Prefácio
Para que as nossas crianças possam crescer em autonomia, responsabilidade e capazes de fazer escolhas próprias e responsáveis, devemos, na escola e na família, incentivá-las e criar condições para que isso ocorra.
Neste ano extraordinário da pandemia, fomos forçados a, ainda mais, assim fazer! Este livro é um dos possíveis retratos que o ano produziu. Traduz o trabalho, o comprometimento e a vontade de concretizar aprendizagens e desenvolver a autonomia no 3.º ano de escolaridade do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca.

É um retrato onde, bem focados, alunos, professores, funcionários e encarregados de educação sorriem com esperança no futuro!
Estão todos de parabéns porque são, com este trabalho, mais um exemplo da concretização do nosso projeto educativo.
Aos leitores, lanço o desafio de folhear o livro, procurar os trabalhos que mais lhes digam e façam parte da aventura do conhecimento que, cada ano, mesmo no mais estranho de todos eles, os atores escolares protagonizam!
Ponte da Barca, 22 de junho de 2020 (o ano da pandemia).
Carlos Alberto Louro
Aos meus amores...
Nunca se esqueçam...
"Pedras no meu caminho?
Guardo todas e um dia vou construir um castelo!"
Fernando Pessoa
"Professora?!?!"
Sim meus queridos... Fernando Pessoa foi um dos maiores poetas portugueses que, mesmo sem saber que passaríamos por uma pandemia "nestas últimas semanas estranhas", nos deu um conselho que eu sigo no meu dia-a-dia: as pedras são as adversidades, os contratempos, "os empecilhos" ou os estorvos... no ponto de vista de uma pessoa limitada e acomodada... ou, noutro ponto de vista, podem ser encaradas como uma oportunidade, matéria-prima.... quando se trata de uma pessoa inteligente e sagaz! (É tudo uma questão de perspetiva...)
Estas últimas dez semanas foram atípicas... se as encararmos como meras "pedras", o tempo foi perdido... se olharmos para elas como "o castelo" (oportunidades, crescimento/conhecimento; aprendizagem...) podemos ter a certeza que, daqui para a frente, tudo será melhor! Eu tenho certeza que "os melhores alunos do mundo, universo e arredores" são otimistas e, sobretudo, inteligentes e sagazes!
Como dizia o principezinho "somos responsáveis por aqueles que cativamos..." Fui cativada...
Em setembro cá estaremos, mais fortes do que nunca, para juntos erguermos as paredes dos vossos castelos...
Boas férias!
Um grande beijo, cheio de saudades no vosso coração!
Até breve!
Amigos improváveis...
Autoria e Ilustração:
Alunos do 3.º B
Escola Básica Diogo Bernardes
Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca
junho de 2020
ÍNDICE
Beatriz Alpoim: Floquinho e Bexi................................................................................. 8
Dinis Pena: A raposa e a galinha................................................................................... 13
Manuela Beito: A baleia e o pinguim ........................................................................... 16
Francisco Cerqueira: Ben e Fogueirinha ..................................................................... 20
Guilherme Leitão: O gato Tobias e o rato Jeremias .................................................. 26
Joana Sousa: O rato e o gato Miminhos ..................................................................... 31
João Filipe Leite: A cobra e a girafa ............................................................................. 36
João Francisco Laranjeira: O coelhinho e o crocodilo ............................................... 39
João Miguel Gusmão: Uma aventura para lá de fantástica... ................................... 42
José Marques: O pai do Kevin e o pai do Afonso ....................................................... 48
Kelly Domingues: Amigos para sempre ........................................................................ 51
Leonor Neiva: Riscas e Pintas ......................................................................................... 56
Maria Fernandes: Mikey e a Ovelha Choné .................................................................. 60
Vitória Duro: Amigos para sempre ................................................................................ 63
Mateus Barbosa: O leão e o camaleão .......................................................................... 68
Matilde Pimenta: Uma amizade improvável: “o urso e o peixe” ............................... 72
Miguel Pereira: Kuka e Mimo ......................................................................................... 79
Pedro Silva: Amigos improváveis ................................................................................... 82
Rui Amorim: A amizade colorida .................................................................................... 85
Sara Martins: A minhoca Maria e o pássaro Tobias ..................................................... 88
Tamára Fernandes: Branquinha e Ralf .......................................................................... 91
Vicente Silva: Miaúsculo e Rinix ..................................................................................... 94
Floquinho e Bexi
Beatriz Alpoim Fernandes
Num belo dia de inverno a Floquinho, uma bela foca-harpa foi à procura de comida para os seus filhotes.
