Dedicado a todos os alunos do Centro de Apoio à Aprendizagem da Escola Secundária Felismina Alcântara - Agrupamento de Escolas de Mangualde - que participaram no projeto Pens’Arte, durante o ano letivo 2021/2022.


"Eis o meu segredo. É muito simples: só se pode ver bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.(…) Os homens esqueceram esta verdade, mas tu não a deves esquecer. Tornaste-te para sempre responsável por aquilo que cativaste."
Antoine de Saint - Exupéry, O Principezinho

Prefácio
A ideia de registar em livro textos escritos pelos alunos que frequentam o Centro de Apoio à Aprendizagem da Escola Secundária Felismina Alcântara partiu do pressuposto de que motivá-los para as atividades de leitura e escrita é capacitá-los para se exprimirem e comunicarem de forma mais fluente, autónoma e ajustada às diferentes situações.
O projeto foi iniciado no ano letivo 2019/2020 com a publicação de um livro digital com pequenos textos de diferentes temáticas e tipologias, acompanhados da respetiva ilustração. Face à motivação dos seus criadores, foi inevitável repetir uma experiência considerada gratificante por todos os que nela se envolveram, surgindo, assim, a edição de 2020/2021.
No presente ano letivo, partiu-se da visualização e/ou leitura de contos tradicionais populares ou fábulas para posterior exploração da história. A partir da lição de moral transmitida, os alunos redigiram pequenos textos e desenhos alusivos ao valor evidenciado.
O livro conta com a participação de cinco “autores” e cada texto, cada ilustração contém a marca do seu criador, centrada nas suas experiências de vida, nas suas competências linguísticas e nas suas aptidões de representar ideias através da imagem.
O resultado final é um livro que reúne textos e imagens alusivos a valores que devem ser prezados: a Verdade, a Responsabilidade, a Persistência, o Respeito e o Amor.
Verdade

O Pedro e o Lobo
– Porque é que ninguém me ajudou? – perguntou o Pedro a chorar. Agora fiquei sem ovelhas.
Perante a tristeza do Pedro, os aldeões deram-lhe uma lição e explicaram que não o ajudaram porque pensaram que se tratava de mais uma brincadeira. Então Pedro percebeu que com coisas sérias não se deve brincar para sermos levados a sério quando for necessário.
Ilustração Diogo Bernardo Sousa
O Pedro mentia muito, dizendo que o lobo atacava as suas ovelhas. Quando o lobo as atacou, ninguém acreditou nele. Eu não quero ser como o Pedro.
Eu digo sempre a verdade aos meus pais e eles acreditam em mim. A verdade é dizer sempre o que acontece. Quando mentimos, ninguém acredita em nós.
Camila Loureiro, 10.ºI

Devemos dizer sempre a verdade. Mentir é muito feio.
Eu não costumo mentir, porque me porto bem e sou bem-educado. Digo a verdade ao pai e à mãe.
Diogo Sousa, 11.ºC

A verdade é importante e nunca se dever mentir. Devemos ser sinceros e honestos com as pessoas. As consequências da mentira são ninguém acreditar em nós e deixarmos de ter amigos.
Eu digo sempre a verdade, principalmente ao meu irmão, aos meus pais e aos meus avós. Eu nunca gostei de mentir, nem que me mentissem. Gosto de pessoas verdadeiras e autênticas. Luísa Saraiva, 12.ºD

Devemos dizer sempre a verdade e não mentir para que as pessoas acreditem em nós. Se mentirmos muitas vezes, quando estivermos a dizer a verdade podem não acreditar no que dizemos.
Também devemos dizer sempre a verdade os nossos pais, avós, tias e professores. A mentira nunca compensa.
Marco Rosário, 12.ºC

A verdade é sempre uma forma de respeito e sinceridade. É o contrário da mentira. Sermos verdadeiros é mostrar o melhor que há dentro de cada um de nós.
Eu tento sempre ser verdadeiro e correto com os outros.
Marco Costa, 11.ºF

Responsabilidade

Ilustração Diogo Bernardo Sousa
A cigarra e a formiga
Disse então a formiga:
– Amiga cigarra, eu avisei-te para armazenares comida. Enquanto eu trabalhei durante o verão e outono para ter comida e poder passar o inverno tranquilamente, tu não me deste ouvidos e só cantavas. Assim, agora… continua a cantar e a dançar!
A cigarra não trabalhou durante todo o verão, porque andava sempre a tocar violino enquanto a formiga trabalhava. Assim, a cigarra foi muito irresponsável e no inverno não tinha nada para comer.
Esta história mostra-nos como devemos ser trabalhadores e responsáveis. Eu tento ser responsável na escola e em casa. Sou bem-educada, bem-comportada e amiga dos outros. Cumpro as minhas tarefas e ajudo os meus amigos quando precisam de mim.
Camila Loureiro, 10.ºI

