


Dedicado a todos os leitores, porque…
“Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança, jamais será sábio.”
Rubem Alves

Turmas do 3.º ano, 2018/2019
A quinta da bicharada fantástica
Ilustrações de Alexandra Duque
Revisão de texto: Agostinha Pópulo
Revisão geral: Elisabete Coelho e Alice
Soares
Coordenadoras do projeto: Conceição Ferreira e Isabel Pinheiro
Há muito tempo atrás, havia uma quinta onde vivia o Ti Manel. Era assim que toda a gente o tratava.
A quinta ficava perto de uma floresta fantástica, que mais parecia saída de um conto de fadas e de duendes. Era um pouco afastada do resto da aldeia, mas o Ti Manel não se importava, visto que não gostava de confusões e nunca se sentia só, pois vivia rodeado de animais dentro da sua própria casa.
Não era uma quinta qualquer. Lá não havia estábulo, nem
pocilga, nem tão pouco capoeira. Os animais comiam e dormiam na casa da quinta e todos ajudavam o seu dono.
O cavalo fazia o pequeno-almoço; o boi era um verdadeiro chef de cozinha, e preparava os melhores almoços e jantares das redondezas;
o porco, que era muito limpinho, lavava a louça e a roupa; as galinhas colaboravam limpando o pó todo com as suas belas penas; as ovelhas faziam tricô; o burro, que era o mais inteligente, tratava das contas; as cabras cuidavam da horta; e o cão-pastor era um segurança muito eficiente, pelo que nenhum estranho se aproximava da quinta, sem que ele desse por isso.
O Ti Manel vivia como queria, feliz com os seus amiguinhos, que o tratavam muito bem. Ele merecia, porque cuidava dos seus animais como se fossem da sua família. Alimentava-os, dava-lhes carinho, abrigo, e até lhes contava histórias para adormecerem. Nada faltava naquela casa e todos davam o seu contributo para que isso fosse possível.

Os habitantes da aldeia achavam aquilo tudo muito estranho, não compreendendo como é que alguém podia viver, dentro da sua própria casa, com animais da quinta. Às vezes, até se riam uns com os outros, quando o Ti Manel ia à aldeia comprar ração para os seus animais. Mas ele não ligava, pois a amizade que sentia pelos seus bichos era mais importante do que qualquer graçola que pudessem dizer dele.
Rompia uma bela manhã, em que o Sol brindava o mundo com o seu raiar e os passarinhos presenteavam a Natureza com os seus melodiosos chilreios, quando o Ti Manel acordou. Espreguiçou-se, deu os bons-dias aos seus amigos animais, cuidou da sua higiene, vestiu-se e, por fim, tomou o pequeno-almoço. Posto isto, dado que tinha um encargo importante a desempenhar, despediu-se dos seus animais e recomendou:
- Preciso de ir à aldeia comprar ração. Talvez chegue tarde para almoçar, por isso não esperem por mim. Portem-se bem e não façam asneiras!


A bicharada assentiu, cada qual no seu modo de se expressar.
O bom homem dirigiu-se à sua velha camioneta, de passo lento, mas firme, afagando cada um dos animais pelo caminho. Entrou, ligou o motor, que roncou ruidosamente e seguiu caminho, atravessando a cancela que delimitava o fim da quinta.
O cão-pastor fechou, cuidadosamente, a cancela e iniciou o seu turno de vigia, muito concentrado na sua tarefa. De orelhas bem levantadas e olfato apurado, percorreu toda a quinta à procura de algum intruso.


Enquanto o Ti Manel ia às compras, na horta, as cabras tratavam das hortaliças, regando-as com a água do poço, fresca e cristalina, para crescerem verdinhos e viçosas. Estas serviriam para confecionar o delicioso caldo que o boi começara a preparar para o almoço de todos os animais. Era este caldo, recheado de hortaliças mágicas, consumido ao almoço e ao jantar, que permitia que os animais conseguissem comunicar com o dono.








