
Os contos tradicionais são pontes poderosas para a interculturalidade porque, ao compartilharem narrativas de diferentes culturas, revelam valores universais, mostram a diversidade de costumes e línguas, e servem de ferramenta pedagógica para promover o respeito, a empatia e a compreensão entre diferentes culturas, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes, críticos e solidários.

No contexto atual, a diversidade cultural é uma realidade crescente nas escolas portuguesas. O Centro Escolar de Riachos é um espaço de diversidade, onde diferentes culturas e histórias se encontram.
O Projeto de Leitura: "Contos Tradicionais Lusófonos" surge como uma ponte para a Leitura, Oralidade e Integração"
A Professora
Maria Fernanda Santos
A lenda de Canta Galo - S. Tomé e Príncipe
Diz a lenda, que já lá vão muitos e muitos anos, S. Tomé era o refúgio de todos os galos do mundo. Viam-se galos por todas as partes da Ilha.



A Ilha parecia estar sempre em festa por causa da algazarra e do cantar dos galos, quase em todos os momentos e por todos os cantos. A alegria era infernal. Era ensurdecedor o cocorococó dos galos.

Algumas pessoas gostavam, outras não conseguiam dormir. Muitas ficaram zangadas e disseram aos galos que tinham de sair da ilha em 48 horas ou haveria guerra.

Os galos escolheram um galo preto como rei e decidiram partir em busca de um novo lugar.


Andaram por ilhas e ilhéus durante um ano até encontrarem um sítio perfeito. Ficaram lá e passaram a cantar só nesse lugar e em horas certas.


Desde então, esse sítio chama-se Canta Galo.
A mungomba que punha ovos Angola
A mungomba, isto é, a perua do mato, punha os seus ovos junto à nascente de um rio. Cada vez que punha um, ao sair do ninho, cantava:

Sou eu, sou eu e mais ninguém!


Certo dia, os outros animais reuniram-se no intuito de saber qual seria o motivo da mungomba cantar sempre daquela maneira e decidiram mandar a cobra Ndakakanda ao seu ninho. Quando lá chegou, não encontrou a dona porque esta tinha ido procurar alimentos.
Então, a cobra enrolou-se no ninho
Quando a mungomba voltou, encontrou no seu ninho uma coisa brilhante e disse assustada:

– Ai, meu Deus! Que mal fiz eu? Por que é que a cobra está sobre os meus ovos?

Muito aflita, correu para a sua majestade o Tigre e perguntou-lhe o que devia fazer.
Majestade o que hei-de fazer?

Costumas cantar “Sou eu, sou eu e mais ninguém” mas
deverias cantar “Somos nós, somos nós e mais ninguém”.

A mungomba voltou para junto do seu ninho, cantou:
– Somos nós, somos nós e mais ninguém.





A cobra, ao ouvir a mungomba cantar: “Somos nós, somos nós e mais ninguém”, levantou a cabeça e deixou os seus ovos.


Então a mungomba foi até ao seu ninho, sentou-se sobre os seus ovos até os chocar e, depois, levou os seus filhos para outro lugar
O sapo com medo de água.
Brasil

Dois meninos passeavam perto de uma lagoa quando viram um
sapo enorme a descansar.



Vamos assustar este sapo!
Ouvindo isso, o sapo ficou com medo por dentro. Por fora, abriu um sorriso indiferente.

Vamos te jogar no formigueiro?


Os dois meninos viram que aquilo não assustava o sapo. Então, tiveram outra ideia. Disse um deles:


Sobe na árvore e atira ele lá do alto ou então pega um fósforo e acende uma fogueira.

- Full access to our public library
- Save favorite books
- Interact with authors

- < BEGINNING
- END >
-
DOWNLOAD
-
LIKE
-
COMMENT()
-
SHARE
-
SAVE
-
BUY THIS BOOK
(from $6.79+) -
BUY THIS BOOK
(from $6.79+) - DOWNLOAD
- LIKE
- COMMENT ()
- SHARE
- SAVE
- Report
-
BUY
-
LIKE
-
COMMENT()
-
SHARE
- Excessive Violence
- Harassment
- Offensive Pictures
- Spelling & Grammar Errors
- Unfinished
- Other Problem

COMMENTS
Click 'X' to report any negative comments. Thanks!