Eu sou responsável porque eu cumpro as minhas tarefas na escola.
Diogo Sousa, 11.º C

A cigarra não foi responsável, só queria tocar guitarra e, quando chegou o inverno, não tinha comida.
Ser responsável é cumprir com as nossas obrigações e tratar das coisas a tempo.
Eu sou responsável quando estou na escola e na biblioteca. E sou competente quando dou um recado a alguém. Quando as pessoas não são responsáveis sofrem as consequências, como precisar sempre da ajuda dos outros.
Luísa Saraiva, 12.º D

Ser responsável é ser capaz de cumprir com as nossas obrigações e trabalhar para alcançar os nossos objetivos. Nós somos responsáveis pelas nossas ações.
Eu sou responsável porque quando tenho um objetivo não desisto e empenho-me, como aconteceu no exame de código.
Marco Costa, 11.º F

A cigarra só tocou e dançou e não recolheu mantimentos para o inverno. A formiga trabalhou sempre. No inverno, a cigarra quase morreu de fraqueza, mas a formiga ajudou-a.
Não devemos ser como a cigarra e devemos trabalhar para sermos independentes. Eu também trabalho muito nos campos para ajudar os meus avós.
Ser responsável também é fazer o que nos mandam. Somos responsáveis pelas nossas coisas, pelo dinheiro e devemos ser responsáveis na escola e no trabalho.
Eu sou responsável na escola e na Coape.
Marco Rosário, 12.º C

Persistência

Ilustração Diogo Bernardo Sousa
A lebre e a tartaruga
A Tartaruga começou a andar no seu passo lento e miudinho, nunca parando pelo caminho, direto até à meta.
A Lebre largou veloz, mas algum tempo depois deitou-se à beira do caminho e adormeceu. Quando acordou, recomeçou a correr o mais rapidamente que pode. Mas já era tarde… Quando chegou à meta, verificou que a Tartaruga tinha ganho a aposta e que já estava a descansar confortavelmente.
O que é ser persistente? É nunca desistir.
Eu acho que sou persistente, porque nunca desisto do que faço nas aulas e em casa.
Eu tenho muitos sonhos, quero que o covid vá embora e a guerra também.
Eu gostava de ser fotógrafa, veterinária, professora.... Sou sonhadora.
Quem é persistente tem sonhos.
Camila Loureiro, 10.ºI

Eu gosto de correr e de desenhar e não me canso de fazer isso.
Diogo Sousa, 11.º C

Ser persistente é lutar pelos nossos sonhos.
Eu sou persistente como a tartaruga. Mantenho os meus objetivos e tento concretizá-los ao meu ritmo. Mesmo quando tenho dificuldades, tento não desistir.
Luísa Saraiva, 12.ºD

Para mim, ser persistente é nunca desistir dos sonhos.
Nunca devemos desistir dos nossos objetivos, devemos lutar por eles até ao fim.
Um dos meus sonhos é ter carta de camião. Já consegui passar no exame de código, agora falta o de condução.
Também gostava de ter uma casa, um carro e uma moto 4.
Marco Costa, 11.ºF

Eu tenho muitos sonhos e vou trabalhar para os concretizar. Vou ser persistente e não vou desistir.
Os meus sonhos são trabalhar com máquinas de cortar erva e com uma motosserra. Gostava de ter uma plantação de amendoeiras ou ter uma quinta de animais.
A minha tia também me dá conselhos e diz para eu não desistir daquilo que estou a fazer, para tentar sempre até conseguir.
Marco Rosário, 12.ºC

Coragem

Ilustração Diogo Bernardo Sousa
O leão e o rato
O rato pediu, tremendo, ao leão que não o matasse e seria-lhe eternamente grato caso algum dia precisasse dele. O leão riu-se olhando para o rato e disse-lhe:
- Um ser tão pequeno como tu! Vais ajudar-me de que forma? Não me faças rir!
Mas o rato insistiu outra vez, até que o leão, comovido pelo seu tamanho e pela sua coragem, deixou-o ir embora.
Ser corajoso é enfrentar os nossos medos, como o ratinho enfrentou o leão apesar de ser muito mais pequeno e frágil.
É ser persistente e não desistir dos nossos sonhos.
Eu sou corajosa, porque digo o que penso. Eu conheço pessoas corajosas: a Flávia, a Ângela, a Lara, a Margarida, a Deolinda e a professora Luísa.
Camila Loureiro, 10ºI

