições até que a cura seja encontrada, portanto acho que temos de nos manter unidos.
Acho que todos juntos vamos superar este período totalmente diferente e tirar lições para o resto das nossas vidas.
Catarina Rodrigues
Vida na quarentena
Na quarentena devemos estar todos unidos contra a pandemia, usando as normas de segurança, sugeridas pela DGS. Ter distanciamento das outras pessoas, usar máscara, lavar bem as mãos, evitar sair de casa e só sair quando for necessário.
As maiores dificuldades que eu tive na minha quarentena, foram organizar a quantidade de t.p.c's e fazer algumas tarefas pela internet. Eu prefiro aulas presenciais na escola, pois é mais fácil de entender a matéria, de organizar os t.p.c's e sobretudo mais prático para fazer os testes.
A minha quarentena antes de existirem as aulas pelo zoom foram calmas e respeitando todas as normas de segurança, fazendo sempre algum exercício físico e alguns exercícios escolares.
Agora com a escola, acordar cedo foi o mais difícil, tirando disso, não encontrei nenhuma dificuldade na quarentena.
David Costa
Pandemias
Ao longo dos séculos, ocorreram várias pandemias que nos afetaram a nível mundial, como por exemplo a gripe espanhola, a gripe asiática e também a que vivenciamos, nos dias de hoje, provocada pelo “covid-19”, um vírus de origem chinesa. Sendo o covid-19 ou “coronavírus” muito fácil de transmitir faz com que o esforço de todos tenha que ser maior.
Uma pandemia como esta só traz desvantagens, a não ser que passar vários meses em casa sem poder sair seja considerado uma vantagem, algumas das desvantagens são a crise económica e as mortes quer provocadas pelo vírus quer pela fome, pois muitas famílias não conseguem viver nas condições exigidas pelo governo.
Concluindo, não há muito a fazer a não ser esperar que cada pessoa faça a sua parte para que possamos sair desta situação que é incómoda para todos. Gabriel Fernandes
Uma Realidade Diferente
Acordei, um dia, com a sensação de que algo no mundo tinha mudado! Ao início, pensei que era apenas uma fantasia da minha cabeça, mas estava completamente enganada aquilo era real. Ia ter de ficar meses em casa sem sair para qualquer lado, só para ir ao supermercado e pouco mais, o que era um pesadelo para mim inicialmente, ainda é, mas com o hábito tornou-se menos terrível.
Os dias parecem passar tão devagar e o único caminho que posso fazer é entre todas as divisões da minha casa, até perdi a conta de quantas vezes fui do quarto para a sala, depois para a cozinha e vice-versa, o que é o tédio total.
Já estou tão farta disto, tantas vezes que me queixei da vida que tinha antes e agora só desejo tê-la de volta.
Sempre que vou à rua e toco em algo tenho logo de colocar álcool em gel nas mãos, já coloquei tanto que até alergia eu fiz.
Mas se pensarmos bem, é tudo para o nosso bem e estando em casa estamo-nos a proteger de algo que pode ser fatal e claro passar mais tempo com a família, o que também é bom, sinceramente a única vantagem que encontrei na quarentena.
As saudades de alguns amigos é muita, mas se tudo correr bem daqui a uns tempos já estaremos todos a combinar saídas ao cinema, ao centro comercial, à praia, à piscina e a muitos mais sítios.
E se queremos que isto acabe rápido para podermos fazer todas estas coisas temos de evitar sair de casa e quando saímos manter o distanciamento social, assim quem sabe isto acabe mais rápido do que imaginamos.
Inês Dias
O que eu penso...
Para mim, a ideia de estarmos dentro de casa e não podermos sair e conviver com os nossos familiares e amigos é estranho porque não fazia parte da minha rotina. O não poder ir para a escola tem as suas vantagens e desvantagens, saber que já não vou poder ver os meus colegas todos os dias e ter que os aturar e eles a mim... Eu sempre fui uma pessoa que gosta de ficar em casa, mas agora só de saber que temos de ficar em casa "obrigados" deixa-me doente.
Inês Santos
Covid-19 e a minha quarentena
Neste exato momento, estamos a viver uma pandemia, com início desconhecido... que agora é o nosso maior medo. Hoje, dia 21 de maio de 2020, há 29 660 casos confirmados, 6452 recuperados e 1263 mortes em Portugal.
