
Agrupamento de Escolas de Santa Bárbara
Fânzeres
Porto Seguro
2021
Tra
Trabalho realizado pelos alunos do 4.º ano, do Agrupamento de Escolas de Santa Bárbara, no âmbito do Projeto TEIP - Porto Seguro.
Uma aventura no mar
Joâo Galvão Santos, 4.º A
Eu era um marujinho quando esta história aconteceu. Certo dia, estava eu a subir ao mastro mais alto para tentar avistar novas terras e para que os marinheiros fossem a terra caçar,, todo o tipo de animais para nos alimentarmos, pois já não comíamos há mais de um mês. Podem dizer que eu era muito novo para andar no meio da tripulação mas os marujos naquele tempo tinham entre oito a dez anos de idade!
Apesar de novo eu passei por várias experiências aterradoras como daquela vez que mataram a minha galinha favorita à minha frente ou daquela vez que atiraram seis marinheiros pela borda fora: um tinha morrido de hipotermia, três morreram de peste-negra e dois morreram de fome. Horas depois de estar no cesto da gávea, eu consegui gritar:
-« Terra à vista» - então os marinheiros lançaram logo a âncora e, fomos para terra com esperança de encontrar algo para comer. Era uma ilha com várias árvores, vários frutos exóticos como: cocos e bananas. É claro que fomos apanhar tudo o que conseguíamos, mas tivemos também de apanhar alguns frutos para o capitão. À noite, fizemos um banquete de dar inveja a qualquer um! Porém, apesar da ilha ser paradisíaca, tivemos de partir para chegarmos à Índia o que demoraria dois anos, se tivéssemos sorte.
Passaram- se dois anos e chegamos à Índia. Os habitantes atacaram-nos e eu fui o único sobrevivente porque consegui esconder-me no meio de um arbusto. Quando já era de noite, consegui roubar algum açúcar e logo depois fugi no barco, mas como não sabia navegar, bati nas rochas várias vezes.
Todavia, com a ajuda do vento consegui chegar a uma ilha onde haviam comerciantes com quem troquei o açúcar por ouro e com o ouro contratei uma tripulação. Um dos tripulantes conseguiu arranjar o barco e assim voltamos a Portugal, a salvo, tendo recebido uma recompensa do rei D. Manuel, várias barras de ouro que partilhei com a tripulação. Prometi-lhes que depois desta grande aventura, outras haveriam de acontecer.
À deriva numa caravela
David Silva, 4.º A
Estamos no século XVI e fui convidado para embarcar numa caravela Quinhentista, no Estuário do Tejo. O convite dizia para ir ter ao Estuário do Tejo, no dia seguinte, para embarcar numa viagem à procura de especiarias e de escravos.
Tinha chegado o dia de embarcar na caravela Quinhentista mais bonita do reino! Quando entrei, vi alguns marujos e marinheiros a abastecerem a caravela com peixe e carne seca em barris e a colocarem ovelhas e galinhas no interior da embarcação, entre muitos outros preparativos.
Uma hora depois, finalmente...finalmente, embarcamos em direção ao Cabo da Boa Esperança.
Na semana seguinte, mal amanheceu, três marinheiros planejavam uma traição ao capitão, por ele ser ganancioso e por maltratar a sua tripulação. Eles pediram-me para me juntar a eles e eu concordei. Combinamos que nessa mesma tarde, iríamos mandar o capitão borda-fora.
Chegou a tarde e lançamos o capitão ao mar. Feito isso, todos achavam que eu deveria ser o novo capitão, por tratar bem toda a gente.
No dia seguinte, os meus companheiros avisaram-me que a comida estava a acabar e ainda íamos a metade do caminho.
Todos começaram a gritar por terem fome, e isso durou um mês. Já todos andavam a pôr as solas de molho para comer.
De repente, o vento mudou a nossa rota, estávamos agora a ir em direção ao Brasil, mas ainda não sabíamos que eram as terras de Vera Cruz.
Do nada, a caravela foi levada em direção a um rochedo e destruída, contra as rochas. Fui o único sobrevivente e acordei no Brasil, (Terras de Vera Cruz) mas não sabia bem onde estava. Sentia um pouco de náusea e de indisposição, mas o melhor é que sobrevivi!
Cada dia que passava, sentia mais saudades de Portugal e de comer aquelas castanhas com sardinhas assadas, mas sobretudo, sentia ainda mais saudades da minha família toda reunida a cantar músicas e poemas sobre a nossa história.