-Puff! - a foca tinha acabado de mergulhar nas gélidas águas do Ártico!
Já tinha apanhado muito peixe, quando de repente, surgiu uma enorme tempestade de neve.
A Floquinho estava cheia de medo e como se não bastasse ouviu no meio daquele pavoroso pesadelo, um rugido ensurdecedor. O seu pequeno coração disparou, batia imenso!
A pobre foca olhou sorrateiramente para trás e apanhou um susto de morte quando avistou, perante aquele cenário, um aterrorizador urso polar:
-Por favor senhor urso polar, não me mate, tenho três crias para alimentar - disse a Floquinho, aflita.
-Tem calma foca, eu não sou assim tão insensível. É verdade que estou com um apetite voraz, mas com a tua comovente história acho que consigo aguentar mais umas horas .
-Então quer dizer que não me vais comer? - questionou a foca.
-Não, é claro que não! - afirmou o urso polar.
-Ah que alívio! E tu como é que te chamas?- perguntou a Floquinho.
-Eu chamo-me Bexi, e tu?
- Eu sou a Floquinho. E tu tens um belo nome!
- Obrigado, precisas de ajuda? - perguntou o Bexi.
-Bom para ser sincera fiquei um bocado desorientada - respondeu-lhe a Floquinho.
-Ok, onde queres que eu te leve? - perguntou o Bexi.
-Consegues levar-me às minhas crias? - perguntou a Floquinho desesperada.
O Bexi aproximou-se dela, cheirou-a e disse-lhe:
-É claro que sim, o olfato é um dos meus melhores sentidos. Vamos, eu levo-te ás minhas costas!
Andou um pouco e perguntou-lhe:
-São estas?
-Sim! Muito obrigada querido Bexi - disse-lhe a Floquinho dando-lhe parte do peixe que tinha apanhado!
O Bexi ficou constrangido e tentou recusar a oferta, mas Floquinho fez questão que ele aceitasse. A Floquinho convidou-o para ir jantar à sua casa e Bexi. que estava com uma fome voraz. aceitou a oferta.
O Bexi adorava comer aquele tipo de peixe, por isso comeu-o quase todo,e ainda teve tempo para brincar com as pequenas crias
Passados alguns minutos o Bexi perguntou à Floquinho o nome daquelas bonitas foquinhas. A Floquinho disse-lhe que a da esquerda era a Brittany, a do meio era Snow e, por fim, disse-lhe que a outra era Mademin.
O Bexi disse-lhe que adorava as foquinhas e os nomes escolhidos e que se tinha divertido muito a brincar com elas. Tinha sido um dia muito especial para ele!
A partir desse dia eles ficaram inseparáveis, e as pequenas focas adoravam-no e tratavam-no como se ele fosse um verdadeiro avô.

Era uma vez, uma raposa e uma galinha que viviam numa quinta em Trás-os-Montes. A raposa vivia no bosque e a galinha vivia no galinheiro da quinta com outras galinhas, galos e patos. Numa noite de verão, a raposa matreira foi ao galinheiro da quinta para comer as galinhas mas, uma das galinhas, que tinha muitos pintainhos acabados de nascer, estava acordada e falou com a raposa.
- Senhora raposa por favor não me coma! Os meus filhos vão ficar sem mãe.
A raposa ficou com alguma pena e respondeu:
- Desculpa, mas não tenho comida para dar aos meus filhos!
A galinha muito assustada disse-lhe:
- Se quiseres podemos ser amigas e eu ajudo-te! Posso pedir ao neto do meu
A raposa e a galinha
Dinis Pena
dono para trazer alguma comida para ti e par os teus filhos.
A raposa muito feliz disse:
- Ok, encontro-me contigo todas as noites para vir buscar comida.
A raposa e a galinha ficaram amigas e iam cuidando dos seus filhos. Os filhos cresceram e iam passear com os pais e brincavam juntos.
Um dia, ao passear, encontraram um mapa com um enigma: “Ao meio dia o sol está bem no ar”.
A galinha perguntou:
- O que é que isto significa raposa?
A raposa respondeu:
- Eu acho que significa que temos de andar 12 passos em frente nesta direção. Olha, a paisagem da imagem do mapa é igual a esta
A raposa e a galinha encontraram um tesouro e assim a raposa conseguiu pagar comida para os filhos.
A baleia e o pinguim
F. Manuela Beito
Numa tarde de inverno,uma baleia estava a nadar nas ondas do seu mar, quando apareceu um pinguim que estava com muita fome. Então, quando mergulhou no mar, só pensava em comer os peixes.