Nessa manhã soalheira, enquanto o dono da quinta, ao volante da sua velha camioneta, se dirigia à aldeia para comprar ração, na floresta começou a ouvir-se rebuliço, acompanhado de um tilintar baixo e agudo. Movendo-se na sombra, pequenos seres caminhavam, velozmente, por entre as árvores e os arbustos da floresta, em direção à quinta, já as cabras se tinham ausentado da horta.
Inesperadamente, uma dezena de ágeis duendes, saltaram a pequena cerca de madeira esbranquiçada, que vedava toda a quinta.








Rapidamente, uns colheram todas as hortaliças que se encontravam na horta, enquanto outros, conseguiram prender o cão-pastor, amarrando-o pela coleira à vedação perto da velha cancela, o que o deixou abismado e sem perceber muito bem o que se estava a passar.
Num abrir e fechar de olhos, como por magia, os duendes esfumaram-se no ar, levando consigo todas as hortaliças, sem que nenhum outro animal, para além do cão-pastor, se tivesse apercebido de toda esta confusão. Servindo-se da sua habilidade, ao cabo de pouco tempo, o animal conseguiu reagir, soltando-se da coleira e perseguindo a toda a velocidade o rasto deixado pelos duendes.
Agora que o Ti Manel tinha regressado à quinta e não tinha encontrado o seu fiel amigo canino, ficou preocupado e em alvoroço, ao saber que havia duendes envolvidos no mistério do desaparecimento do seu cão e das suas hortaliças. E, para seu espanto, também não conseguia comunicar com os seus animais, que também pululavam de inquietação.
- Temos que fazer alguma coisa! - exclamou o bom homem, esquadrinhando tudo, atentamente, para ver se, para além das pegadas dos duendes, encontrava algum rasto ou pista do seu amigo. Não teve que esperar muito, pelo que após uma observação mais atenta, também se podiam ver pegadas de cão.
- Vamos! Temos que encontrar o nosso companheiro! - ordenou, decidido, o Ti Manel.


Seguiram as pegadas e foram dar à floresta fantástica, perto da quinta. Ao longe, ouvia-se o latir do cão e os guizos dos duendes.
Todos se embrenharam na vegetação onde, a dada altura, se depararam com uma autêntica aldeia em miniatura, com casinhas de madeira branca e telhados vermelhos espalhados em redor. Um cheiro delicioso invadiu os seus narizes e o som constante do tilintar dos guizos tornava o ambiente mágico! O latir do cão-pastor ouvia-se cada vez mais perto…
Em pleno coração da espantosa aldeia em miniatura, o Ti Manel, acompanhado de perto pelos seus amigos animais, à exceção do cão-pastor, parou estarrecido, mirando tudo em roda.
Porém, exaltou-se ao ver os duendes com um saco repleto de hortaliças.
- Mas o que vem a ser isto?! - tartamudeou o Ti Manel, tomado de surpresa.
hortaliças saborosas prontas para entrarem num panelão a ferver.
- É agora que eu vos apanho, seus ladrões de hortaliças! - explodiu o Ti Manel, avançando sobre eles.
Os larápios não esperaram pela demora, largaram o saco das hortaliças e desataram a correr. Mas, o Ti Manel, que ainda era um homem robusto, seguiu no seu encalço, numa enorme perseguição.


Finalmente, já cansados, os pequenos seres abrandaram a correria e assim foi mais fácil apanhá-los. O Ti Manel também já escorria suor em bica.
- Venham cá, seus patifes! - bradou o Ti Manel, quando conseguiu segurar dois dos diabretes pelas roupas, que não paravam de espernear para se libertarem. Os restantes duendes pararam, assustados, sem saberem o que fazer. Logo lhes ocorreu apelar à humanidade daquele ser, que tinha dois dos duendes nas suas mãos.
- Por favor, não lhes faça mal! Nós podemos explicar – suplicaram as criaturas da floresta.



Não é que o bom homem se compadeceu deles e os libertou. Os duendes, após explicarem ao Ti Manel a razão do assalto à horta, resolveram compensá-lo das diabruras perpetradas. Assim, olhando de modo cúmplice uns para os outros, foram a uma clareira extraordinária realizar uma bela dança de hip-pop, apresentando as suas habilidades. Esta atitude amoleceu o coração do Ti Manel, e de que maneira...
Entretanto, no meio daquela emoção toda, o seu fiel cão-pastor regressou ao abraço do seu dono, em enorme folia. Os restantes animais também se juntaram naquele abraço de terno reencontro. Até choraram de alegria ao constatarem que todos estavam bem.

