
Era uma vez, uma menina chamada Carolina. A Carolina vivia com os seus pais e um irmão mais novo, chamado Tomás.

Viviam numa casa grande, rodeada de campos.



Um dia,

(quer dizer) uma noite,
a Carolina ouviu um barulho estranho.
Parecia alguém a ressonar,
mas muito alto!
Já tinha ouvido o pai a ressonar, mas assim tão alto não! Mesmo assim foi ver quem era. Foi ao quarto dos pais, não era o pai nem a mãe.

Espreitou o quarto do irmão e percebeu que também não era ele. Voltou para a cama e acabou por adormecer. Na noite seguinte voltou a ouvir o mesmo barulho, e na seguinte também.

O que será?


Então ela decidiu contar tudo ao seu irmão. Quando o irmão ouviu aquilo desatou a rir e disse:
De certeza que era o pai! Ele ressona tão alto ás vezes!
Não era não, disso tenho eu a certeza! E muito menos tu ou a mãe! Fui aos quartos todos e estavam a dormir muito bem e sem fazer qualquer barulho!
Não sei, só sei que temos de desvendar este mistério em segredo. Se os pais sabem de alguma coisa vão achar que isto é uma parvoíce e não nos vão deixar fazer nada.

Se não era o pai, nem a mãe, nem eu, então quem seria?










Mas então como é que vamos conseguir descobrir alguma coisa com os pais sempre por perto?
Podemos tentar descobrir alguma pista quando formos brincar lá para fora.
Os dois irmãos foram lá para fora brincar.
Como o pai estava a trabalhar e a mãe estava lá dentro a tratar do almoço eles estavam mais á vontade para explorar.
A Carolina viu uma bonita flor e quis apanhá-la. Mas quando o fez veio um pedaço de terra atrás.
Ela chamou o irmão e disse:








-Tomás vem ver o que eu encontrei! Parece um túnel!
-É verdade, parece mesmo um túnel! Aonde ira dar? – disse o Tomás ao chegar perto daquele buraco – talvez vá dar á casa de um dragão.
-Lá estas tu outra vez com a história do dragão sabes muito bem que eles não existem! – disse a Carolina.
-Existem sim! E acredita, um dia o meu sonho vai realizar-se! Vou conhecer um e vou ser o melhor amigo dele, vais ver! – disse o Tomás, pensando no seu sonho.










-Ai ai, vamos mas é tentar desvendar este mistério! - respondeu a Carolina mudando de assunto.
-Vamos explorar? – perguntou o Tomás preparando-se para entrar no túnel.
-Nem penses nisso! A mãe deve estar quase a chamar para almoçar. – disse a Carolina impedindo-o de o fazer.
-Mas então como é que queres explorar? – disse o Tomás.
A Carolina ficou a pensar nisso. Realmente os pais dariam logo pela falta deles se fossem explorar. Ficariam preocupados e quando soubessem, provavelmente não os deixariam fazer nada e ainda apanhariam um raspanete dos pais. Depois de refletir um bocado o assunto, teve uma ideia:
-É claro! No próximo fim-de-semana os pais vão sair e nós vamos ficar com a nossa prima Rita. De certeza que ela não se importa que exploremos um pouco, e talvez ela até nos dê uma ajuda extra!
-Tens razão! Como é que não me lembrei disso?
Os dois irmãos não pensaram noutra coisa durante toda a semana.
Na sexta-feira á noite, a Rita jantou com eles. Os pais já tinham saído, por isso estavam á vontade. Os dois irmãos explicaram tudo á Rita, tintim por tintim. A Rita adorava meter-se em aventuras, por isso, depois de ter percebido bem aquela história toda, disse:
Esta bem, podemos ir. Mas com cuidado!



IUPIIIII!
De manhã, a Rita preparou uma mochila com sandes de queijo e sumo de laranja para eles levarem na viagem. Assim que estava tudo acordado e pronto para sair, saltaram para dentro daquele túnel.

Era um túnel largo e espaçoso, que, com a sua mobília mais parecia um corredor de uma casa. Era iluminado por uns candeeiros roxos pousados no chão que mais faziam lembrar cristais. No fundo do túnel havia quatro portinhas coloridas com o nome das partes da casa. A Carolina experimentou abrir a porta que dizia QUARTO, estava trancada. Tentou então abrir a porta que dizia SALA, esta estava aberta.

As crianças entraram a medo. Quem viveria naquela casa subterrânea? Quando lá chegaram ficaram boquiabertos! Um enorme dragão dormia deitado no sofá, ressonando muito alto! Agora já sabiam de onde vinha aquele barulho. Mas o que mais espantava a Carolina e a Rita, era ser um dragão!

- Full access to our public library
- Save favorite books
- Interact with authors

- < BEGINNING
- END >
-
DOWNLOAD
-
LIKE(4)
-
COMMENT()
-
SHARE
-
SAVE
-
BUY THIS BOOK
(from $5.59+) -
BUY THIS BOOK
(from $5.59+) - DOWNLOAD
- LIKE (4)
- COMMENT ()
- SHARE
- SAVE
- Report
-
BUY
-
LIKE(4)
-
COMMENT()
-
SHARE
- Excessive Violence
- Harassment
- Offensive Pictures
- Spelling & Grammar Errors
- Unfinished
- Other Problem

COMMENTS
Click 'X' to report any negative comments. Thanks!