Quando a baleia viu o pinguim a comer os seus peixes ficou espantada e disse:
- OH! Sr.Pinguim, eu não estou a acreditar que você está a comer os meus peixes!
O Pinguim ficou calado, mas depois respondeu:
- Desculpe dona Baleia,eu só estou a comer os seus peixes porque não como há três meses! Não encontro comida!
A baleia não sabia o que fazer mas quis ajudar. Então disse:
- Pode comer... mas onde é que você vive?
O Pinguim não tinha casa mas respondeu:
- Dona Baleia, eu não tenho casa!
A baleia ficou com pena. Então quis fazer-lhe uma surpresa.
- Você tem família ?
Oh! O pinguim tinha família mas tinha medo de lhe dizer que estava a pensar se ela lhe tinha perguntado isso para os comer a todos!
- Dona Baleia, eu tenho família; só não tenho casa! Eu até tenho filhos... por isso é que eu estava a comer e a levar os seus peixes... era para os alimentar.
Como a família Pinguim não tinha casa nem comida, a baleia quis dar-lhe um presente:
- Pinguim eu tenho dois presentes para te dar: a ti e à tua família.
O Pinguim não fazia ideia do que seriam esses presentes mas não resistiu e teve que lhe perguntar:
- Mas... Dona Baleia, o que é?
A Baleia estava a pensar se lhe devia dizer ou não (afinal eram uma surpresa e as surpresas não se devem revelar) mas, como não queria ser mal-educada, respondeu:
- Se queres saber, é uma casa de gelo gigante e muita comida para ti e para a tua família! Essa foi a razão para te fazer essas perguntas.
- Obrigada Dona Baleia, pelo presente! Posso-lhe fazer outra pergunta? Podemos ser amigos?
A casa era de gelo era linda! Não sabemos como é por dentro, porque nunca a pudemos visitar mas, o importante é que a baleia aceitou o pedido amizade do Pinguim. O pinguim apresentou a sua família e a Baleia também lhe apresentou a sua. DEPOIS FICARAM AMIGOS PARA SEMPRE!
Numa bela tarde de primavera soou a campainha lá de casa. Era a tia Paula e a Martinha. Traziam, escondido, o meu presente de aniversário: um coelhinho muito branquinho e pequenino. Desde esse dia que eu e o Fogueirinha trocamos os melhores momentos. Ele é o meu melhor amigo:deita-se no meu colo e lambe-me as mãos e a cara. Tem uma língua muito rosada e quente. Na sua imensa alegria corre pelo meu quarto, sem parar. Na marquise, junto do meu quarto, estende-se e dorme longos sonos, come, com prazer, o seu feno verdinho e apetitoso. Todos os dias, logo pela manhã, deixa a sua caminha e chama-me para a brincadeira. Toca com as suas patitas na persiana do meu quarto.
Ben e Fogueirinha
Francisco Cerqueira
Mas, eis que um dia, Fogueirinha, o coelhinho mais fofo e querido do mundo, assustou-se: deu um salto e fugiu.
Entrou em pânico: tropeçou nas cortinas, esbarrou nos móveis e num ápice escondeu-se por detrás do guarda-fatos.
Muito assustado, espreitou e voltou a espreitar. Lá fora, junto da janela da marquise, apareceu um cão, que ladrava de forma intensa.
Era o Ben, um setter Irlandês, com um pêlo muito longo, em tons alaranjados e uns olhos cor de amêndoa. Vive cá em casa desde o dia em que eu nasci.
Ben farejava a porta da marquise e soltava latidos, tentando entrar, pressentindo que ali havia caça. Fogueirinha não arriscou e deixou-se estar escondido com medo do cão mau. Passaram-se os dias e o cão, todas as manhãs, voltava à marquise. Deitava-se junto da porta e lambia o vidro. Mas, eis que um dia, o cão mau entrou na marquise: temeu-se o pior...
O meu querido coelhinho estava em perigo! Numa grande azáfama empurrei o cão e gritei-lhe:
-Sai daqui, não te queremos cá! Não mordas o meu amigo, por favor.- Pedi-lhe, aflito.
Ben olhava-me intrigado. Muito calmo deu umas passadas e deitou-se, junto da minha cama, no tapete, ficando por ali longos minutos. Fogueirinha, cansado daquela brincadeira, encheu-se de coragem e aproximou-se do cão. Ben, o cão que afinal não era mau, começou a lavar o Fogueirinha. Esticou a cabeça até ao coelhinho, dando-lhe grandes lambidelas pelas orelhas e pelos olhos. Fogueirinha sacudia-se aflito com tanta atenção. Com o passar dos dias, começou a deitar a sua cabecita no dorso longo e possante do Ben. Assim passavam os dias: deitados, a limparem-se à vez.