Após todas aquelas tropelias, o Ti Manel e os seus animais, descobriram que os duendes eram engraçados e graciosos e que, afinal, as hortaliças que colheram na horta serviriam para confecionar um delicioso banquete, se bem que deveriam ter pedido autorização para as obterem.
Como reinava a paz e a calmaria, o Ti Manel e os animais da quinta resolveram arregaçar as mangas e dar uma mãozinha na confeção do banquete, já que acabavam de ser todos convidados pelos duendes. Era uma bela ideia, até porque o Ti Manel nem tivera oportunidade de almoçar...


O boi, como era muito energético e um ótimo cozinheiro, decidiu fazer umas excelentes panquecas de cenouras, espinafres e nabos, para que todos se deliciassem com este aperitivo.
O festim decorreu com grande entusiasmo e boa disposição entre todos os convivas, onde não faltou comida, bebida e música para imprimir ritmo e alegria ao ambiente.
Enquanto todos saboreavam a sobremesa, o boi, que é um animal possante, resolveu fazer uma enorme surpresa aos amiguinhos. Pediu autorização ao seu dono para ir à quinta buscar a carroça, pois queria levar os companheiros a passear pela aldeia. O Ti Manel achou graça à ideia, já que era altura de mostrar aos habitantes locais a amizade que os unia.
Terminada a festa e a passeata, secretamente, os animais decidiram surpreender, uma vez mais, o seu dono, com a cumplicidade dos duendes: o boi lavrou-lhe a horta e os companheiros plantaram as sementes que tinham adquirido nuns campos especiais, para que não faltassem legumes fresquinhos durante o ano, na mesa.
No dia seguinte, como já tinha planeado, o patrão pegou no seu trator e nas suas alfaias agrícolas, e deslocou-se à horta para executar algumas tarefas próprias da época. Qual não foi o seu espanto, quando viu a sua linda propriedade arranjadinha.
- O que aconteceu aqui?
Os animais, escondidos atrás da parede, saltavam de contentes…

De olhos bem arregalados, o Ti Manel saltou do trator, pesadamente. Incrédulo, deu uma volta pela propriedade, a fim de se certificar se era mesmo verdade o que os seus olhos alcançavam. Como por artes mágicas, surgira diante dele uma horta verdejante, repleta de hortaliças viçosas e legumes tenrinhos, capazes de fazer crescer água na boca a qualquer um.
- Isto é fantástico! Nunca vi nada assim!... – admirou-se o Ti Manel, cofiando a barba, que crescia forte, à semelhança da sua horta mágica.
De rompante, incapazes de conter a excitação e mal cabendo em si de contentes, os animais saltaram detrás da parede, deparando-se com o dono a contemplar aquela visão fabulosa – a horta mágica.


- Surpresa! – “gritaram”, a uma só voz, os animais, dançando em frente do Ti Manel, numa espécie de comemoração antecipada. É óbvio que cada animal usou a sua própria linguagem para transmitir o seu entusiasmo: o cão-pastor latiu; o boi mugiu; o burro zurrou; o cavalo relinchou; o porco grunhiu; as galinhas cacarejaram; e as ovelhas e as cabras baliram.
- Então, como foi possível vocês criarem esta horta da noite para o dia? – questionou o Ti Manel, ainda tomado pelo espanto.


Como todos os animais tinham comido o caldo com hortaliças mágicas confecionado pelo chef, conseguiam comunicar com o seu dono. Assim, tomando a dianteira, as cabras, que eram as legítimas responsáveis pela horta, exclamaram:
- Foram os duendes que as vieram entregar, para compensarem o facto de terem sido larápios ao levarem as nossas hortaliças para o banquete – justificaram as cabras, com a concordância dos restantes animais.
- Acho muito sensato da parte deles, pois quando cometemos um erro, devemos admiti-lo e corrigi-lo – atestou o Ti Manel, com firmeza.
– E isto merece uma comemoração, não acham? – indagou, alegremente, o Ti Manel, distribuindo sorrisos e afagos pelos seus amigos animais, que ficaram excitadíssimos com a ideia de verem a quinta em festa.
Assim, para celebrarem a horta mágica, a quinta engalanou-se para mais um grande banquete, onde não faltaram os duendes como convidados, que animaram a festa com a sua alegria contagiante e com as suas danças de hip-hop.
O porco, que era um bailarino exímio, também quis mostrar o seu talento e, depois do belo banquete, fez uma magnífica demonstração de ballet. Nem o tutu lhe faltou!...