Estamos a viver uma situação lamentável e para a tentar superar foi-nos pedido, como cidadãos, que abandonássemos as ruas e permanecêssemos em casa. E a isto dá-se o nome de quarentena/ isolamento social.
Estou em casa desde o dia 13 de março, dia em que as escolas fecharam e até agora, saí “a sério” duas vezes, para ir ao supermercado com as devidas precauções e acompanhada pelos meus pais.
Assim que voltava para casa, tirava os sapatos na porta e ia diretamente para a casa de banho, para tomar banho e metia a roupa num saco para mais tarde a meter no estendal a apanhar vento e depois sim, ir para lavar.
No ínicio do meu isolamento social, dei em maluca, porque mesmo não sendo uma pessoa que gostasse de sair de casa, eu adorava ver os meus amigos e estar em contacto com eles. Passado algum tempo, recebi a notícia de que iria começar a escola via online e fiquei mais calma por saber que me ia poder ocupar com algo. Não só a escola começou, como as atividades dos escuteiros voltaram também, e a minha vida tem-se baseado nisso.
Claro que de vez em quando vou dar um passeio até ao parque que fica em frente à minha casa, porque se não a minha sanidade mental estaria seriamente comprometida.
Agora, o estado de emergência deu-se como encerrado, porém é necessário continuarmos com as precauções e evitar ao máximo o ajuntamento social.
Sinto que a maioria das pessoas viu isto como o término da pandemia e acha que já pode sair de casa como antigamente, mas na minha perspetiva tão cedo não vai voltar a ser assim, visto que ao mais pequeno descuido temos o inimigo à porta, a menos que se encontre uma cura definitiva, o que neste momento é o meu maior desejo.
Isanete José
O MUNDO NA PANDEMIA
Coronavírus mais conhecido como COVID-19 é um vírus que pode causar infeções graves nas pessoas. Hoje, em Portugal, dia 22 de maio, conta com 29.912 casos confirmados com covid-19, 6452 recuperados e 1.277 mortes.
Na minha opinião, o que mais mudou na minha vida com a quarentena foi o facto de não poder sair de casa ou ter que permanecer em casa e de estar longe da minha família e amigos. Tenho saudades de ir à escola, ao cinema, centro comerciais, comer fora, passear, tenho saudades da liberdade que para nós antes era o “normal” e à qual não davamos muito valor.
Mas, acredito que vá ficar tudo bem se todos tivermos cuidado e cumprirmos com as nossas obrigações, como o uso de máscaras, desinfeção e distanciamento social.
Mas nem tudo é mau, porque como as nossas vidas pararam, a terra está em paz, sem a poluição do ar.
Dessa forma, concluo que o COVID-19 não é de todo mau ou bom, ele trouxe ao mundo dois opostos, a crise e a paz.
Lara Cardoso
Covid-19
Devido ao Covid-19, as pessoas devem ficar em casa, em isolamento social, para que evitem apanhar o vírus.
Ao que tudo indica, o Covid-19 teve origem na China, em morcegos, cujos sintomas mais comuns são: febre, tosse seca, falta de ar, e fadiga. A transmissão do vírus é feita por vias respiratórias, ou seja, através de pequenas gotículas do nariz ou da boca expelidas por tosse ou espirros. Essas pequenas gotículas podem permanecer também em objetos e em superfícies. Se as pessoas entrarem em contacto com esses objetos ou superfícies contaminados e de seguida tocarem no nariz, boca ou olhos podem ficar infetadas.
Em Portugal, a partir de 16 de março o governo decretou “Estado de Alerta”, que obrigou o encerramento de restaurantes, discotecas, bares, escolas e restringiu a circulação de pessoas.
Mesmo depois do governo ter decretado “Estado de Alerta”, houve ainda pessoas que não cumpriram o isolamento social, o que contribui cada vez mais para o contágio do vírus.