Um dia, Ben saiu para o seu passeio diário e Fogueirinha seguiu-o. Corriam, saltavam e pulavam pela mata do Dr. Laureano.
Na caminhada encontraram, junto do pequeno lago, o senhor Azevedo: um sapo que vivia há muito tempo por aqueles lados e que Ben conhecia muito bem.
Era um animal troncudo, com uns olhos muito redondos debaixo dos quais surgiam umas glândulas que ora insuflavam fazendo movimentos esquisitos, como se de dois pequenos balões se tratassem.
Tinha uma pele muito fina e dourada. O sapo gostava de apanhar sol e assim, todas as manhãs, ficava em cima de um nenúfar.
Mas, quando se apercebeu da presença do Fogueirinha e do seu amigo Ben, mergulhou rapidamente na água turva. Deslizou e escondeu-se na margem. Ben ladrava e corria em círculos parando, repentinamente e lambendo fogueirinha, que sacudia a saliva molhada do seu amigo.
Senhor Azevedo saiu do seu esconderijo e revelou a agitação da noite passada.
Durante a noite houve uma luta entre a raposa velha e o coelho cinzento. Foi uma luta terrível porque a raposa queria, a todo o custo, comer o coelho.
Mas o coelho cinzento deu luta e conseguiu fugir, deixando a raposa esgotada. Ao conhecer o novo amigo de Ben, o senhor Azevedo alertou-o para a situação. Ben, que era um cão muito poderoso, deu sinal ao Fogueirinha para que se mantivesse junto de si, pois a raposa não se atreveria a enfrentar a sua fúria. Em posição, junto do dorso do seu protetor, despediram-se do seu amigo sapo e continuaram a correr numa diversão sem igual.
Ben passou a dormir na marquise. Inseparáveis, estes amigos improváveis passam o tempo juntos partilhando brincadeiras e passeios na mata onde têm muitos amigos.
Numa linda manhã de verão um gato vadio estava a passear sozinho pela floresta, quando, de repente, ao andar, sem querer, pisou um rato do campo.
O gato pediu desculpa ao rato por o ter pisado. De seguida o rato perguntou:
- Queres ser meu amigo?
E o gato respondeu:
- Sim! Eu chamo-me Tobias, e há muito tempo que não tenho amigos.
- E tu como te chamas?
- Chamo-me Jeremias! - Respondeu o rato.
Enquanto caminhavam e falavam das suas aventuras e desventuras, voou até eles um mapa.
O gato Tobias e o Rato Jeremias
Guilherme Leitão
Era um mapa de um tesouro e que estava escondido naquela floresta. Eles nem
pensaram duas vezes e meteram logo os pés a caminho.
Estavam tão concentrados a ver o mapa que não deram conta e caíram num enorme buraco, com quatro metros de profundidade... O rato perguntou:
-E agora? Como é que vamos sair daqui?
O gato respondeu:
-Eu posso trepar por estas raízes e tu segues-me! E assim conseguimos chegar lá em cima num instante!
Já recuperados daquele enorme susto, os dois companheiros meteram novamente os pés a caminho. Aproximava-se a noite e o gato Tobias e o rato Jeremias estavam muito cansados, esfomeados e com frio. Resolveram então procurar um sítio acolhedor para dormir. Já era muito tarde! Até que avistaram uma casinha com uma chaminé a fumegar...
Bateram à porta e uma simpática velhinha acolheu-os com muito carinho, deu-
-lhes de comer e depois de terem tomado um belo banho, dormiram numa caminha bem quentinha.
Assim que amanheceu despediram-se da velhinha e partiram novamente para a grande aventura.
Chegaram a um lugar onde tinham de ter muito cuidado porque tinha muitas armadilhas escondidas: ambos estavam com muito medo, mas sabiam que estavam muito perto do tesouro. Depois de terem conseguido sair dali ficaram muito aliviados.
Quando o gato Tobias resolveu sentar-se e descansar um pouco, tropeçou numa pequena pedra. Frustrado, atirou-a para longe dali, quando de repente a pedra, ao cair, fez um barulho estranho.
Correram para lá e foi aí que perceberam que era ali que o tesouro estava enterrado. Tobias e Jeremias escavaram com todas as suas forças e finalmente encontraram o tesouro.
Estavam tão felizes! A partir daquele dia tornaram-se o gato e rato mais ricos da floresta, e também grandes amigos e companheiros para toda a vida.
