
Projeto “Rostos, Lugares, Sons e Símbolos de ABRIL”
O Projeto “Rostos, Lugares, Sons e Símbolos de ABRIL” pretende destacar pessoas, locais e símbolos únicos da Revolução de Abril através de uma abordagem que conjuga o conhecimento deste momento único da nossa História com o poder e a representação da Arte. O referido projeto foi desenvolvido, pela turma A do 8.º ano, na disciplina de oferta complementar, Agir e Aprender. Elaboram-se cartazes digitais de mulheres que se destacaram na conquista da liberdade. – “Mulheres de ABRIL”. Pretendeu-se com o desenvolvimento deste projeto, subordinado ao tema aglutinador do Projeto Cultural de Escola "Viver... Abril" - 2023/2024, incentivar os alunos a refletir sobre a importância da liberdade, do exercício de uma cidadania ativa e do viver em democracia, enquanto valores fundamentais da vida em sociedade, incentivando-os à sua prática diária.


LEONOR
GONÇALVES

Maria Helena Martins dos Santos Pato nasceu em 19 de abril de 1939 e atualmente encontra-se viva.
Esteve no exílio durante 3 anos e se juntou ao Partido Comunista Português em 1962, tendo sido militante até 1991.
Em junho de 1967 foi presa pela PIDE pelo seu envolvimento na criação do Movimento Democrático das Mulheres, esteve presa na cadeia de caxias em isolamento e foi submetida à tortura do sono.
Em 1970 foi colocado pela primeira vez como professor de matemática no Liceu Gil Vicente.
Foi presa política durante o Estado Novo e uma das fundadoras do Movimento Democrático das Mulheres.
Desde 2013 é autor da página Antifascistas da Resistência.
Helena Pato – Museu do Aljube
Helena Pato – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

LEONOR
PIRES

Data da primeira prisão: 07 de outubro de 1969
Em 1969 integrou o grupo que fundou o Movimento Democrático de Mulheres, cujo Secretariado e Conselho Nacional viriam a pertencer.
Depois da prisão, impedida de lecionar por “não garantir a Segurança do Estado”, encetou uma carreira jornalística no Diário de Lisboa, depois de uma breve passagem pelo Diário Feminino, de Santarém.
Após o 25 de Abril integrou a redação do jornal Avante, órgão central do PCP, sendo responsável pela problemática da luta das mulheres e pela Reforma Agrária.
Fez parte, com o escritor Mário de Carvalho, do Secretariado dos Jornalistas Comunistas.
Integrou o Núcleo das Mulheres Comunistas e a Comissão de Mulheres Comunistas juntamente com o Comité Central do PCP. Foi também representante do MDM no Conselho Consultivo da Comissão da Condição Feminina.
Eleita para o Comité Central no Congresso do Porto, em 1989, demitiu-se do mesmo em março de 1991, tendo abandonado a militância no PCP e, posteriormente, o Movimento Democrático de Mulheres.
Maria Helena Augusto das Neves Gorjão | Memória Comum (memorial2019.org)
Helena Neves – Wikipédia, uma enciclopédia livre (wikipedia.org)

MARTIM
PEDRO

Nasceu em 1926 e faleceu em 2017 com 91 anos. Defendia muito os direitos das mulheres O problema da mulher levou-a a optar pela ginecologia e obstetrícia. Percebeu que esta era a área em que podia ajudar melhor as mulheres, que antes eram prejudicadas. Ela defendia o planeamento familiar a favor ao aborto que era das principais causas da morte materna.
Durante a década de 1960, visto que em Portugal existia uma elevada taxa de mortalidade e que apenas cerca de 65% dos partos eram realizados nos hospitais, enquanto os restantes ocorriam em casa ou em maternidades que não possuíam nem salas de cirurgia, nem de obstetrícia, não conseguindo assim lidar com possíveis complicações que poderiam provocar a morte das grávidas, recém-nascidos, Purificação Araújo começou a realizar várias campanhas para que as maternidades fossem vinculadas aos hospitais e assim pudessem prestar os devidos cuidados e serviços médicos às suas utentes. Em 1996, foi galardoada com a Medalha de Serviços Distintos pelo Ministério da Saúde e, em 2008, com o grau de Ouro da mesma premiação. No Dia internacional das mulheres 1998, foi distinguida pela Ordem do Médico, um prémio nacional concedido àqueles que fazem sacrifícios em benefício da sua comunidade. Ainda em 2008, recebeu a Medalha de Ouro da câmara municipal de Lisboa como reconhecimento pelo seu trabalho no desenvolvimento dos serviços de planeamento familiar. Em 2014 foi galardoada com a Medalha de Mérito da Ordem dos Médicos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Purificação_Araújo
https://www.esquerda.net/artigo/mulheres-de-abril-testemunho-de-maria-da-purificacao-araujo/48602
https://sistema-arquivos.ulisboa.pt/details?id=175192

MATILDE
REIS

Maria Teresa de Mascarenhas Horta Barros nasceu em Lisboa, 20 de maio de 1937, onde mais tarde frequentou a Faculdade de Letras. Estreou-se na poesia em 1960, com a obra “Espelho Inicial”, no ano seguinte participou com “Tatuagem” em Poesia 61. Maria Teresa Horta foi militante da causa feminina, escritora e poetisa, fez parte do Movimento Feminista de Portugal e do grupo “Poesia 61”. É uma das autoras do livro “Novas Cartas Portuguesas”, pelo qual foi processado e julgado em 1972.
Foi perseguido pela PIDE com livros censurados, sendo um deles “Novas Cartas Portuguesas”, que mobilizou uma opinião pública contra o Estado Novo. Escritor num tempo em que a liberdade faltava era um risco que muitos temiam, mas Maria Teresa Horta nunca se importou com isso, nem com a condição feminina numa sociedade em que só contavam com as mulheres para ser dona de casa. Nem quando foi espancado por três homens por causa da sua poesia erótica, sentiu medo, “É para aprenderes a não escreveres como escreves.”, disse-lhe enquanto agrediam, mas ao contrário do que esperaram, teve o efeito contrário: atreveu- se a escrever ainda mais, a não desistir da vocação e do estilo polêmico, que afinou com o tempo.
Foi na sequência da publicação da obra “Minha Senhora de Mim”, e da perseguição da sua autora que três amigas escritoras, Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, decidiram desafiar o regime fascista. Em 1971, as “Três Marias” encontraram um trocater daqueles que seriam “Novas Cartas Portuguesas”.
Em 2011, Maria Teresa Horta publicou “As Luzes de Leonor”, romance sobre a Marquesa de Alorna, distinguido com o Prémio D. Diniz da Fundação da Casa de Mateus.
Em 2014, foi-lhe atribuído o Prémio “Consagração de Carreira” pela Sociedade Portuguesa de Autores. Com livros editados no Brasil, em França e Itália, Maria Teresa Horta foi a primeira mulher a exercer funções dirigentes no cineclubismo em Portugal e é considerada uma das mais destacadas feministas da lusofonia.
Para ver um pequeno vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=pf0PEXtcuaY
Webgrafia deste trabalho:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Teresa_Horta
https://ensina.rtp.pt/artigo/maria-teresa-horta-ea-aventura-das-novas-cartas-portuguesas/
https://www.fnac.pt/Maria-Teresa-Horta/ia68590/biografia

NALINI
ANTÓNIO

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