Liliana Vaz
Coronavírus e o mundo
Isto é pior do que a Segunda Guerra Mundial, sem dúvida alguma! Milhares de pessoas morreram em todo o mundo e permanece a esperança de que “vai ficar tudo bem”, mas não vai... Ninguém sabe o futuro, ninguém sabe se vai existir uma segunda vaga do vírus, ninguém sabe quanto tempo a vacina vai demorar a chegar, provavelmente, só em 2021 mas todos sabemos como nos proteger e evitar o contágio. Simples? Sim, ficando em casa e cumprindo com as regras de distanciamento social. Neste momento, o único sítio onde estamos em segurança é em nossa casa. Mas não é fácil deixar para trás aqueles que amamos, muito pelo contrário, é muito difícil!
Eu nem quero pensar o que está a acontecer nos outros países, por exemplo no México, onde o número de mortes sobe diariamente a um ritmo alucinante. Este país tenta lutar dia após dia contra o vírus e contra a pobreza. Sim, porque a fome continua a existir, principalmente, em países em desenvolvimento, como no continente americano e africano, onde não basta lutar contra o vírus mas, também, lutar contra a fome e a miséria. Já para não falar dos Estados Unidos da América, uma das maiores potências que está no topo dos países com maior número de mortes. Mesmo assim, os americanos continuam a ir à praia, por exemplo, sem qualquer medida de proteção e a vida decorre normalmente, como se estivesse tudo bem. Mas não está!
Ainda me custa mais saber as medidas adotadas por Donald Trump. Nunca pensei que um presidente aconselhasse a população a ingerir álcool ou lixívia, para eliminar um vírus que eventualmente seja portador. Graças a esta ideia, o número de intoxicações aumentou, nos dias seguintes. Eu só me pergunto, se esta é a postura que um presidente pode ter perante uma pandemia. Ainda bem que sou portuguesa e tenho orgulho em sê-lo. Portugal seguiu como exemplo a China, o primeiro país infetado e onde surgiu o vírus e agora somos elogiados por muitos presidentes de outros países, curiosamente até por Donald Trump! Alguns até apelidaram como “milagre português”. Cá, em Portugal, a população tem-se mantido em casa, em segurança, os supermercados têm um número limitado de pessoas e, sempre, com proteção.
O comércio reabre lentamente, o número de casos está a diminuir e tudo indica que vai correr bem mas, infelizmente, não se tem a certeza. Cá por casa, estamos a adotar as medidas necessárias e até agora tem estado tudo a correr pelo melhor, sem nos esquecermos de nos mantermos ativos e de dar a normalidade possível à nossa vida.
Neste momento, o importante é estarmos em segurança, ficando em casa, mantendo o distanciamento social e conseguirmos enfrentar este vírus, custe o que custar! Vamos todos ficar bem!
Margarida Galhardo
A minha vida em tempos de pandemia
No início deste ano, começaram a falar neste vírus, eu não ligava muito às notícias e não tinha noção da gravidade da situação. Como pessoa otimista que sou, achei que não chegaria a Portugal.
No início de março, começam a surgir os primeiros casos em Portugal, os casos foram sendo cada vez mais, mas o verdadeiro impacto desta pandemia em mim, surgiu quando decidiram fechar as escolas. Foi neste momento, que pensei mais sobre este assunto e que comecei a perceber melhor a situação que estávamos a viver. Foi a partir desse dia que senti as mudanças associadas a esta pandemia. Começou a surgir a incerteza do futuro, se isto ia durar umas semanas ou uns meses, se era só uma interrupção das aulas e depois teríamos o 3º período presencial ou não.
Não se verificou, a situação não estava a melhorar e saiu a decisão que teríamos o 3º período em Ensino @ Distância.
Com esta situação, a minha rotina alterou-se por completo, deixei de sair de casa para ir à escola, aos escoteiros, a casa de familiares, entre outras coisas.
Os meus pais continuaram a trabalhar, por isso temos de ter muitos cuidados e todas as precauções exigidas. Apesar de cumprirem tudo, há risco associado, por isso não há muitos abraços e beijinhos, pelo menos para já. Também tive a sorte da minha irmã estar em casa de baixa pelo nascimento da minha sobrinha e passo alguns dias em casa dela. Assim, sempre tenho a ajuda dela nesta adaptação a uma nova realidade.
Esta situação levou também ao cancelamento da nossa viagem de finalistas a Paris, para a qual já tinha feito imensos planos e estava ansiosa. O seu cancelamento, mesmo percebendo os motivos deixou-me muito triste.