Era uma vez uma velhinha que vivia perto do bosque numa casa antiga. Vivia com o seu gato, que se chamava Miminhos. Era um gato preto, muito carinhoso, que adorava brincar com os novelos de lã.
A casa já era muito velha e tinha muitos buracos: num desses buracos vivia um rato. Um dia o gato Miminhos fez rolar um novelo que foi cair a um buraco. Ao meter a patinha no espaço estreito para puxar o novelo, em vez de lã, apanhou um ratinho muito pequenino.
O ratinho cheio de medo disse:
- Por favor, não me comas!
O gato miminhos ficou surpreendido com o que tinha encontrado.
O rato e o gato Miminhos
Joana Sousa
-Tem calma! Só quero ser teu amigo! – disse o gato
O rato, a tremer com a voz cada vez mais fraca exclamou:
- Mas os gatos não são amigos dos ratos! Comem-nos!
- Eu não sou um gato como os outros - disse o gato. O meu nome é Miminhos, e não faço mal a ninguém.
O rato começou a esticar-se, a levantar as suas orelhinhas e a ganhar confiança no gato.
Passaram alguns dias... o gato e o rato ficaram grandes amigos. Faziam brincadeiras juntos e tiravam comida da despensa. A velhinha achou estranho o desaparecimento da comida e começou a colocar armadilhas para apanhar o rato. A velhinha tinha pavor de ratos, por isso ela tinha arranjado um gato para se ver livre deles! Furiosa a velhinha disse ao gato:
-Já que tu não fazes o teu trabalho, vou eu tratar do assunto. Já coloquei armadilhas por todo lado!
O gato temeu pela vida do amigo e foi logo a correr avisá-lo:
-Rato, rato, tens que te ir embora! A minha dona não te quer aqui. Colocou armadilhas para te apanhar. Tens que fugir!
-Vem comigo - disse o rato.
-Não posso! Não posso deixar, a minha dona sozinha.
O rato, triste, saiu rapidamente. Pelo caminho encontrou dois gatos, que mal o viram, saltaram a correr atrás dele para o comer. Conseguiu fugir e ficar escondido entre duas pedras. Mas os gatos não desistiram e ele ficou encurralado, sem ter por onde escapar.
Em casa da velhinha o gato Miminhos sentia-se só sem o seu amigo rato... começou a pensar nos perigos que poderia encontrar, e decidiu ir procurá-lo.
Mesmo a tempo! Ao vê-lo em perigo, o gato Miminhos virou o gato mais feroz e, com as garras de fora, salvou o amigo.
Quando os dois voltaram para casa o gato explicou à velhinha que era amigo do rato e que gostava que ficasse lá a viver com eles. Ao ver a coragem do gato para fazer esse pedido a dona aceitou, pois viu que era uma amizade verdadeira.
A cobra e a girafa
João Filipe Leite
Certo dia estava a girafa a comer as suas plantas preferidas quando se aproximou a cobra que, todos os dias, aparecia sorrateira, mordendo-lhe a perna, só para a provocar!
Nesse dia, ao aperceber-se que a cobra se estava a aproximar, fugiu dali rapidamente. A cobra decidiu ir atrás dela mas a girafa conseguiu chegar a sua casa. Ao longo do dia a girafa pensou muito naquela situação e achou que estava na hora de a resolver. Aquilo não podia continuar! Estava cansada de ser mordida!
Voltou à savana para se alimentar enquanto pensava que tinha que encontrar o enconderijo da cobra... mas como? "Ela rasteja, não deixa pegadas!"
Estava tão perdida nos seus pensamentos que nem se apercebeu que a cobra se estava a aproximar sorrateiramente e... voltou a mordê-la na perna.
"Desta vez não vou fugir!" - pensou ela decidida. Deitou-se na lama, fingindo-se distraída. Quando a cobra a voltou a morder, ficou toda suja de lama e, envergonhada, saiu dali rapidamente. A girafa aproveitou para seguir o rasto de lama e descobrir onde morava.
Bateu à porta. Estava decidida a pedir satisfações e acabar, de vez, com aquela situação.
Conversaram durante algumas horas e a cobra pediu-lhe desculpa: afinal só queria brincar! A partir desse dia ficaram amigas!
Moral da história: "Não importa o tamanho dos nossos problemas mas sim a maneira como os resolvemos!"

O coelhinho e o crocodilo
João Francisco Laranjeira
Era uma vez um coelhinho chamado Pintas, porque tinha muitas pintas no pêlo. Ele não tinha amigos nem família nenhuma, porque mentia muitas vezes.