Por causa das saudades, comecei a ter alucinações e a imaginar que estava a arder! Como é isso possível?! E porque é que estava a imaginar que estava a pegar fogo?! Não entendia nada do que se passava comigo! Vários anos se passaram e já me tinha acostumado a viver no Brasil, a conhecer novos povos e pessoas que me ajudaram a habituar à minha nova vida. Até que, na costa, um dia surgiram várias caravelas que me vieram salvar.
E assim, é esta a história que vos queria contar.

As aventuras do marujo Rafael
Entre o século XV e XVI, no Tempo dos Descobrimentos, a caravela era um barco português feito de madeira de carvalho, com velas triangulares que ajudavam numa melhor navegação (bolinar). Nesse tempo, eu era um pequeno marujo de 10 anos.
A vida no mar era horrível e ainda por cima, eram os marujos que faziam o trabalho árduo: Subiam aos mastros, limpavam o convés e subiam a gávea para ver se avistava terra. Quando se avistava terra, o marujo gritava:
-Terra à vista !!!
Nesse momento, o piloto virava o leme em direção a terra para ir buscar mais mantimentos.
Esta noite, houve uma grande tempestade e acordámos com o frio, todos molhados e com muito medo de naufragar, pois o barco era muito frágil.
Ouvimos as ondas a rebentar no convés, a caravela balouçava com as ondas e o capitão gritava para os marujos recolherem as velas.
Eu estava aterrado de medo, pois com o balanço das ondas, parecia que ia cair dos mastros. Estava com tanto medo que até chorava às escondidas dos marinheiros. Entretanto, a tempestade passou e tudo acalmou.
O dia a dia na caravela era muito difícil, sobretudo para os pequenos marujos. Após navegar durante muitos meses no mar, ao sol, frio e chuva, finalmente cheguei ao Reino de Portugal.
A Minha Vida Numa Caravela
Maria Castro, 4.ºA
A tripulação das caravelas tinha um capitão, um piloto, marinheiros e marujos com 9 ou 10 anos de idade.
Eu, certo dia visitei uma caravela, e nesse dia conheci um capitão que se chamava Diogo e um piloto que se chamava Manuel. Nesse mesmo dia iniciei uma viagem que duraria dois anos.
No dia seguinte, após embarcar encontrei o capitão:
-Olá senhor capitão, dormiu bem?- perguntei eu.
- Sim, dormi muito bem. E o marujo como passou? - perguntou ele curioso
-Eu dormi um pouco mal. - respondi , ainda com muito sono...
-Porquê, o chão era muito duro? - inquiriu ele muito curioso.
-Não, foi porque os marinheiros não paravam de ressonar. - Agora vou à casa de banho. - informei o capitão.
Quando acabei fui ver o piloto que também tinha dormido bem.
-Olá senhor piloto, tudo bem? - perguntei eu com muita curiosidade
-Sim. Apenas um ratito me mordeu o pé- respondeu o piloto muito alegre. - Agora são horas de ir comer.- continuou o piloto com ar esfomeado.
- Eu estou cheia de fome com a barriga a roncar.
-Vamos comer a casca do bacalhau seco. Adoro!!!
- Eu também. - concordei com o piloto enquanto íamos para o convés.
Nesse dia, estava à espera que saíssem do porão para ir buscar uns biscoitos, mas caí ao mar. Ainda bem que sabia nadar e por isso consegui nadar até a terra.
Passou uma semana, passaram-se duas e três e quatro até que uma caravela conseguiu salvar-me
Mas isso fica para outra história...
Maria Castro, 4.º A
Uma viagem numa caravela quinhentista
Afonso Silva, 4.º B
Se eu fosse um marujo numa caravela portuguesa no século XV, na época do infante D. Henrique, eu ficaria muito entusiasmado!
Nesse tempo, a caravela era utilizada pelos portugueses para descobrir novos mundos no mundo.
Sendo eu um menino com apenas dez anos e muito curioso, entrei, nessa grande viagem dos Descobrimentos, numa caravela feita de madeira de carvalho, com dois ou três mastros e que por vezes podia ser movida a remos. Essa caravela tinha velas triangulares que permitiam bolinar (navegar contra o vento), andando em zig-zag. A caravela podia transportar 20 a 25 homens.
Eu era um simples marujo! Fazia sempre os trabalhos mais pesados e os mais difíceis. Não era fácil a vida dentro da caravela. A nossa alimentação era feita apenas uma vez por dia, comíamos biscoitos secos, frutos secos, bacalhau sardinha e carapau secos como uma pedra. Muitas vezes a água acabava e tínhamos que beber a água salgada do mar.
A higiene pessoal era difícil de fazer, pois não havia condições para tomar banho. As necessidades eram feitas num balde e limpávamos com um pincel.
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