Eu sou corajoso quando fico no intervalo sozinho e vou para as aulas sozinho.
Diogo Sousa, 11.ºC

O rato foi corajoso quando enfrentou o leão e depois o ajudou sem ter medo dos caçadores.
Ser corajoso é tentarmos fazer as coisas que pensamos que não conseguimos fazer. Eu sou corajosa porque tento resolver os meus problemas, embora procure ajuda.
Para o ano, eu vou ser corajosa e vou conseguir ultrapassar os meus medos.
Luísa Saraiva, 12.ºD

Eu tenho coragem para enfrentar os meus erros. Ganho força, coragem e confiança através de cada experiência em que encaro o medo de frente.
Ter alguém ao nosso lado que nos ame, nos dá força. Amar alguém, nos dá coragem.
Marco Costa, 11.ºF

Coragem é não desistir do que estamos a fazer, não ter medo de enfrentar os desafios e os nossos amigos. É persistir.
Eu sou corajoso, porque não desisto do meu futuro.
Marco Rosário, 12.º D

Respeito pela Diferença

Ilustração Diogo Bernardo Sousa
O Patinho Feio
Os dias passaram e, à medida que os patinhos cresciam, o patinho feio tornava-se cada vez mais diferente dos outros patinhos.
Cansado de ser gozado pelos seus irmãos e por todos os animais da quinta, o patinho feio decide partir.
Mesmo longe da quinta, o patinho não conseguiu paz, pois os seus irmãos perseguiam-no por todo o lago, gritando:
- És o pato mais feio que nós alguma vez vimos!
E, para onde quer que fosse, todos os animais que encontrava faziam troça dele.
- Que hei de eu fazer? Para onde hei de ir? O patinho sentia-se muito triste e abandonado.
A mãe pata teve cinco patinhos. Um era diferente dos outros e foi rejeitado. A mãe não devia afastar o seu filho porque ele era diferente dos outros. A minha mãe gosta de todos os filhos e trata-os bem.
Respeitamos os outros quando os tratamos bem, quando ajudamos os nossos amigos.
Eu tenho respeito pela professora, faço tudo o que ela manda. E em casa respeito os meus pais, pois obedeço-lhes. Devemos respeitar sempre os outros, mesmo que sejam diferentes de nós.
Camila Loureiro, 10.ºI

Eu respeito sempre os mais velhos e digo sempre bom dia às pessoas.
Diogo Sousa, 11.º C

Devemos respeitar sempre os outros e não ser mal-educados.
Eu tenho respeito pela minha família e pelos mais velhos.
Não se pode discriminar as pessoas devido às suas diferenças. Devemos aceitar os outros como eles são.
Luísa Saraiva, 12.ºD


Respeitar as diferenças é o melhor caminho para uma sociedade mais justa.
A amizade reside no respeito pelas diferenças e não apenas na aceitação das semelhanças.
Marco Costa, 11.º F
Respeito é aceitar as diferenças das outras pessoas. E é importante lutar para que todos acreditem na igualdade.
Devemos respeitar as pessoas que são diferentes de nós. Também devemos ser educados para as pessoas e não as tratar mal.
Marco Rosário, 12.ºC

Amor

Ilustração do livro "Cuida bem de mim" de Maria Inês de Almeida, livro editado pela CPCJ
Para mim, o amor é acarinhar as pessoas, tratá-las bem. Só assim temos amigos.
Eu valorizo os meus amigos e a minha família porque os amo e sei que merecem.
Eu também gosto muito que me tratem bem.
Camila Loureiro, 10.ºI

Eu gosto muito da mãe, do pai e da avó.
Diogo Sousa, 11.º C

O amor é carinho e amizade. Quando amamos, ajudamos os outros e tratámo-los bem.
Eu amo a minha família.
Quem me dá amor é o meu pai, a minha mãe e os meus avós.
Luísa Saraiva, 12.ºD

O amor é muito importante na minha vida e devia estar presente na vida de todos.
Amar e ser amado é decisivo para a nossa felicidade.
A minha mãe é uma pessoa que me ama muito. E eu adoro a minha família e os meus animais.
Marco Costa, 11.º F

Eu sinto muito amor pela minha tia e pelos meus avós, porque eles tratam-me com muito carinho e dão-me bons conselhos.
Marco Rosário, 12.ºC

Textos e ilustrações dos alunos
Camila Loureiro
Diogo Sousa
Luísa Saraiva
Marco Costa
Marco Rosário
Rodrigo Ferreira
Professores dinamizadores
Luísa Cunha
Nelson Teixeira
Grafismo e edição
Biblioteca da ESFA

Ficha Técnica

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