Certo dia o Pintas encontrou um crocodilo chamado Escamas no pântano, e perguntou-lhe:
- Olá!Queres ser meu amigo?
O Escamas respondeu admirado:
- Sim, mas tu não tens medo de mim?
- Ter, tenho um pouco, no entanto, como vivo sozinho no mundo, vou arriscar. – disse o Pintas.
O Escamas perguntou-lhe porque não tinha amigos e o Pintas contou a verdade, disse que tinha o mau vício de mentir e por isso todos se afastaram dele.
A partir daquele dia o Pintas percebeu que ao dizer a verdade, os outros animais confiavam nele e queriam ser seus amigos.

Uma aventura para lá de fantástica...
João Miguel Gusmão
Era um domingo. Estávamos em abril de 2019. O Joãozinho foi passear com os pais e os irmãos mais velhos ao Porto para irem conhecer a famosa Livraria Lello. Nessa altura era inaugurada uma exposição sobre a saga do Harry Potter e os manos gostavam muito. O mano do João quando era pequeno até já tinha estado dentro do carro do filme! Tinha uma foto e tudo! Mas o João não fazia ideia de quem era o Harry Potter porque ainda era muito pequeno, ainda não tinha tido tempo para conhecer.
Lá foram. À entrada da biblioteca havia uma fila enorme e passados alguns... muitos minutos, lá conseguiram entrar. Havia muita gente lá dentro.
O João tinha sido muito avisado para não se afastar dos pais nem dos manos e estava a fazer os possíveis para cumprir mas, era tão curioso, que não estava a ser nada fácil A exposição era muito interessante: parece que tinha muitos cenários e personagens e até objetos utilizados nos filmes. Os manos estavam encantados!
A certa altura, ao dobrar a esquina para passar de um corredor para o outro, o João começou a ouvir uns barulhos:
- Ei, menino! Psst, podes ajudar-me por favor?
O João nem podia imaginar que aquilo era com ele, mas voltou a ouvir:
- Ei! Por favor, menino de azul, preciso de ajuda.
Realmente o João tinha uma t-shirt azul e lá olhou para onde lhe pareceu vir a voz. Atrás de uns livros enormes e antigos, numa prateleira, estava um menino de cabelos pretos e óculos redondos que puxou o João com força. Este viu-se de repente dentro de um cenário mágico.
Era tudo muito estranho, havia criaturas estranhas por todo o lado: muito pequenas, demasiado grandes, com duas cabeças, com três olhos...o João ficou um pouco assustado mas estava maravilhado.
De repente o menino deu-lhe uma espada de luz para a mão e pediu-lhe ajuda para enfrentar os maus: eram muitos, feios e medonhos. Mas do lado dos bons também eram muitos e, afinal, ele sempre ouvira dizer que o bem vence sempre o mal.
Pois assim foi! O João bateu-se valentemente. Ele nem conhecia o seu exército mas estava a gostar desta aventura.
E assim, claro está, que este exército de estranhas e engraçadas criaturas venceu os maus e medonhos monstros que queriam roubar qualquer coisa muito importante que o menino dos óculos redondos tinha: parece que era uma espada muito especial.
Quando tudo acabou... a espada, o menino e todas as criaturas simpáticas estavam a salvo! Emocionados, agradeceram muito ao Joãozinho, ajudando-o a voltar ao seu mundo.
Afinal, graças à sua ajuda, aquela espada muito especial estava salva e o exército dos malvados tinha sido derrotado!
-Sempre que precisares de nós, se estiveres em apuros, basta dizeres as palavras “ Bibidibum alacazum”!
Sim, eles viriam ajudá-lo porque ficariam amigos para sempre... mas não podia contar a ninguém esta aventura, nem falar das palavras mágicas.
Assim foi. Despediram-se e o menino dos óculos trouxe o João de volta ao corredor dos livros grandes e antigos.
Como a fila era tão grande, e havia tanta gente, os manos e os pais ainda estavam no mesmo sítio! Que grande sorte.., e também ainda não tinham dado pela falta dele. Livra!
Ainda bem, pois ele não podia falar desta história a ninguém. Bem... tambèm ninguém iria acreditar... por isso era melhor assim!
Mais à frente na exposição tudo fez sentido e o Joãozinho percebeu que aquele menino pequeno de cabelos pretos e óculos redondos era afinal...O Harry Potter?!? E ele tinha entrado numa aventura com ele?!? E tinham ficado amigos? E podia chamá-lo quando tivesse medo? Como era isso possível?!?