Contagiados por tamanha animação, os outros animais quiseram, de igual modo, dar o seu contributo. Sem que ninguém esperasse, organizaram-se e fizeram um belo concerto para o Ti Manel e seus convidados, os duendes.
O cavalo marcava o ritmo da música com os seus cascos; o boi batia com os chifres nas panelas, produzindo um som metálico semelhante ao som dos pratos de uma bateria; o burro, que era o responsável pelas contas da quinta, foi buscar a sua calculadora e, com as suas teclas, fazia um som que parecia saído de um piano; o balir das cabras e das ovelhas assemelhava-se ao som de uma dúzia de acordeões tocando em uníssono.


Do bico das galinhas, que tinham um cacarejar capaz de acordar um batalhão, saia um som melodioso, só comparável ao mais belo coro existente. E o cão-pastor? Ahhh, esse quase que não cabia em si de tanto orgulho, pois com o seu rabo, que mais parecia a batuta de um maestro, orientava esta banda, que deixou o Ti Manel e os duendes sem fala, tal foi a surpresa.
Todos se divertiam, como há muito tempo não acontecia. Um humano, animais e duendes, celebravam a amizade e a honestidade, festejando entre si como se não houvesse diferenças.
Enquanto os amigos desfrutavam desta soberba festarola, havia quem os observasse, à socapa, com más intenções.

O velho e abastado Zacarias, o maior avarento que se possa imaginar, já magicava o dinheiro que poderia ganhar com aqueles músicos tão especiais e com as sementes mágicas dos duendes.
Tal como chegou, meteu pés ao caminho, silenciosamente, para que ninguém notasse a sua presença. Regressou ao seu velho e decrépito casarão, onde começou a arquitetar um maquiavélico plano para roubar os animais e as sementes mágicas ao pobre do Ti Manel...
O velho Zacarias aguardou até ao dia seguinte para pôr o seu plano em ação. Teve a ideia de drogar o jantar dos animais para os poder raptar e roubar as sementes mágicas.

Muito sorrateiramente, o velho aproximou-se da janela da cozinha da quinta, onde o boi cozinhava distraidamente, deitando sempre um olho à novela “A vaca herdeira”, que passava na televisão.
No momento em que o boi ficou especado a assistir a uma cena dramática da sua telenovela, o Zacarias esticou o braço pela janela aberta e despejou o frasco de soporíferos nas panelas fumegantes. Rindo desdenhosamente e esfregando as mãos de satisfação, foi-se esconder para aguardar pela hora do jantar.

Durante o jantar, o Ti Manel e todos os animais comiam animadamente, conversando sobre a noitada da véspera. Aos poucos, o entusiasmo foi substituído pelo cansaço e pelos bocejos. As cabeças começaram a cair nos pratos, desmaiadas num sono profundo.
Ouvindo o ressonar do dono da quinta e dos seus animais, o velho avarento raptou-os, um a um, e levou-os para o seu casarão onde os amarrou e amordaçou.
Depois, regressou à quinta para procurar as sementes que tanto queria, enquanto o Ti Manel continuava a ressonar e sem dar por nada.
No dia seguinte, o Zacarias quis obrigar os animais a ensaiar, mas eles recusaram-se. O velho ameaçou-os:
- Se não trabalharem para mim, farei mal ao vosso Ti Manel!
Os animais ficaram assustados, já que o Ti Manel era como um pai para eles. Então, conformados e tristes, aceitaram trabalhar para o velho maldoso.
Entretanto, na manhã seguinte, o Ti Manel acordou com a cabeça pesada e estranhou por ter dormido na cozinha. E os seus queridos animais? Vasculhou tudo e não os encontrou.