Tenho muitas saudades de familiares e amigas que não posso ver. A internet facilita com a possibilidade de fazermos videochamadas, contudo não é comparável ao contacto presencial e aos afetos aos quais estávamos habituados e que por enquanto não os podemos ter.
Não sei quando isto vai passar e vamos regressar à nossa “normalidade”, mas espero que esteja para breve!
Margarida Ribeiro
Quarentena - a dura realidade
Esta Pandemia está a ser para todos uma grande mudança nas nossas vidas. Um vírus que estragou a vida de muitas pessoas e vai continuar a estragar se não acabar. Os médicos, os enfermeiros e os pacientes a sofrer dias e dias seguidos e horas de trabalho excessivo. As pessoas a irem trabalhar com medo de ficarem doentes e viverem com esse medo todos os dias. E os alunos e os professores em casa de forma a ultrapassar esta situação e a realizarem as aulas online de modo a que corram bem e o mais normal possível.
Esta situação das aulas em casa tem sido muito diferente do normal e, às vezes, difícil de enfrentar, pois não podemos sair de casa para ver a natureza, respirar o ar da rua o que antes não era muito importante para mim agora ganhou outro valor e, agora, só queria voltar ao que era antigamente. Mas por enquanto isso não é possível, por isso respeito as regras que são dadas para que não aconteça nada de mal. O que não acontece com algumas pessoas, o que prejudica mais ainda a situação, por isso para que possamos ultrapassar esta fase difícil temos que nos unir para um dia sair desta crise sãos e mais fortes como pessoas.
Maria Gomes
A situação COVID-19
A pandemia COVID-19 espalhou-se, oficialmente, em Portugal, a 2 de março de 2020, quando foi reportado que dois homens, que ao regressarem de férias, respetivamente, de Itália e de Espanha, foram testados e os resultados revelaram-se positivos ao COVID-19.
Na minha opinião, certos portugueses deixaram algumas das suas precauções no estado de emergência e agora em estado de calamidade negligenciam as precauções que tomam.
As pessoas usam máscara no supermercado, mas algumas quando estão na fila para pagar já se aproximam das outras pessoas sem manter o distanciamento adequado. Existem pessoas que tomam as precauções adequadas fazendo a sua parte para conter o alastramento desta doença, mas também existem pessoas que não estão a tomar as precauções adequadas colocando em risco a sua saúde e das outras pessoas.
Concluindo, não podemos ficar trancados em casa, mas também não podemos ir à rua sem tomar as precauções adequadas.
Mariana Santos
Aquilo que me foi roubado
Ao ínicio tudo pareceu ser tão vulgar, até que a saudade começou a fazer parte da minha rotina, fez-me perceber o poder que as pequenas coisas têm sobre mim, como a correria para a fila do almoço, os pequenos intervalos que chegavam para tudo, a ânsia para a hora da saída, as filas para comprar os materias das diferentes disciplinas, as longas conversas com a senhora da cantina e até o cheiro quente e abafado de cada sala de aula.
Por vezes, sentia que precisava que o tempo parasse para arranjar maneira de me orientar e reconfortar, agora sinto que preciso dos horários e das longas rotinas que me eram familiares. Talvez, a saudade não seja a melhor expressão mas sim a falta, a falta dos amigos, das risadas, das pequenas chamadas de atenção na sala de aula e dos desafios que me eram propostos.
Muitas vezes, sinto-me abalada com as perguntas: se tudo irá ser da mesma forma, se eu aproveitei o tempo corretamente ou mesmo se tudo irá voltar ao normal, lá está quanto mais tempo tenho mais penso, mais revejo o passado, mais as saudades batem.
Por outro lado, nem tudo tem um ar igual ao da saudade, vendo de outra perspetiva temos uma menor carga horária, temos mais tempo para os nossos e para aqueles que cuidam de nós, temos um bocadinho de tudo o que nos fazia falta no meio da correria e da agitação escolar, temos mais tempo para aprofundar os nossos conhecimentos não só na escola virtual mas nos livros que costumavam estar arrumados a um canto da prateleira, temos mais tempo para mudar o visual, para experimentar coisas novas.
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