Bem, possível ou não, o João tinha vivido uma aventura para lá de fantástica. Ele sabia que era real e estava muito feliz!
A partir desse dia nunca mais sentiu medo. Ou melhor, sempre que o medo vinha ele enfrentava-o porque sabia que se fosse preciso bastava chamar o seu amigo mais improvável de todos mas muito real.
O pai do Kevin e o pai do Afonso
José Filipe Marques
Era uma vez um senhor que tinha muitas empresas em seu nome, o que o tornava um homem muito rico. Esse senhor tinha um filho que se chamava Afonso e esse menino brincava todos os dias com um brinquedo novo no pátio de uma das empresas do seu pai.
Do outro lado da estrada vivia um menino com a sua família chamado Kevin, que era pobre e que vivia num bairro de lata.
Certo dia o pai do Afonso decidiu comprar o bairro onde essa família vivia, dando-
-lhes pouco tempo para saírem do bairro: queria construir lá uma nova empresa. A poucos dias de serem desalojados da sua casa, o pai do Kevin foi falar com o pai do Afonso.
Tiveram uma discussão muito intensa e não chegaram a nenhum acordo! O pai do Afonso insultou muitas vezes o outro senhor por ele ser pobre.
Quando se estavam a preparar para construir a fábrica, o pai do Kevin passou e viu o Afonso a correr para a estrada atrás de uma bola. Na sua direção vinha um carro a alta velocidade! O pai do Kevin não pensou duas vezes e, correu para o salvar!
O pai do Afonso, quando viu aquela situação, ficou sem palavras e foi logo pedir desculpas ao pai do Kevin por aquilo que lhe tinha dito, recompensando-o com uma vida melhor: com menos “apertos”, um pouco mais folgada!
Os dois rapazes ficaram amigos para sempre. Até havia quem dissesse que os dois meninos eram irmãos!
Era uma vez, um gatinho chamado Bailly que vivia numa casa de campo com o senhor José e a senhora Alice. O Bailly era a única companhia daquele casal de idade e tornava os dias deles mais felizes e preenchidos. Um dia, o senhor José saiu para ir à pastelaria comprar o bolo para o aniversário da senhora Alice e quando voltou trazia também uma caixinha. Quando a senhora Alice viu o que ele trazia nas mãos perguntou:
-O que trazes aí José?
-É o teu presente de aniversário Alice! - disse o senhor José com entusiasmo.
-E o que é? - perguntou a senhora Alice com curiosidade.
Amigos para sempre
Kelly Domingues
-Um cãozinho para alegrar os teus dias. - disse ele com carinho.
Assim que a Senhora Alice abriu a caixinha saiu de lá um cãozinho muito pequeno, de olhos verdes e muito peludo que fez com que ela se encantasse logo na hora e, por isso, decidiu chamar-lhe Bolinhas. Quem não gostou nada da surpresa foi o gatinho Bailly que ficou com muitos ciúmes e irritado por saber que teria de partilhar a casa e a atenção dos seus donos com o Bolinhas.
O Bolinhas parecia gostar muito do Bailly, mas o Bailly nunca lhe dava muita atenção o que o deixava muito, muito triste. Certo dia, a senhora Alice e o senhor José decidiram dar um passeio pelo parque e levar o Bolinhas e o Bailly. Quando chegaram ao parque, estenderam uma toalha e fizeram um piquenique enquanto o Bolinhas brincava e o Bailly dava uma volta pelo parque. De repente, a senhora Alice apercebeu-se que o Bailly desapareceu e começou a ficar muito preocupada.
Para encontrar o Bailly o senhor José e a senhora Alice foram procurar em lugares diferentes; enquanto isso, o Bolinhas tentava encontrá-lo, farejando e tentando encontrar o cheiro dele.
Sem demora, o Bolinhas encontrou um grupo de gatos de rua em volta do Bailly e para ajudar o pobre gatinho, o Bolinhas começou a correr e a ladrar muito alto na sua direção, fazendo com que todos fugissem com o medo. Quando conseguiu afastá-los, Bolinhas foi ter com ele e perguntou:
- Estás bem?
- Sim! Obrigado pela ajuda, Bolinhas. - disse o Bailly com um ar agradecido.
- Não tens de agradecer Bailly. Apesar de tudo, tu és a minha família. - disse o Bolinhas.
A partir daquele dia, o Bailly e o Bolinhas tornaram-se melhores amigos e o Bailly percebeu que apesar de haver um novo membro na família ele não era menos amado!
Era uma vez um gato chamado Riscas. Os seus donos - a Alice e o Tomás- viviam no Porto.