Pôs-se ao volante da sua camioneta e voou até à aldeia para averiguar junto das pessoas se sabiam do paradeiro dos seus animais.
Regressou a casa desanimado e triste, já que ninguém tinha visto os animais.
Onde se teriam enfiado? Era um verdadeiro mistério...
Enquanto o Ti Manel não cessava a busca pelos seus animais, o velho Zacarias saiu de casa logo que conseguiu os seus intentos e trancou a porta.
- Vou enriquecer às custas destes artistas! - dizia para os seus botões, o velho avarento.
Porém, esqueceu-se que tinha uma chave suplente na sala onde os animais estavam trancados.
Entretanto, o boi reparou que, no cimo de uma das parede da sala, estava ali a tal chave pendurada num prego. Com destreza, o boi conseguiu retirá-la, enfiando-lhe um dos chifres. De seguida, desamarrou os outros animais.
Então, desataram todos a correr daquela casa para fora. Entretanto, o velho Zacarias já estava quase a regressar.
Com a inteligência do burro, tentaram esconder-se sem que o velhaco os visse. Foram a correr para as traseiras da casa e baixaram-se. Assim que viram o velho a entrar em casa, correram até à casa do Ti Manel e exclamaram, aflitos:
- Esconde-te, esconde-te! O velho Zacarias quer fazer-te mal!
O Ti Manel surpreendido por aquele agitado regresso dos seus animais, apressou-se a perguntar:
- Onde é que vocês se enfiaram? Procurei-vos por todo o lado!!! Iam-me matando de preocupação!!!
- Esconde-te, já! - reforçaram os animais.
- Está bem, eu escondo-me, mas digam-me primeiro o que se passa.
Enquanto o Ti Manel tentava perceber o que estava a acontecer, o velho Zacarias adentrava-se pela sala da sua casa onde tinham estado presos os animais.



- Onde é que vocês estão? Ah, já sei, só podem estar em casa do Ti Manel!!!
Então, o velho Zacarias foi em direção à casa do Ti Manel. Uma vez lá, como encontrou as portas trancadas, resolveu arrombar uma porta. Todavia, os moradores já se tinham retirado (tinham, entretanto, montado várias armadilhas dentro de casa e à volta da quinta: ninhos de vespas; caixas com ursos; berlindes; um saco cheio de pedras pendurado numa árvore; carne podre num buraco, para quando o velho caísse…).
Mal arrombou a porta da casa e meteu um pé lá dentro, CATRAPUM!!!! Caiu no buraco de carne podre!
- Socorro! Tirem-me deste lugar fétido, seus malvados! - gritava, a plenos pulmões, o velhaco.



Passado algum tempo, o dono da quinta e os seus companheiros de aventura regressaram a casa, evitando as armadilhas que tinham montado para o intruso. E o velhaco que tinha caído logo na pior!...
Depois de muito ouvir o velho a suplicar por socorro, o Ti Manel compadeceu-se dele e disse:


- Se parares de fazer mal às pessoas e aos animais, poderemos perdoar-te e tornar-nos todos amigos! Porém, se não mudares o teu comportamento, iremos amarrar-te e fechar-te numa sala escura para sempre!
O velho Zacarias, depois de muito refletir, respondeu:
- Está bem, eu paro! Até estou arrependido…
Era chegado o momento de resgatar o velho da armadilha onde caíra.
Os animais gritaram vivas de alegria, pois o velho Zacarias tinha regenerado o seu caráter, tornando-se numa pessoa bondosa.
Finalmente, todos ficaram BFF (Best friends for ever)!!!



Vitória, vitória, acabou a nossa história!!!
Alunos do 3.º H e docente Neuza Pinto
Alunos do 3.º G e docente Mariana Silva
Alunos do 3.º F e docente Isabel Silva
Alunos do 3.º E e docente Arminda Raposo
Alunos do 3.º D e docente Agostinha Pópulo
Alunos do 3.º C e docente Márcia Fonseca
Alunos do 3.º B e docente Olívia Rodrigues
Alunos do 3.º A e docente Paula Sousa
Ano letivo 2018/2019
Biblioteca Escolar
Agrupamento de Escolas de São Lourenço, Ermesinde
Julho de 2019

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