Esta história foi criada colaborativamente online pelos alunos do projeto eTwinning intitulado "Uma história sem fim".
Ano letivo 2018/2019

Era uma vez uma bruxa que se chamava Aurélia.Tinha cabelos pretos, olhos castanhos e um nariz muito comprido. Usava um chapéu roxo e um vestido preto. Ela vivia numa casa velha, no meio de uma floresta assombrada, cheia de morcegos e fantasmas. Quem lhe fazia companhia era um pequeno sapo azul que sabia falar.
Um dia ela estava à procura de um feitiço num livro antigo para ver se conseguia tirar uma verruga da orelha direita e descobriu uma maravilha! Numa página desse livro encontrou informação sobre um chapéu mágico que dava poderes especiais a quem o usasse. Ela leu com muita atenção o texto e ficou a saber que o chapéu estava guardado numa gruta muito longe dali. A bruxa ficou cheia de vontade de lá ir.

Um dia, depois de muito conversar com o seu amigo azul, decidiu viajar até essa gruta. Sentou-se na sua vassoura, meteu o sapo no bolso do vestido e começou a voar por cima de rios,montanhas e até atravessou um oceano!

Quando ela chegou à gruta encontrou uma porta secreta e disse a palavra mágica .que tinha lido no livro antigo:
-Proibição!
Depois de a porta abrir, a bruxa viu cinco caminhos e escolheu seguir pelo primeiro.


O percurso era estreito, escuro, com muitos buracos e bichos esquisitos. Havia barulhos sinistros, assustadores e a gruta era escura e velha. O caminho tinha fantasmas e morcegos, mesmo assim a bruxa não se assustou e seguiu-o mas como ficou sem saída ela começou a voltar para trás.
Começou a cair água do teto da gruta e a bruxa assustou-se!
Ela começou a chorar e disse:
- Tenho medo! Não sei como vou sair daqui. Podem-me ajudar?....





O sapo azul ouviu aquilo, meteu a cabeça fora do bolso do vestido da bruxa e exclamou:
- Deste alguma cabeçada? O que tens?
- Ai, nem sem o que dizer! - disse a bruxa meio tonta.
- Eu já estou farto de estar aqui metido. E agora cheira-me a humidade. Vai andando ali para a esquerda. Vá despacha-te!
- Mas isto é só parede.
- Não é nada!
- É sim. Olha queres ver?
A bruxa tocou na parede e abriu-se um buraco enorme. Por ali depressa saíram e chegaram a um lindo campo florido. Havia sol e o ar tinha o perfume de muitas flores.

- Eu tinha razão! - disse o sapo.
- És mesmo vaidoso, sapo azul.
Quando ouviu aquilo o sapo saltou para fora do bolso do vestido da bruxa Aurélia.
Foi então que ela viu o chapéu mágico numa rocha mas estava um enorme dragão a guardá-lo.
A bruxa Aurélia pegou na varinha mágica e disse:
- Abracadabra pé de cabra transforma-te num gatinho bebé fofinho!
Ela ficou com o gato e levou o chapéu mágico na cabeça.



O sapo azul conheceu uma sapo lilás e apaixonou-se. Depois fugiram os dois para longe dali.
Como a casa da bruxa ficava muito longe ela decidiu construir uma casa nova.
Ela usou troncos de árvores para as paredes e para o telhado. Por dentro a casa tinha uma cozinha com especiarias. A sala tinha um sofá enorme e uma mesa de vidro.Também havia um pequeno quarto com uma cama preta. A cama do gato ficava ao pé da lareira.
Às vezes o gato dormia na cama da bruxa e comia a comida dela que estava na mesa.
Um dia a bruxa acordou de manhã e foi comer, mas não estava na mesa a sua carne e ela ralhou com o gato. Ele ficou furioso e destruiu a casa toda porque ainda pensava que era dragão.

Como a bruxa gostava muito da casa, pegou na varinha mágica e colocou tudo
arrumadinho como estava antes. Depois deixou-a no cimo do armário mas ela rebolou com o vento e caiu. O gato assustou-se quando a varinha caiu no chão. Com o barulho o gato foi a correr até à bruxa.
A Aurélia estava a fazer uma poção no caldeirão para dar ao gato para ele ficar humano. Mas enganou-se na poção e o gato ficou maluco da cabeça e começou a voar até chegar à antiga casa da Aurélia. A bruxa foi procurar o gato por todo o lado: por cima das montanhas, das florestas e até procurou nos oceanos
A Aurélia acabou por passar por cima da sua antiga casa e ouviu chamar:
- Estou aqui, estou aqui!
Quando a bruxa ouviu aquele grito começou a voar mais baixo e acabou por encontrar o gato e ela perguntou-lhe:
- Estás bem meu amiguinho?
- Estou bem não te preocupes - disse o gato e de seguida a bruxa disse:
- Prometo que nunca mais vou sair desta casa.
Depois de ter dito aquilo fez as malas e foi para a sua casa antiga. A bruxa começou a arrumar as roupas que trazia nas malas e com a magia do chapéu mágico arranjou a sua casa e fez um jardim cheio de flores e legumes para comer.








Um dia ela estava a dormir e caiu do espaço uma nave espacial dentro do jardim da bruxa Aurélia e destruiu tudo e ainda por cima acordou-a. Ela ficou furiosa. Os E.T.S estavam lá dentro da nave espacial sem saber o que lhes aconteceu. Eles saíram para fora da nave e foram obrigados pela bruxa Aurélia a arrumar tudo senão ela transformava os em sapos.


Depois do jardim estar todo arrumado, os E.T.S. prepararam uma festa surpresa para a bruxa Aurélia. Na festa havia música de CDs. Para comer na festa a mãe dos E. T. S fez gelatina de limão, mousse de abóbora, bolinhos, de bacalhau e peixe. As mesas onde colocaram a comida eram feitas de latas vulcânicas de Marte e as cadeiras de fios de fitas de cassetes brilhantes.
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