No verão de 2019, o Riscas fugiu para muito longe de casa, porque achou que o Tomás e a Alice estavam a tratá-lo mal.
Encontrou um cão que estava abandonado. O Riscas fugiu do cão porque pensava que ele era mau.
- Espera! Eu não te faço mal - disse o cão aflito.
- És um cão... eu sou um gato!
Riscas e Pintas
Leonor Neiva
Ao fugir foi apanhado por dois homens que o prenderam numa jaula. O cão, num segundo, saltou e assustou os homens que, aflitos, deixaram cair a jaula ao chão. Quando caiu, a porta abriu-se, e Riscas pode fugir. Foi assim que ele percebeu que o cão era bom.
O cão levou-o para casa, ao chegar a casa não estava ninguém, os donos do Riscas estavam desesperados à procura dele.
Quando os donos dele chegaram a casa pegaram nele e abraçaram-no, e... quando viram o cão decidiram ficar com ele e deram-lhe o nome de Pintas.
Eles ficaram amigos para sempre, mas continuavam a discutir muito. O importante é que eram muito felizes e tinham muito amor.
Na vida é importante ter amigos, porque com eles podemos ser felizes, receber amor e aprender muito.
Este ano tiveram que se separar devido ao covid 19. Mas isto vai passar e eles vão voltar a ficar juntos...vão voltar a brincar, a correr e a saltar no parque...e vão continuar a ser muito felizes!
Mikey e a Ovelha Choné
Maria Fernandes
Certo dia a Ovelha Choné estava a passear num parque encantador, com um belo rio e uma quinta. A certa altura viu que estava alguém a trabalhar na quinta: era o dono - o Rato Mickey!
Começaram a conversar por muito tempo, apresentaram-se um ao outro e falaram sobre a quinta do Sr. Rato. Passaram-se alguns dias e a ovelha achou estranho não ver o dono tantos dias seguidos. Quando questionou outro vizinho, este disse-lhe que o dono da quinta se tinha sentido mal e estava no hospital. Ela ficou muito triste... No dia seguinte resolveu ir ao hospital visitar o seu novo amigo e, quando lá chegou, ele ficou surpreso com tão inesperada visita.
Depois de uma longa conversa, o Rato Mickey e a Ovelha Choné verificaram que tinham muito em comum (como adorarem o sossego da aldeia e viver na natureza, assim como gostarem de conversar e fazer grandes festas com os amigos) e tornaram-se, assim, grandes amigos...
Quando o Sr. Rato regressou a casa, os vizinhos fizeram-lhe uma grande festa, com direito a doces e salgados, a banhos no rio e banhos de sol. Todos estavam felizes e riam-se das piadas uns dos outros.
No meio de tanta risada a Ovelha Choné viu que estava apaixonada e perguntou ao seu Mickey se não queria ser seu namorado... O Rato, já apaixonado disse que não queria ser apenas o seu namorado mas sim o seu marido! A ovelha ficou tão feliz... abraçou-o com tanta força que quase lhe tirou o ar!
Passados alguns meses chegou o tão esperado dia...
Fizeram uma linda festa de casamento na quinta, com todos os vizinhos, amigos e familiares e foram felizes para sempre.
Amigos para sempre
Maria Vitória Duro
Durante a época de verão, costumamos ver no mar golfinhos e tubarões a saltar na água, ao final da tarde.
A história que vos vou contar é sobre um tubarão que se chama Zecas e um golfinho que se chama Tomias.
Era uma vez um golfinho muito bonito, que se perdeu da sua família. Andou vários dias à deriva sem conseguir pescar peixes para se alimentar, porque Zecas andava sempre atrás dele e, com a sua boca muito grande e os dentes afiados, comia o peixe todo que havia no mar.
O Tomias começou a ficar muito fraco, porque já não comia há alguns dias. O Zecas, ao contrário, estava cada vez mais forte.
Zecas não conseguia repartir o peixe que pescava porque queria tudo para ele. Até que um dia o Tomias desmaiou e foi cair no fundo do mar sem conseguir nadar mais. O Zecas ao ver o golfinho caído depressa nadou para junto dele. Tocou-lhe várias vezes, mas o Tomias não tinha reação. Começou a ficar muito preocupado e chamou-o com a sua voz muito forte e grossa:
- Tomias, Tomias acorda ! O que tens? O que se passa?.
O Tomias ao ouvir aquela voz abriu os olhos e disse:
- Estou muito fraco, tenho muita fome!
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3.º B
Escola Básica Diogo Bernardes
Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca

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